O teu Rosto poema
Lágrimas silenciosas correm no meu rosto enquanto teu silêncio grita na minha alma.
Você meu mundo...
Eu pouco, eu nada, nem migalha.
1992
O vexame de meu pecado terrível.
Oh Cristo Jesus, foi no momento que viraste o rosto pregado no madeiro e desfaleceste, que pagaste este pecado, tão terrível e corrupto, que não suporta até mais, tão sujo e insondável meus intentos que o Pai celestial resolveu lhe apagar bem no momento que lhe deste com meu pecado, o vexame foi a vergonha que passaste por ele, a sua nudez revelou meu pecado transgredido no oculto, ele é imperdoável, neste mundo, mais não pelo ato da Cruz, que foi magnífico, seu sangue derramado naquela cruz cobriu não só minha transgressão, mais minha própria vida e dos meus.
Poesias Líricas ao Rei Jesus
A sina do palhaço
é deixar o sorriso no rosto
enquanto o mundo pega fogo
Fazer rir
mesmo que em seu mundo
tudo esteja se desmoronando
Deixar que pensem
que se apresenta em todos os picadeiros
enquanto na verdade
já se aposentou faz tempo
A Eterna Thamar
Thamar, teu nome ecoa em minha alma,
Teu rosto, memória que nunca se apaga,
Menina de sonhos, ainda a descobrir,
Eu, maduro, em teu olhar quis me consumir.
Nosso amor foi chama, ardente e pura,
Cada instante, marcado pela ternura,
Entregaste a mim tua alma e teu ser,
E juntos aprendemos o verbo viver.
Mas o mundo, cruel e voraz,
Trouxe adversidades, nos separou em paz,
Roubou-te de meus braços, sem compaixão,
Deixou-me apenas a dor e a solidão.
Treze anos se passaram, e em meu peito,
Ainda pulsa o amor, tão perfeito,
Intenso, eterno, como a primeira vez,
Lembrança viva de um amor cortês.
E sei que em teu coração, guardado assim,
Resta um pedacinho imortal de mim,
Thamar, amor que o tempo não desfaz,
És minha história, meu sonho, minha paz.
SE SALVE, JORGE
Hey, amigo, levante o rosto e sorria.
Não deixem os obstáculos desanimarem você.
Tenha coragem, tome a sua espada;
Faça do seu sorriso a sua própria cavalaria!
Seus sonhos mais fantásticos vão vencer,
Todas as incertezas serão lançadas no Vale do Nada!
Sei que a vida traz dias de temporal,
E que as retinas se cansam de assistir cada queda!
No teatro da vida, você é o ator principal,
Não deixe fecharem as cortinas de pura seda...
As pessoas não nos valorizam como merecemos!
Não se aborreça, seja firme, seja resiliente!
Suas lágrimas não merecem escapulir;
Não queira fazer dos seus braços dois remos...
Levante o queixo, mantenha-se contente!
Sabe que quando precisar eu estarei aqui...
Como amigo, às vezes não sei bem o que dizer;
Sua pele não habito, e desconheço sua dor!
Todavia, meus braços estou a lhe estender!
Não tenho asas, mas posso ser o seu anjo benfeitor!
Adule o seu amor-próprio, abrace a vida;
Deixe que a negatividade tome outra direção!
Deixe quem quer jogar em segundo plano...
Você é uma obra literária que merece ser lida,
Arrepende-se muito quem o lê com pouca atenção!
Seu corpo é montanha, seu coração é oceano!
Quando não lhe valorizarem, reflita...
Há realmente males que vêm para cooperar!
Não queira assassinar as borboletas mais bonitas;
Deixe-as no canteiro do seu coração, ofereça-as um lar!
Você é tão jovem e bonito, jovem e bonito...
É um poderoso guerreiro na arena existencial!
Se a vida lhe impõe obstáculos,
Vença-os... e depois dê um alto grito,
Mostre que você é capaz de combater qualquer mal!
Viver é já por si mesmo um valioso espetáculo!
Querido Jorge, acorde agora!
Você é poderoso e inexpugnável!
Erga o queixo, e cante a cada aurora...
Faça do seu coração um jardim inolvidável!
Ele permanece à beira do limiar, o vento frio da estação tocando seu rosto enquanto o trem repousa por um momento. A porta aberta à sua frente é um convite silencioso, mas a decisão pesa como um fardo nos ombros. De dentro do vagão, ele observa o caos organizado da estação. Pessoas correm de um lado para o outro, cada uma com seus próprios destinos, carregando sonhos, dores e despedidas. A estação é imensa, cheia de vida, cores que se misturam em um psicodélico turbilhão de emoções, refletindo o turbilhão dentro dele.
É como se o mundo inteiro estivesse em movimento, exceto ele.
Ali, parado no limiar, com os pés ainda dentro do trem, ele sente a hesitação apertar seu peito. O próximo passo não é apenas uma escolha física — é uma decisão que ecoa na alma. Há tanto peso no ato simples de sair do vagão, como se estivesse deixando para trás uma parte de si, uma vida que já não faz sentido continuar. Cada rosto que passa por ele é uma lembrança do passado que tenta se afastar. Há dor, sim, mas também há uma promessa de algo novo do outro lado. Só que para dar esse passo, ele precisa deixar algo para trás, algo que talvez nunca mais volte a ser.
E então ele percebe: a verdadeira viagem não é sobre o destino. É sobre as paradas, os momentos em que decidimos se seguimos em frente ou se ficamos.
A estação pulsa à sua frente, vibrante e viva, mas a escolha é dele. Ficar no trem, confortável no familiar, ou descer, enfrentar o desconhecido e descobrir o que a vida reserva do outro lado?
No fundo, ele sabe que o trem não esperará para sempre.
Adoraria ouvir cada detalhe do seu dia
Adoraria ver cada detalhe do seu rosto
Adoraria passa a mão pelo seu corpo
sentir o seu calor
Adoraria te abraça nem que fosse pela ultima vez.
Seus olhos castanhos me fazem lembrar dos meus livros
Dos post-ti dentro dele com seu nome
Da vontade incessante de te conta cada história
Dos poemas que nunca te dediquei.
Do homem de ferro que o fiz pra ti.
Te amar de longe corrói minha alma,
Me agoniza,
Me faz triste e feliz... ou...
Um sentimento que não sei distinguir
Só sei que o amo.
Eu nunca fui tão feliz em poder enxergar.
Guardarei seu rosto por toda eternidade em minhas memórias,
eternizarei sua beleza em meu
coração,
amarei cada um dos seus
detalhes
e quando eu viver o luto por sua
perda
viverei a saudade do amor que me trouxe
vida.
O sorriso no rosto só serve para esconder a tristeza oculta que portamos em nosso ser.
Tantas coisas, quem vai entender?
A vida é diferente de cada ser vivente, assim também as emoções e as lembranças mais latentes.
Nunca mais verei teu rosto, teus olhos brilhantes,
A vida nos levou por caminhos distantes,
E nesta solidão meu peito chora e lamenta,
Pois sei que é para sempre o adeus que me atormenta.
Foi se embora a magia do conto
Levou o sorriso sem explicação
O rosto ficou exposto ao tempo
E o resto no silêncio do vento.
Rugas
Essas linhas que aparecem no rosto e em todo o corpo,
Chegam para todas as etnias e classes sociais e,
Têm o nome de rugas.
E não são rugas de chorar, de sentir e sorrir
São da idade, do tempo que passou e não volta
Então, para que mentir?
Se não sentiu, não chorou e não sorriu
Elas iriam estar aí, do mesmo jeito
Com ou sem esmeros.
Pra que mentir?
Dizer que veem junto a experiência
Fazendo história e blá, blá, blá!
Pra que olhar-se tão vulgarmente,
E desculpar-se das próprias rugas
Provando da baixa autoestima.
Se tens a preocupação de justificar as rugas
Através dos ritos de passagem que envenenou o corpo
Conta outra! É resto, é o espírito que já está morto.
Sou paz, sou luz, sou beleza,
Sou a própria natureza
Com um rosto de mulher!
No mundo da poesia,
Cheio de encanto e magia,
Posso ser o que eu quiser.
Paz na alma
Sorriso estampado no rosto
a sua chegada
alegra o meu ser
e me deixa em estado de graça
O Primeiro Ritmo
O coração é o primeiro.
Não a pele que nos defende,
não o rosto que nos denuncia,
não a ideia que nos inventa.
Antes de tudo, um músculo.
Trêmulo.
Errado de tão certo.
Bate.
Sem saber se há alguém ouvindo.
Lá no escuro,
onde o mundo ainda é silêncio,
ele se apressa em existir.
Compasso clandestino,
riscando o nada com vontade.
O coração começa sem ter endereço.
Sem saber se será aceito,
se haverá colo,
ou ao menos tempo.
Ele bate.
No vazio.
Como quem chama por um nome
que ainda não foi escolhido.
Descobri isso tarde.
Como se costuma descobrir o amor.
Antes do pensamento,
há o susto.
Há o sentimento nu,
sem dicionário,
sem licença.
Descartes quis começar pela razão.
Mas a razão já é medo.
Já é contenção.
Já é tarde demais.
Antes de sermos gente,
somos urgência.
Ritmo.
Vergonha de termos vindo sem convite.
Ela tem belos olhos
Um olhar profundo
E no rosto, um sorriso lindo.
Para mim, você é meu mundo.
Se sonhar com você fosse estar contigo.
Desejaria que a noite chegasse logo
Para tem um sono profundo.
Melhor
Melhor é o êxito, do que o óleo no rosto,
o dia da morte, do que o do nascimento.
Melhor é ir à casa onde há luto, pelo morto,
do que ir à casa onde há divertimento.
Porque os vivos o aplicam ao seu coração,
vendo o fim de todas as coisas, nesta vida.
Melhor é chorar do que estando alegre ainda.
Pois com a tristeza do rosto, há mais edificação.
O coração dos sábios, está na casa do luto,
mas o coração dos insensatos na da alegria.
Mas todos pensam o contrário, quem diria?!
Melhor é ouvir a repreensão do sábio culto,
do que ouvir, uma canção do insensato.
E tudo é na vida um só artefacto!...
Fui até a sacada do meu apartamento e senti um vento frio em meu rosto ao abrir a porta.
Fiquei por alguns minutos olhando para o céu, vendo as estrelas e a lua, com o pensamento bem distante.
É incrível que muitas vezes pedimos tantas coisas para Deus, e muitas delas nós temos no "Agora", isso é sinônimo de muita fé e nos faz lembrar e perceber que muitas coisas que você pediu no passado hoje você realiza.
Nossos sonhos devem ser maiores que nossos medos, pois é Deus quem conduz a nossa caminhada, então deixe Ele escrever a sua história.
Eu saí naquela noite sem guarda-chuva,
sentindo as gotas da chuva deslizar sobre o rosto,
uma dança fria e sincera que me tocava mais
do que as palavras vazias que insistem em rondar.
Naquela noite, antes de dormir, chorei.
Chorei por mentiras que se fantasiam de verdades,
por promessas que nunca tiveram alicerce,
e por mim, que quis acreditar no impossível.
A verdade? Ah, ela é crua e profunda.
Eu não sei viver no raso, não sei me poupar.
Eu me entrego, mergulho, quero sentir o momento,
enquanto tantos apenas buscam o efêmero prazer.
Por isso, não me mande mensagens sem a intenção de ficar.
Não me procure se o seu coração for passageiro.
Deixe-me viver meus momentos de alegria,
mesmo que sozinha, pois prefiro a plenitude do real
ao vazio de uma presença que nunca quis ficar.
