Coleção pessoal de alexsandro_braga
A mesma melodia que um dia soou como promessa,
depois reaparece em outro palco, com outro rosto,
como se sentimento fosse só refrão que encaixa em qualquer boca.
Quanto vale a exposição?
Num piscar de olhos se vê tudo
Não existe requinte na vitrine espontânea. Todo ouro é preciso garimpar, todo diamante foi preciso lapidar
Ela não está sozinha por falta de gente… está sozinha por excesso de superficialidade. É tipo ser idolatrada por um personagem que ela mesma criou. Daí fica trocando de rosto, de camisetas, de motorista do próprio carro. Essa estrada não tem distância nem chegada. Muita quilometragem, nenhuma morada
A plateia aplaude, mas ninguém fica para o depois do espetáculo. Porque admiração não é companhia… e elogio não preenche ausência.
Critério afetivo bastante flexível é quando o coração negocia o que a razão jamais aceitaria e ainda chama isso de liberdade.
Morar sozinho não é exatamente sobre independência.
É sobre convivência…
só que, dessa vez, com alguém que não dá pra evitar.
Na dúvida ainda existe abrigo.
A incerteza acolhe.
Já a verdade ela nos expõe
E aí, o que fazer com a verdade?
Errou tanto, trocou os pés pelas mãos, que o orgulho virou direção, e agora vai até o fim, com dor, remorso e insensatez triste
Pensar demais não protege, só cria distância.
Amar exige perder o controle que a razão insiste em manter.
Nem toda bagunça emocional é intensidade. Às vezes é só ausência de limite usando um nome mais elegante.
