O Poeta e o Passarinho
Em nosso cemitério de repostas,
Fantasmas de um passado que não volta,
Pelo menos para nós e nossas viúvas,
Amores que perdemos nessa chuva,
E agora jazem em companhia de outras covas.
Provas de nossa ingratidão,
Infidelidade, desprezo e desespero,
Associados a insatisfação.
E as traições poderão descansar,
Junto às ervas daninhas do canteiro,
Terei as ladainhas do coveiro,
Derramadas sobre meu caixão,
Cemitério de Respostas
Em nosso cemitério de repostas,
Fantasmas de um passado que não volta,
Pelo menos para nós e nossas viúvas,
Amores que perdemos nessa chuva,
E agora jazem em companhia de outras covas.
Provas de nossa ingratidão,
Infidelidade, desprezo e desespero,
Associados a insatisfação.
Cemitério de Respostas.
E as traições poderão descansar,
Junto às ervas daninhas do canteiro,
Terei as ladainhas do coveiro,
Derramadas sobre meu caixão,
Mas antes encaixotarei as faltas,
E as sepultarei no cemitério de respostas.
Cemitério de Respostas.
Eu não ligo mais para o Cupido ,
sempre que percebo - mando embora ,
e com sua flecha de enxerido ,
não quero papo, estou fora !
Precisamos amar descontroladamente, o máximo possível, sem nem ao menos pestanejar, afinal, não ficaremos muito tempo por aqui.
Debaixo da luz da lua,
Estou eu à observar tal luar.
Como Henrique e Juliano dizia
Estrela foram as outras paixões,
Mas você foi luar
Você sempre esteve a me iluminar.
Como você, a lua hoje está distante,
Sem eu poder tocar
Sem eu poder beijar.
Você é como obra de arte
Que está presa no corredor de uma casa
Que está presa à um homem sem graça
Mas que foi feita pra ser admirada
Pra ser amada
Pra ser cuidada.
Desperdício de uma obra que por Michelangelo foi esculpida.
Você é poesia rara,
Desconhecida.
Nem Shakespeare te descreveria tão bem em uma de suas obras,
Não como eu.
Você é poesia que implora pra ser decifrada
Pra ser amada
Pra ser admirada.
Poesia que não sobrevive se ignorada.
Voce é a luz do meu coração,
E minha maior inspiração.
Me alegre
Me entristeça
Não me importo, com certeza.
Apenas tu que me inspira
Com tamanha grandeza
Eu sou poeta, você poesia.
há bens na terra que não podemos precificar. Nossos filhos(as) é um (a) deles (as). Tesouros imprecipicáveis que nos é concedido por Deus por intermédio de nossos pais.
Numa segunda-feira fresca de agosto,
Novidades repetidas soavam no rádio.
Asami despertou, com o assovio Angelical dos rouxinóis.
Lavou seu rosto na bacia,
Escovou os dentes,
Arrumou seus lençóis,
Calçou os sapatos de feltro,
Após colocar as meias de algodão,
Seus tornozelos doloridos,
Um repuxão, devido à queda do balanço.
Mas surgia um novo dia,
Ela enrolou seu lenço no pescoço,
Mostraria àquele parquinho,
Quem era a menina das acrobacias,
Desceu as escadarias, ligeira;
Na mesa comida típica,
Um desjejum de algumas delícias.
Mamãe abotoou a gola de linho,
Penteou seus cabelos, fez carícias,
Regou as plantas com carinho.
Colheu um ramo de cerejeira,
Organizou a estante, os bibelôs
E as porcelanas na penteadeira;
Encostou as tramelas dos vitrôs.
