O Poeta e a poesia
O POETA MARGINAL
Nada é por acaso:
Música, poesia,
teoria literária.
Por acaso:
será pecado
ser poeta marginal?
AO POETA FRANCISCO CARVALHO
Meu poeta Francisco Carvalho
Em memória da poesia
Celebro o dia
Com o poema das mãos vazias
Poema dialético
Poema sem metafísica.
Que assim seja o poema:
O enigma da vida
Algo a decifrar
Palavras que transcendem.
Qual a metáfora do tempo?
O ritmo da canção do vento
A rima da eternidade...
O mundo é a barca dos sentidos
Conduzida pelo anjo cego
Na cegueira do tempo
Guarda no bolso
Os segredos do Universo.
Na viagem do tempo
Centauros urbanos mudam de cor
Como as palavras que mudam de cor
Qual é então, a cor do amor?
Meu velho poeta
Quem pintou os mortos de azuis?
Dizem que foi o Senhor do Dia
O Dom Quixote atrapalhado
O homem da máquina de escrever
Aquele que tem o poder da palavra
Aquele que esqueceu os sapatos
Na escada do paraíso
O poeta da eternidade.
A POESIA & O POETA
O poeta é um aprendiz da Poesia.
É aquele que aprende
que poetas não escrevem poesias;
é a Poesia que se escreve através da gente
Eu sou o poeta e tu a poesia
Deixa-me te amar
por mais alguns dias?
Deixa-me te ler,
saber mais sobre você,
te conhecer profundamente
e nunca mais te esquecer.
falei que não iria falar sobre você,
e você disse que jamais iria me ver,
aqui estamos novamente,
olhando um ao outro,
enquanto a nossa mente,
mente cada vez mais
sobre o que a gente sente.
- ultimamente, minha mente têm mentido sobre o que sentimos.
o poeta observa o mundo
sempre com olhos atentos
transforma o que vê em poesia
em versos derrama alento
SER POESIA
P-oeta não é um simples capricho
O- pensamento quando é dominado, brota a inspiração,
E- ntramos nesse mundo que não tem volta e nos apaixonamos,
S-entimos leveza, paixões, motivos lindos para continuar,
I-magino um mundo sem um verso, com ausência da imaginação,
A-mando, odiando, refletindo e sonhando.
S-ou eu, é você é o leitor
O-mundo deveria ser coberto de belos
U-nindo o bem, desfazendo o mal,
E-u, eterna imbatível aprendiz
T-enho enfim, o meu principal caminho
E-screver e voar nas asas da minha liberdade
R-epetindo mil vezes, essa sou eu
N-ada nessa vida me faz mudar,
A-inda que não valorize o poder da poesia,
A-prendendo com a leitura, descrevendo meus eus
P-orque nada é melhor que se vestir de poesia
R-azões melhores não saberia encontrar
E-sse é. Foi e será meu lema.
N- ão saberei sair desse universo sem me magoar
D-entro do meu coração brotam versos,
I-magine arrancar tudo isso, me deixando vazia,
Z-elando pela poesia, não quero mais nada.
Autoria-Irá Rodrigues
No vasto espaço-tempo, onde o universo flui,
Há um poeta chamado Marti, que a poesia constrói.
Entre quarks e bosons, ele tece versos no ar,
Revelando os segredos que ninguém pode alcançar.
Ele é o ceifador de palavras, colhendo o que há de belo,
E em cada estrofe, o doador de sonhos singelos.
Com seu dom único, ele desvenda mistérios,
No vácuo do verso, ele cria cenários sérios.
Em um barraco negro de emoções e sentimentos,
Noêmia de Sousa surge, poetisa de tantos talentos.
Seu canto atravessa o espaço sideral,
Como uma aurora boreal, brilhante e celestial.
E Chiziane, com sua voz corajosa e intensa,
Traça versos de luta, revelando a essência.
No encontro dessas vozes, a poesia se completa,
Uma sinfonia de palavras que ninguém se arrebata.
Então, nesse universo vasto e infinito,
O poeta Marti, entre estrelas, descreve o infinito.
Com sua pena mágica, ele cria arte divinal,
Revelando a poesia que habita o celestial.
In, Susatel - pedaço de mundo
Copyrighted
POESIA " DADO AO QUINTAL LUNAR"
No lar do poeta a palavra é servida
Como som belo para moça bonita; vinho
Nas linhas da noite a metáfora se assanha,
Serenata ao luar, fogueira e dança
Um vinho italiano ao céu da minha boca,
Aguava seu desejo menina
Por meus lábios no copo de louça;
Me olhando secreta ao vento imagina-me
Menina sem roupa, louca...
Hipérbole morrendo de sede
Derramado ao corpo, copo de vinho,
Um convite sem palavras,
No quintal sozinhos,
Dorso e o torso
Já o gosto eu te dou em poesia...
Nilo Deyson Monteiro Pessanha
Pedigree no olhar
Longe do meu amor
sou poeta morto.
É louco de dizer
Mas as vezes a poesia morre!
E a vida precisa de um norte...
É um piscar da vida.
Um corte na sorte
As estrelas se apagam.
e as nuvens não chove.
Será que pode dar tempo
e deixar o poeta morrer?
sem enlouquecer-se ainda resta...
E bebe o necta que sua boca empresta.
Ela é uma Cinderela
Tem pedigree no olhar
As vezes não quero acreditar
Ela vem no meu sonho e brilha...
E como uma faísca de fogo
A ressuscitar minha alma de moço louco...
Eu não gosto desse jogo de morrer
Para pode viver e renascer.
Eu prefiro arte do milagre
Ele só vem se a alma merecer...
Conto as mil estações se for preciso...
Engano o coração se for o risco...
Deixo inflamar suas raízes por dentro...
Esse meu juramento contar as estrelas do tempo.
Até que você volte a enganar a morte que fere...
Vou plantar o jardim se acaso você queira chegar e ficar pra sempre...
Pediram-me uma poesia autoral sobre mãe. Digo a vocês que não sou poeta; seria muita, mas muita pretensão de minha parte, abraçar e/ou adotar esta condição artística-filosófica.
Mas se fosse para eu associar poesia à mãe, diria que:
Mãe é sinônimo de amor que é sinônimo de poesia que é sinônimo de mãe; fim.
SENHOR
Todo poeta quer ser dono duma poesia
de amor, que seja sua de forma intensa
sua em toda a sorte, sem ter a dispensa
sua inteiramente, e tão sua na parceria
Que qualquer inspiração lhe pertença
redigindo versos de sedução, de magia
matizando as rimas com gentil quantia
e, assim, ter a encantada recompensa
Todo senhor quer essa poesia tão sua
onde cada poema solevante e evolua
em um sentido ato, que seja, entono
E, enquanto não se tem a essa prece
dum desejo do poeta que se esquece
que nem de seu coração é seu dono!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
28 de maio, 2022, 06’15” – Araguari, MG
paráfrase Giuseppe Ghiaroni
Poético
O óbito leva o poeta
não a prosa
tua magia secreta
suspira gloriosa...
E a poesia, gazeta!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
08/10/2021 – Triângulo Mineiro
Poesia: O poeta
O poeta é inspirado pela dor que retrai dentro de si,tentando disfarçar entre versos ou palavras o que seu coração senti e não deseja aparentar.
Pois o sentimento que sente é só seu e não deve apresentar,
pois pessoas só querem sentir o que aparentemente bom. By: Jefferson Allmeida
A poesia é feita para sentir, e não para ler.
O poeta derrama na folha aquilo que sente.
E não vem ao caso se esse sentir é imaginado ou vivo.
Se, ao deitar os olhos em uma poesia, o leitor for capaz de sentir as palavras, então ele também se torna poeta daquela poesia. Por vezes até mais do que aquele que escreveu inicialmente.
Dores,amores,mágoas,alegrias... Na poesia cabe de tudo;
Um poeta não é nada mais do que uma pessoa sozinha no silêncio da noite ouvindo o som de seus pensamentos .
Poeta & Poesia
Poesia além de tudo ser é perfume no ar!
Poesia além de tudo ser é música no silêncio!
Poesia além de tudo ser é Luz dos meus olhos!
Poeta e Poesia algo íntimo é a minha Felicidade!….
Ambos sem o buscar fizemo-nos amados…
De tuas mãos Poeta só recebo Flores
Do coração o Amor!
Postado por roswyta ribeiro às 13:19
Eu não sou poeta, mais vou fazer uma poesia.
Minhas palavras tem sentido, para que busquem um dia.
Me pego restringindo pensamentos, que jogo de polpa ao vento.
Vejo-me triste, onde não a sofrimento.
Recusou meu versinho, meu versinho foi recusado.
Sinto-me tão sozinho e ainda mal amado.
Sem dramas, sem sofrimentos.
Ainda não aprendi a demonstrar meus sentimentos.
Vou aprendendo com o tempo, a quem vive meu momento.
Assim eu vou escrevendo, e pensamentos desenvolvendo.
Esperanças? A essa eu tenho.
Como quem não quer nada, vou me descrevendo.
#SemNadaPraFazerOlhaNoQueDeu *U.U*
Na vida me fiz poeta, nos sonhos poesia.
Meu nome: versos e prosa.
Sobrenome: melodia.
Me visto de canção,
me cubro de fantasia.
Respiro a música
exalo a alegria.
Felicidade já tem nome,
só não posso revelar.
Talvez se chame proibido,
só sei que não dar pra contar.
Música encanta e canta,
fala, por quem não pode falar !
DEFECAÇÕES DE OUTRORA E DE AGORA
Eu era um poeta
Pateta
Sem saber
Como defecar a poesia.
Agora, que julgo saber,
Escrevo sem ser poeta
Só de ver e ler
Como escrevem a poesia,
Defecada,
Com cheiro
Por inteiro,
A nada.
Salvam-se alguns da fornada.
Quase como fúnebre elegia,
A mim, só me apetece dizer:
Ó arte da fantasia
Do pensar e escrever,
Minha irmã poesia,
Diz-me: se és tudo, ou nada!
(Carlos de Castro, in Há um Livro Triste Por Escrever, em 23-09-2024)
