Nuvem
Aquela nuvem passageira pode ter sido a permanência da intolerância que o vento da vida soprou para longe de você
Aquela nuvem que passa por você provocando os temporais em seu Ser, só não será passageira se a sua conexão for na mesma sintonia, o que fará acordar grandes tempestades em seu interior
Que sonho mais lindo... estou com você meu amor,
estamos flutuando no céu, pulando de nuvem em nuvem...
Oh! Quão lindo quando olho para seus olhos que estão fitados a uma bela estrela, percebo nesse momento que você é tudo que eu quero, pois a pureza que sinto na sua forma de olhar, a sua respiração leve, como se reconhecesse que ali era o seu lar... Então abre um sorriso, e me diz: é você... Olho , para ti e pergunto eu ? e responde Sim, e você que vai ser minha, pra sempre. Começo a correr, e você atrás, corríamos desengonçados pelas nuvens até que você tropeçou e caiu de bruço e vi que caiu de seu bolso uma caixinha vermelha, e logo pegou e disse: Caí no ponto certo, me agachei e disse porquê, porque estamos em frente a lua, e ela será a testemunha do ato que vou fazer, pois hoje vou dizer a mulher que amo, que jamais a deixarei, pois quero ela por esposa, você aceita ser minha para todo o sempre?
Então, respondi: Sim pois o meu amor por você a cada dia dia me faz me sentir mais viva.... Então começamos a cair, e acordo...
Mas fico muito feliz em saber que já concretizamos nosso sonho de amor.
Hipocrisia em festa
Há uma nuvem escura,
ninguém sabe de onde vem.
Sabe que ardem os olhos,
mas o culpado não tem.
Maldita nuvem de hipocrisia,
que não acusa à ninguém.
Todos reclamam com dor,
todos mostram-se revoltados,
mas pra falar a verdade,
ainda não há um culpado.
A nuvem espessa e forte,
engana os pobres coitados.
Embriaga o pobre cidadão,
um bicho, já desgraçado.
Que vive à comer migalhas,
enquanto enrica o canalha.
O povo sabe o que dói,
a fome, que o sufoca,
mas culpado perverso,
ainda não encontrou.
A hipocrisia faz festa,
e o povo nela dança.
Com satisfação e alegria,
engana-se como criança.
E o perverso em aplausos,
no comando desta dança.
Um dia a pequena criança viu a nuvem e nela quis voar. Como doida pulava e obvio- jamais alcançaria . Resolveu formar com elas mil imagens que surgiam de sua fértil imaginação. Lá na amplidão azul mesclada de branco apareciam então mil carneirinhos, flores, dragões, barcos e monstros sem braços ...Depois esquecia de tudo e voltava a atenção aos pássaros que em revoadas passavam sobre sua cabeça no imenso jardim ou trilhas por onde andava. Com eles queria voar também e lógico não era possível, resolveu então vestir asas imaginárias e aos solavancos, descia rampas de gramados, achando-se uma sabiá. Até que rolou por uma ribanceira e feriu-se muito. Não desanimou, seus pés não se contentavam em andar apenas sobre o chão e vestiu asas de borboleta. Pelos prados sem fim, voava e ruflava, indo de flor em flor. Sabia todos os perfumes e texturas delas, mas um dia uma vespa predadora a quis pegar, ela perdeu uma das asas e caiu. Nunca mais voou e aos poucos morreu no jardim que amava. Não se deu por vencida, largou a fantasia de borboleta e virou vespa. Como essa, voava sem receio, apavorando borboletas, até que veio um pássaro e a comeu. A garotinha resolveu ser um pássaro e foi voando pertinho das nuvens e ali conseguiu por um instante tocá-las. Imaginou junto à nuvenzinha uma varinha de condão e como fada do faz de conta virou poeta para sempre.
O vento leva a nuvem e a desmancha
e muitas vezes a chuva cai,
a vida leva a gente e deslancha,
mesmo sem querer a gente vai...
Passando como nuvem
sem destino,
em devaneios vagando
pelo ar
Apenas em leveza,
a vida levando,
também deixando a vida
me levar
No coração,
sentimentos, palavras, melodia,
ecos que soam
gritos alegres ou nostalgia,
mas com certeza,
compondo o que percebe
em poesia
Uma tarde,
eu vi Deus,
em uma nuvem,
luminosa, com letras douradas,
numa roça cercada de plantas,
um pé de coqueiro, visão ampla
Senti Deus, em silêncio,
no coração de menino,
e nele, muitos sentidos,
muitos caminhos,
Deus, era palavra,
na criação e nas flores,
na primavera,
na tarde de sexta feira,
com olhos purificados,
pela bondade
do seu olhar
As nuvem se transforma em água, é o Sol se transforma em líquido com você, ou sem você, Vou viver o paraíso.
Estou tecendo a espera,
feitio de orvalho silenciosamente entregue a nuvem.
No futuro do presente, dia virá:
Tornar-me-ei a desaguar em tua pele.
Ela olhava o céu que trazia no vento lembranças e transformava nuvem em riso. Ela olhava o mar que trazia no horizonte sonho e canção. Ela olhava a janela que abria o paraíso. Ela olhava o mistério que trazia o dono do seu coração.
Detalhes Subliminares
A nuvem solitária no céu,
Lembra a silhueta de uma ilha.
A estrela que há milhares
De anos luz se dissolveu,
Incrivelmente ainda brilha.
Estes são os detalhes,
Mensagens Subliminares,
Partes do infinito
E dos seus lugares.
Detalhes Subliminares.
Os trovões reluzem
Riscando o firmamento,
Vocações conduzem
Ao acerto de um invento,
As canções traduzem sensações, Emoções produzem
Auto-conhecimento,
E estimulam as evoluções.
O som das árvores na floresta ecoa,
A paisagem dos luares cobrindo a lagoa,
Cena sem magia para olhos distraídos,
Pela tecnologia, contaminados e feridos,
Todos os instintos estão em extinção,
Anulados por produtos
Que entorpecem a visão,
E a sensibilidade em um estado terminal,
Implora a liberdade alegando ser vital.
Estes são os detalhes,
Detalhes Subliminares.
A nuvem solitária no céu,
Lembra a silhueta de uma ilha.
A estrela que há milhares
De anos luz se dissolveu,
Incrivelmente ainda brilha.
(acróstico)
Forma o pássaro da manhã
A lua em sua prosa
Deu poesia ao talismã
A nuvem pintada de rosa
