Nuvem
Amor para mim...
Tem que ser macio feito nuvem delicada
Tem que ser amor de olhos vidrados
Tem que ser amor cultivado
Doem-me pessoas que tem medo de amar
Dói-me amor guardado
Dói-me sentimento bonito engavetado
Amor bonito é aquele que de tanto amor
Vaza pelos poros
Amar assim...
Grande, expandido, totalidade.
Para mim é inevitável.
Em uma nuvem azul ela pintou seu mundo. Fez e desfez. Brincou de ser rainha. Ora, quanta doçura e sensatez. Com suas lágrimas fez-se chuva, pulou na lama, brincou de ser mendigo. Juntou pedaços de corações quebrados, encontrados no caminho em que se fazia seu. Descobriu outro mundo, e dele, fez o seu quarto de brincar. Gritou para ouvir o eco. Ouviu. Não se contentou com tão pouco, e foi buscar mais um pouco do que pra ela era muito. Quebrou os restos dos pedaços. Cortou-se ao pegar. Brincou com o sangue, o fazendo tinta para pintar as rosas sem vida. Olha, elas reviveram! Quanta ingenuidade, e perspicácia. Ela preencheu o vazio com bolinhas de papel. Mas o vento os soprou para longe. E ainda, assim, continuou a ser vazio. Ela voou na imaginação, imaginando ser um pássaro. Porém, um pássaro não saberia nadar, então, imaginou ser um peixe. Ora, o peixe não sabia cantar, só o grilo que conseguia ‘’criquilar’’ com perfeição. E por que não ser os três de uma vez? Um ‘’Pássareixilo’’. Seria mais fácil uma tradução, para simplificar a compreensão de outros. Ou não. Um Pássareixilo é possível ver, basta um pouco de imaginação. Vamos tente. Vai ser engraçado vê-lo se maravilhando com a criação de uma menina que voava mantendo os pés no chão.
Amor doentio
Aconteceu uma festa no céu,
uma nuvem se apaixonou pelo sol!
Um amor tão perfeito, os dois estavam se amando!
Enamorada pelo sol, a nuvem passeava para lá
e para cá ocultando aquela luz intensa,
aquele amor ela queria conter, esconder,
e guardar só para ela!
Mas chegava a ventania
e arrastava a nuvem para bem longe, e o sol brilhava!
Então a nuvem chorava enciumada!
No decorrer de alguns dias aquele amor ficou doentio,
o sol já não podia mais ser o calor e nem mesmo a luz,
então as ruas ficaram escuras, sombrias e frias!
A nuvem cobria o sol como se fosse um lençol,
e ele estava perecendo aos poucos,
numa vida de cativeiro!
E ela só existia para cobri-lo
e procedendo assim também deixou de viver!
Numa manhã de verão a nuvem sentiu um calafrio!
Mas como se estava agasalhando o sol?
Então aos poucos ela se afastou
para olhar o seu grande amor!
Ele já não era mais o astro, a quentura e o clarão!
E a nuvem foi embora atrás de um novo brilho!
E no outro dia lá estava o sol radiante no meio do céu,
liberto das correntes daquele amor inconsequente
Ele brilhava de alegria,
estava comemorando a sua liberdade!
Até que enfim o sol havia resgatado
o seu tão estimado lume
E das nuvens ele queria distancia,
pois nunca mais queria ser encoberto
e sufocado pelo ciúme!
Você verá que estas coisas são apenas uma nuvem que tenta molhar a nossa imaginação feita de papel, e que algumas pessoas querem rasgar a nossa alma a todo preço!!! Você sabe o poder que tem nas tuas mãos, então mova o sentido das coisas a teu favor, e nada será capaz de te machucar tanto!
Caiu sobre ti uma gota de céu
Azul, tão azul que não podia nomear
Viraste nuvem branca e esfumaçada
E pelos raios dourados do sol foi coroada
Com o vento soprando o seu destino se pos a voar
Passeando sobre vales, montes e mares
Não podia mais voltar
Da saudade virou chuva, que regou muitos jardins
Inundou lagos, escorreu em rios, reinventou margens
Sobre a terra aconchegou-se, sob a folha cobriu-se
Agora não era mais nuvem, não era mais chuva
Não era...
Sugada por uma semente, se preparava para uma nova jornada
Guiada aos brilhos de luz, com raízes fincadas no chão
Renasceria em instantes em uma flor amarelada
Tempestades de ideias
(agregando conhecimento e alimentando a criatividade!)
A cada nuvem que se dissolve, passa ventos que levam o ar que nos inspira
varre e deixa claro o brilho do universo... o céu e as estrelas para quem só enxerga de perto não é?
estado de espirito é isso... viver a cada respiração, e se inspirar onde não há inspiração ou respiração... Criar onde já não existe ou não vive...
me falta inspiração nesse momento...
Tempestade de idéias... (bom dia) não só para o dia mais o todo.
#A beleza da felicidade efêmera#
Visto que frequentemente confundo minha cama com uma nuvem, nela, eu reflito, sonho, escrevo, imagino e me impressiono com lindas paisagens como uma alcateia de estrelas e uma constelação de lobos, um cardume de flores e um ramo de peixes, ou até mesmo um rebanho de montanhas e uma cordilheira de ovelhas.
Algo está certo ou comprovado?
Sim, a minha insanidade…
E insanidade é quase um sinônimo de felicidade, é, os loucos não pensam muito, mergulham de cabeça em tudo, amam mais, sofrem menos, se entregam mais, são mais felizes. Mas não desejo em minha vida a felicidade como um rio perene, e sim como um intermitente, pois possui o dom de renovação. Que graça tem o prazer eterno, que graça teria em viver se a chuva não cessasse, ou se não existesse a lua para interromper o sol, que beleza teria a luz se não existisse a escuridão, o parodoxo das coisas torna mais bela, difícil e interresante a vida, pois, nada conquistado facilmente possui boa qualidade e alegra…
Afinal, do que vale a felicidade eterna?
Não quer ser constantemente feliz, desejo uma felicidade variável, pois, a glória do homem é conquistá-la por diversas vezes.
A Vergonha da Humanidade
Está chegando a hora... de colocar-me para fora. Sou a nuvem negra, sou peste da meia-noite, sou o sangue derramado no barro, sou o além batendo na porta, gritando altamente nas madrugadas, sou o barulho da fechadura, sou a bota batendo na escada, sou o gelo se derretendo, sou o recém-nascido morrendo, sou o grande dilúvio que leva moradias, sonhos e alegrias. Sou mal, não sei definir-me...
O que me resta é tentar ser um prelúdio, mas será muito difícil anteceder algo bom se gosto de atrocidades. Fui desenganado quase morri afogado na areia da minha ilusão, senti até parar meu coração, quase parou de verdade e a dor não cessou. Já matei e roubei tudo por amor, estou falando a verdade, A Vergonha da Humanidade é isto que eu sou.
Somos como a relação da nuvem e o vento .
Ficamos simplesmente soltas a vagar pelo mundo ,
e de repente chega alguém que nos leva ,
ficamos tão felizes que vamos de mãos dadas ..
então essa pessoa me solta e se vai..
e nos deixa em "outro mundo "..
as vezes só e as vezes não .
Mas sempre , sempre , sempre ... pertinho de uma pessoa ,
NOSSO DEUS !
A chuva é a saudade em forma d’água
onde mar em nuvem se transforma.
Para mim em litros se é medida,
e se posto num copo, transborda.
Vejo
Eu vejo
Eu vejo, a chuva caindo, e no chão se despindo
Vejo
A nuvem escura, sorrindo
Querendo ser meu amigo
Eu aceito, não recuso de peito aberto, saio de baixo da tapagem e vou de encontro ao mundo
Na esperança de quê...?
Na esperança !
Na falsa esperança ! ! !
De que virando amigo da nuvem, eu viveria sorrindo
Mas é ai que eu me engano.
Ao dançar com a chuva, tendo a nuvem escura, me olhando
Recebo então um "encanto".
Um feitiço maligno, que a nuvem em pranto.
Me passou esse terrível, medo.
De dizer que te amo.
Agora estou doente, e sempre em prantos.
Igual aquela nuvem escura sorrindo, no canto.
Eu preciso de um Sol, eu preciso de você !
Vem cuidar de mim !
Vem me socorrer !
Vem fazer comigo, o mesmo que o Sol fez com a nuvem, ao se ver.
Tira de mim esta escuridão.
Seca, essas falsas lágrimas de meu rosto.
Com o brilho do seu sorriso, com o brilho do teu olhar.
Me ajuda a superar !
O verde da natureza, o céu azul e, a nuvem branca namorando com o arco-íris, um quadro espetacular em um dia maravilhoso no meu quintal.
Primeira noite do ano, tempo que amo.
Nuvem grávida põe no ON o batuque das goteiras.
Vejo nas montanhas gotas de vida, nostalgia.
Nos gomos de um novo tempo, NOVIDADES.
Súbita inspiração... chova em mim.
Quando uma nuvem fica escura, e suas bordas pesadas, sobre um ar quente de lembranças, é que vai chorar de saudades.
