Noturno
Atrevimento terno que sob o deslumbramento noturno se revela em uma natureza venusta, intensa, primazia farta, que apresenta uma certa suavidade em cada fragmento de sua estrutura, formas e essência, a viveza de um desejo insaciável, fogo que não se apaga nem debaixo de uma forte chuva, por consequência, sua delicadeza é atraente assim como a impetuosidade de sua desenvoltura, arte que fica exposta na mente, uma loucura poética, presença que deixa a noite ainda mais veemente, dando um fôlego de vitalidade, efeito muito pertinente, naturalmente, benéfico em vários detalhes.
"Sob o manto do silêncio noturno, o vento narra contos de terras longinquas e eras passadas, entrelaçando-os à dança das árvores."
Sentado ao frio, de madrugada
observava extasiado, o Céu noturno
visão celeste em versão celestial
inacreditável panorama Leste-Oeste
flutuando muito além
da linha imaginária
que limita meu quintal
o imaginário, de repente
transportou-me a um lugar
totalmente inesperado
talvez fosse a imaginação
sempre latente
um sonho, uma esperança
ou pesadelo
ou quem sabe
apenas desprendimento
que me torna não fixo
a lugares ou momentos
contemplei os poderes da Lua
que molhava as mãos nos mares
distante de olhares mais atentos
e a dança ilusionista das estrelas
o tempo, deus atrapalhado
que não sabe e nem consegue
passar sem causar atropelos
sem precisar de ajuda, tudo muda
desde a vida da gente
até a cor dos meus cabelos
o vento que sopra suave
se alia ao seu amigo tempo
e juntos, montanhas esculpem
o limite de linguagem
não permite explicar a imagem
se eu fracassar, me desculpem
de repente
eles percebem que eu olhava
e o tempo fecha a cortina
então a Luz do Sol meus olhos lava
a noite assim termina
quando muda a paisagem celeste
tudo isso acontecendo
e você, com quem queria dividir
tudo isto
dormindo
sem lembrar
que
eu
existo
Gosto do repouso noturno pois é nele que busco a correção dos erros que cometi no dia que se findou e me preparo para um novo dia.
Sob a sombra perene
dos poéticos juazeiros,
No céu noturno do peito
tenho em você o único
e luminoso cruzeiro,
És o meu amor sublime,
augusto e derradeiro.
Petúnia do céu noturno
florescida no continente,
Traz para mim o augurio
de viver um amor contente.
No silêncio noturno
ilhéu da Ilha do Quiriri
Um olhar profundo
como um banho de estelar
Dos pés a cabeça
a amorosa emergência
A fortuna poética
que não dá para disfarçar
Navegando neste estuário
tenho consagrado
a rota do atemporal rimário
Daquilo que ninguém conta
sobre a Baía do Babitonga
reafirmo o pacto com o tempo.
Se o universo fosse infinito, eterno e imutável, como pensava Olbers, o céu noturno deveria ser uma explosão de luz — mas sua escuridão revela o segredo mais profundo da existência: o universo está em expansão e tem um começo.
Por que o céu noturno é escuro?
Se o universo fosse infinito e eterno, como dizia Olbers, o céu deveria brilhar como o Sol. Mas ele não brilha — ele é escuro.
Essa escuridão revela algo profundo: o universo teve um começo, está se expandindo, e muitas luzes ainda não chegaram até nós.
A noite é mais que ausência de luz: ela é prova da juventude do cosmos.
O Silêncio da Noite e o Grito do Universo
A escuridão que cobre o céu noturno nunca me pareceu banal. Sempre vi nela um sinal, um código cósmico a ser decifrado. O paradoxo de Olbers, formulado há séculos, perguntava: se existem infinitas estrelas, por que a noite não é uma explosão de luz? A resposta, que parecia escapar aos antigos, hoje grita diante de nós: a noite é escura porque o universo é jovem, finito e está em expansão.
A luz de muitas estrelas ainda não chegou até nós. Estamos cercados por bilhões de sóis, mas a distância e o tempo nos separam de suas histórias. A radiação cósmica de fundo — o eco do nascimento do cosmos — ainda reverbera, lembrando-nos que houve um início, e que estamos em movimento.
O universo se expande como nossos sonhos: sempre além, sempre além...
O que seria da aurora boreal,
Com seus espetáculos de luzes e cores,
Sem a imensidão do céu noturno?
Consciência é tudo!
Se preocupe sempre em fazer o bem, pois não há nada pior do que se deitar e não dormir por conflitos mentais sobre suas atitudes diurnas.
"Lá vem ela!!
A mais bela mulher
A mais pura, não uma qualquer
Lá vem ela!!
Um encanto de primavera, possui as cores da aquarela
Gente, lá vem ela
Com uma força gigantesca
Mas também com uma delicadeza que somente ela tem.
Lá vai ela...
Passou e deixou marca
Trouxe brilho a minha casa
A que chamo de coração."
As estrelas vão piscando e desenhando o céu no infinito que é um mistério...
A noite é plena e doa o repouso, preparando o instante da aurora dourada onde acordaremos nos braços do amanhã...
Levante sol e faça morrer a lua, a escuridão cai e a luz renasce. Proporcionando esperança a quem a muito tempo deixou de acreditar, no novo recomeço!
Não é questão de tratamento. Mas sim de sentir quem é você de verdade. Não o que pensa ser. Mas quem acha que realmente é.
Que a noite não seja temida! É na claridade dos dias que o tormento e a traição vagueiam, é na luz do sol que se conspiram atos para concretizarem na escuridão. Olhas mais para o céu na luz da lua! Nem percebeste as nuvens ou as andorinhas diurnas, admiras somente o brilho das estrelas. Muito menos teus pensamentos se acomodam na claridade para refletir sobre os teus atos e decisões. É na noite que aprendes, lês, tomas um delicioso vinho, tem-se as melhores conversas, anseias pela noite! pois é nela que os amantes se presenteiam.
A vida é fantástica! É verdade que tem lá essa coisa de: Seta que voa de dia, mortandade que assola ao meio dia, peste que anda na escuridão e espantos noturno... Mas, nada que possa vencer aqueles que se abrigam no “Esconderijo do Altíssimo”.
