Noturno
A Rainha da noite, flor inexplicável com o seu florescer noturno, majestoso, encanto enigmático, possuindo uma graciosidade que é discreta durante o dia, mas que causa um grande impacto quando anoitece, tendo em vista que a sua essencialidade desperta elegantemente como a chegada da lua com o seu luar resplandecente, expondo as suas belas formas precisas, pétalas atraentes, deslumbrando com o avançar das horas até que o sol nascente traga a manhã para que ela possa volver novamente para sua postura introvertida até o próximo anoitecer, florescendo ainda mais linda.
Atrevimento terno que sob o deslumbramento noturno se revela em uma natureza venusta, intensa, primazia farta, que apresenta uma certa suavidade em cada fragmento de sua estrutura, formas e essência, a viveza de um desejo insaciável, fogo que não se apaga nem debaixo de uma forte chuva, por consequência, sua delicadeza é atraente assim como a impetuosidade de sua desenvoltura, arte que fica exposta na mente, uma loucura poética, presença que deixa a noite ainda mais veemente, dando um fôlego de vitalidade, efeito muito pertinente, naturalmente, benéfico em vários detalhes.
Partilhando o destaque noturno com a lua, vem a calmaria vestida de vivacidade com traços repletos de charme e formosura, uma arte fascinante de lindas curvas que está debaixo do encanto da noite e sobre o brilho fascinante da chuva que tocou o chão com um manto feito das suas gotas, resultando em uma composição sedutora de tamanha simplicidade, doçura, romantismo, fogosidade em cada fragmento, de fato, um justo fascínio, um presente deste tempo.
Há momentos que é possível
estarnum ambiente noturno
e nublado,
adentrando pouco a pouco
em um mar de armagos pensamentos,
indo cada vez mais fundo
ao refletir muito sobre si mesmo.
Até que é necessário o diálogo
com o próprio ego, entretanto,
precisa ser de um jeito saudável,
não se deve ficar muito tempo submerso e existe um limite
de profundidade que precisa
ser respeitado.
Um fato sob um aspecto
que considero
que não pode ser contrariado
caso contrário, pode haver
um afogamento em desespero
ou um mínimo de resultado indesejado
de acordo com o meu leigo entendimento com base
nas horas inoportunas
nas quais estive acordado.
MEU FORMIDÁVEL LADRAR:
Este formidável silêncio noturno
Muito me apraz.
Quando estou dormindo para o nada...
Quando nada sinto que sou
Enquanto vivo...
O sossego da noite que orvalha Minh ‘alma,
Acentua-se no silêncio das coisas que se acalma
O que mais se acentua me atordoa,
O silêncio que murmura aos meus ouvidos,
Coisas que não há no escuro da madrugada.
Ah, não me é formidável ou apraz-me,
O esparso ladrar de cães de guarda noturno
Por fazer quebrar-se o noturno murmúrio do nada (...).
Como eu queria ladrar à noite!
Para não ser fiel aos que ladram sociedade a fio.
Contudo me é formidável o estrepe essencial,
De ser consciente.
A seguir um surto...
Astros quebrados que vagam pelo céu escuro noturno...Me dê as respostas que nunca tive e me devolva os meus sonhos roubados que dei aos falsos e me diga qual é o lugar daqueles que não têm um Lar...?
Ass: insônia
Triste é o homem que não aprendeu a admirar as estrelas do céu noturno. Suas noites são verdadeiramente mais escuras do que a dos demais.
Em desespero noturno
busquei a minha alma
que um dia perdi
sem perceber
numa noite fria
quando ouvia Wagner
as notas valquirianas
embriagavam-me
depois de duas taças de Merlot
soube que esta é a sua cota diária
então, quando a poesia não mais me queria
soube que a musa de apolo me olhava
pelas frestas dos buracos de Einstein
de outra dimensão, surgiu o fio de ariadne
assim a poesia se fez verbo em mim
eu, que outrora mudo não sabia
que no amor platônico de amigo
a mante de fato existia.
DELÍRIO NOTURNO
Dorme, dorme o meu amor,
no silencioso abrigo do meu coração.
Nesta noite de afago eterno,
queria tanto estar nos sonhos dela.
Mas quem pode imaginar
O que ela sonha?
Se com um príncipe ou com um plebeu.
Enquanto ela dorme eu penso no que seria de mim
Longe dessa imensidão do mar que nos separa.
Se pudesse toca-la e afagar seu cabelo
Se mesmo em sonho
Eu pudesse revelar todo meu amor,
e o meu desvelo.
Mas há a noite e o meu delirar noturno.
Um mar e uma eternidade entre nós.
Inspirado na obra Noturnos de Chopin
Dizem que a noite inspira as corujas do apagão noturno, mas a cidade por si só fica radiantemente iluminada, como o sol em meio ao universo, esplendida capacidade de acender-se diante as escuridões.
"Sob o manto do silêncio noturno, o vento narra contos de terras longinquas e eras passadas, entrelaçando-os à dança das árvores."
NOTURNO
Não sou o que te quer. Sou o que desce
a ti, veia por veia, e se derrama
à cata de si mesmo e do que é chama
e em cinza se reúne e se arrefece.
Anoitece contigo. E me anoitece
o lume do que é findo e me reclama.
Abro as mãos no obscuro, toco a trama
que lacuna a lacuna amor se tece.
Repousa em ti o espanto que em mim dói,
noturno. E te revolvo. E estás pousada,
pomba de pura sombra que me rói.
E mordo o teu silêncio corrosivo,
chupo o que flui, amor, sei que estou vivo
e sou teu salto em mim suspenso em nada.
Abraço Noturno
24 de agosto de 2013 às 21:04
Na magia em que nos envolvemos, o mundo se protege dos nossos lamentos e nossas angustias.
Uma energia que pode dominar e ser dominado, pois somos um somado a muitos que nos cercam.
Completos e conquistadores.
Nós temos o poder do conhecimento, do ensinamento interior.
Sabemos os segredos do inferno e do caos. Sabemos como fazer de você nosso devoto, nosso alimento e a cada suspiro, vejo um refúgio o desejo que teme, sabe que o clímax é superior.
“Conhecer” o que está obscuro na mente, achar os caminhos proibidos “extasie”, seu pensar arde, seu corpo, deseje!
Deseje estar junto de nós e sinta o poder inexplicável.
Este poder que toma seu corpo e o mantém em completo êxtase, bajulando a sua carne, se alimentando da sua própria energia ...
Sua própria fonte de sabedoria e de conhecimento.
Compartilhe...
Compartilhe agora nosso coração... Seja irmão, nosso filho, nosso mais precioso objeto sagrado. E no prazer da carne e do espírito deixamos drenar sua vida...
Sua alma...
Seus prazeres...
Alimentamos do mesmo rio que segue vermelho.
As nossas vontades de sentir, viver e adorar!
Vamos...
Aceite!
Aceite nossas mãos e se acolha em nosso seio, no abraço da eternidade que lhe aguarda.
Juntos!
A nossa vontade...
Seja mais um Anjo da Noite
Melissa Karen – Aluna do colégio estadual Prof. Luiz Gonzaga (Noturno)
Professor orientador: Kadu Artes/ Projeto Espalhando as palavras.
Sentado ao frio, de madrugada
observava extasiado, o Céu noturno
visão celeste em versão celestial
inacreditável panorama Leste-Oeste
flutuando muito além
da linha imaginária
que limita meu quintal
o imaginário, de repente
transportou-me a um lugar
totalmente inesperado
talvez fosse a imaginação
sempre latente
um sonho, uma esperança
ou pesadelo
ou quem sabe
apenas desprendimento
que me torna não fixo
a lugares ou momentos
contemplei os poderes da Lua
que molhava as mãos nos mares
distante de olhares mais atentos
e a dança ilusionista das estrelas
o tempo, deus atrapalhado
que não sabe e nem consegue
passar sem causar atropelos
sem precisar de ajuda, tudo muda
desde a vida da gente
até a cor dos meus cabelos
o vento que sopra suave
se alia ao seu amigo tempo
e juntos, montanhas esculpem
o limite de linguagem
não permite explicar a imagem
se eu fracassar, me desculpem
de repente
eles percebem que eu olhava
e o tempo fecha a cortina
então a Luz do Sol meus olhos lava
a noite assim termina
quando muda a paisagem celeste
tudo isso acontecendo
e você, com quem queria dividir
tudo isto
dormindo
sem lembrar
que
eu
existo
Se o universo fosse infinito, eterno e imutável, como pensava Olbers, o céu noturno deveria ser uma explosão de luz — mas sua escuridão revela o segredo mais profundo da existência: o universo está em expansão e tem um começo.
Por que o céu noturno é escuro?
Se o universo fosse infinito e eterno, como dizia Olbers, o céu deveria brilhar como o Sol. Mas ele não brilha — ele é escuro.
Essa escuridão revela algo profundo: o universo teve um começo, está se expandindo, e muitas luzes ainda não chegaram até nós.
A noite é mais que ausência de luz: ela é prova da juventude do cosmos.
O Silêncio da Noite e o Grito do Universo
A escuridão que cobre o céu noturno nunca me pareceu banal. Sempre vi nela um sinal, um código cósmico a ser decifrado. O paradoxo de Olbers, formulado há séculos, perguntava: se existem infinitas estrelas, por que a noite não é uma explosão de luz? A resposta, que parecia escapar aos antigos, hoje grita diante de nós: a noite é escura porque o universo é jovem, finito e está em expansão.
A luz de muitas estrelas ainda não chegou até nós. Estamos cercados por bilhões de sóis, mas a distância e o tempo nos separam de suas histórias. A radiação cósmica de fundo — o eco do nascimento do cosmos — ainda reverbera, lembrando-nos que houve um início, e que estamos em movimento.
O universo se expande como nossos sonhos: sempre além, sempre além...
Poeira estelar.
Céu noturno
Pra onde se dirige meu olhar.
E fico a me perguntar: de que partícula sou... como aqui vim chegar?
Mergulho profundamente nos processos cósmicos que moldam este mundo...
Vou em busca de respostas...
E vou até o fundo.
Chego à minha raiz – nuvens cósmicas gigantes... as nebulosas.
Entrelaçaram-se elas num balé cósmico.
Chegam a um frenesi sem igual.
Explodem numa explosão fenomenal.
Olho o céu noturno.
Em busca do meu passado.
E repito sempre palavras que em algum lugar li: “eu, universo de átomos, um átomo no Universo”.
É estranho estar aqui agora simplesmente a fazer disso versos.
Não tão sós
Noturno... soturno
anéis de Saturno.
Mistura de gelo e pó
giram independentes e sós.
Não tão sós...
os anéis de
Júpiter e Urano
Netuno.... também no Universo estão
mas em segundo plano.
Um plano...
luzes, câmera, ação...
vê o que está indo em sua direção?
Planos não passam de planos
acontecem ou não..
Saturno... e os anéis continuam girando
com nada se importando.
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