Nosso Amor como o Canto dos Passaros
A utopia é amiga da esperança. Se a esperança resistir os seus encantos, a fé se apresenta como aliada para transformar o quimérico em algo factual.
Para evitar que a vida seja como um barco à deriva, quando os ventos soprarem ao contrário, tenha certeza da existência da quilha do barco, que se firma nas águas, mesmo turbulentas.
Manobre as velas com perícia e entenda que o ziguezague no barco será uma reação normal, mas o propósito de chegar no destino estabelecido segue.
Não desista do propósito, mesmo quando os ventos da existência não sejam favoráveis.
A verdade em sua plenitude é como a luz do sol, que temos dificuldade de vê-lo a olho nu. Precisamos de lente opaca para encará-lo. Da mesma forma, quando vamos em direção à plena verdade, passamos pelo mito para amenizar o impacto e permitir que sua luz penetre em nosso ser com suavidade e delicadeza que resulta em aceitação e subsequente sapiência.
O narcisista que sempre se vê no palco da existência sendo aplaudido, encerra-se como na lenda, morrendo de tanto se admirar.
Utopia é como fermento no bolo. Demais enfraquece, de menos decresce.
Na dose certa e com fé, a esperança se enriquece
Chegou o Fim? Não se desespere, às vezes, é preciso declarar algo como fim, para poder surgir um novo começo. Nada pior do que permanecer indefinidamente na indecisão. Nossa mente tem dificuldade de lidar com o passivo.
As igrejas, como instituições, devem se manter apartidárias, mas os cristãos, utilizando de bom censo, obviamente optam por partidos e políticos, que além de boas proposições sociais, estejam alinhados com princípios cristãos.
Se alguém, ou grupo tendo como alvo riqueza, poder e fama, sabendo que elas procedem da classe pobre da sociedade, teria interesse em eliminar essa fonte?
Se a resposta for - NÃO. Então já houve um “insight” que impulsiona a dizer não aos “encantadores de serpentes”.
Sonhar é como ser um técnico de time de futebol: você coloca os sonhos nas quatro linhas, reconhece o time adversário, e fica trabalhando e torcendo para a vitória dos sonhos. Apesar de tudo, a vitória pode não acontecer, mas o sonho de outras vitórias não deve morrer.
O positivismo da fé teológica, além de ser aberração, constitui-se como uma fraude à fé e os princípios cristãos. Empurrar tudo para as mãos de Deus e ficar esperando o milagre acontecer é puro engodo e manipulação. Façamos com fé a nossa parte e, em tempo oportuno, de acordo com a sua soberana vontade, Deus fará a parte que Lhe compete.
O que melhor nos define não são os erros e pecados do passado, mas é como lidamos com eles no presente.
A Fé no ETERNO e na eternidade é a melhor opção. E se não for como cremos, por mudança de plano ou por má interpretação?
- Não haverá frustração, porque sem plena consciência não há recompensa, tampouco condenação.
Não podemos compreender a vida, sem considerar a morte como sua maior aliada. Quando a morte surge, abre um espaço para nascer um novo mortal.
Há muitos enganos anunciados como verdade. Alguns de origem conscientes, outros não. A grande questão é que, não é só de verdade que vive a sociedade. Se eliminar todo o engano, a sociedade entra em colapso - físico, social, econômico, psicológico e espiritual. O mal jamais será totalmente erradicado, apenas administrado.
Somos como uma pequena nau, no grande oceano da vida. Enfrentamos os vendavais do estresse, angústia, depressão. Precisamos aprender a manusear as velas, folgar-se e, na calmaria - amainar, relaxar, sossegar…
Eu gosto de gente, mesmo sem ter compromisso de cumprir o mandamento de; “amar o próximo como a si mesmo” . Eu gosto de amar, mas não gosto de depender. Quanto menos dependo, mas livre me sinto. Mas, sei que: às vezes precisamos de - concomitantemente - amar, depender e agradecer..
Com o tempo aprendi a viver sob dois signos: O eterno e o temporal. No primeiro, como se nunca fosse morrer; no segundo, como se fosse morrer em seguida. Sob a ótica humana, para ambos, me vejo apenas em construção.
