Norte
Se andarmos na palavra e ter Jesus Cristo como norte isso vai nos levar em lugares onde nunca imaginamos que poderíamos. Jesus é o caminho.
O doce amargo sabor da bela adormecida
Era uma vez uma moça, no estilo dos sonhos norte-americanos. Loira, de longos cabelos que criavam cachos nas pontas, de bons modos, nariz fino e ingênua. Cantava de forma lírica e era tão submissa que quase não tinha imaginação ou senso de humor. A princesa unigênita de um rico reino.
Quão doce que era a linda moça!
Inocente, um dia tocou uma agulha envenenada e caiu em sono profundo. Por séculos dormiu e tudo parou. Veio um príncipe e a beijou na esperança da moça acordar e se tornar a princesa dele, mas a moça não acordou. Veio outro príncipe e nada. Mais um. E outro. Vários outros.
Todos saiam desencantados. O que havia de errado com eles?
Nada!
O nome da moça?
O seu!
O nome da agulha?
Clonazepam.
E o nome do príncipe, sabe?
Também é o seu.
Acontece que no mundo real, tudo muda. Aliás, a Física e a Química provam que tudo está em MOVIMENTO. Por isso, permanecer parado para fugir do amanhã é ilusão.
E o sono profundo da doce Bela Adormecida causa uma dor profunda e num processo cíclico, ela em sua agonia, toca novamente na agulha. E ficamos como na música do Chico: “vendo pela janela a banda passar”.
De tão bela, a princesa ficou feia. Até a beleza muda. Porque o senso estético transforma-se.
Um dia ela acordou e viu as mudanças em torno de si. Desiludida, tornou a tocar na agulha. A moça vegeta legalmente aceita pela sociedade. Que condói-se, até taxar a esperança como fracassada.
Esse é o doce amargo da Bela Adormecida. Uma medicação inocente que eu e você deveríamos usar pouco tempo e de vez em quando, com muita precaução recomendada por um médico, de preferência psiquiatra.
Mas o Brasil tem tomado cada vez mais deste veneno.
Seja você o autor da sua história e não a torne uma estória. Se um dia for a Bela, saiba que a dor faz parte do pacote vida.
Torne-se seu príncipe salvador e deixe-se salvar!
Sigo o sopro do caminho, do sul para o norte!
Mas a viagem termina quando o sopro se esvai, e sobra apenas o caminho.
Afinal, caminho sem trajetória é um desperdício...
É andar sem sentido nem vontade, em busca de um destino perdido.
Agreste
Sou nordestino, cabra da peste
Sou do sol do Norte, calor do agreste.
Nasci nas ruínas,
Garimpei nas minas
Hoje vivo no sudeste.
Vivo na labuta atrás do dicumé.
Na minha terra santa
Eu tinha esperança
De puder viver.
Aqui pur estas bandas, a fome reina,
O Trabalho é raro, vivo de punhados de troco.
O sol não queima a pele, arde na alma
Sordade da minha fianga na sombra de coco.
As veiz as fome aperta, nem farinha tem que armuçar
Meus fios se deita a dormir pra fome passar,
Espero na terra o milagre divino
Triste a chorar.
Quero ir me embora pro meu roçado
Culher meus mio, meu feijão pranatar,
Na face a esperança, no peito a alegria
Pras terra da minha infancia eu pudê vortar.
Pra cada dia uma noite
Uma morte a cada vida
E pra cada norte um rumo
Vários ventos sem direção
Em cada mar, muitos naufrágios
A saudade que se vê tão só
A pá de terra sobre o tempo
O erro que me acerta
A resposta certa eu nunca soube
A tarde que não me cabe
Antes que o Céu
Desabe por sobre essas nuvens
Há pra cada chuva, um Céu
Mas não sei dizer
de quantos Céus há sobre nós
Sob meus pés
Estrada e pó
Simplesmente mais nada
Pra cada vida
Uma morte apenas
Viver de espera
Termina
Na serena morte
De sorte que ela vence no final
Pra cada um
Há outro igual
Só não se sabe onde.
Edson Ricardo Paiva
Fogo-fáuto
Como eu queria ser o desumano vagabundo a sobrevoar sem norte, sem medo, o mundo.
À sorte o meu lugar de não saber se atravesso o ser da pedra que sou e desmereço,
Barão fino puro o traço da goela ao laço, dádivas, duro dizeres trovas e apanhares sovas.
Do desgosto que foi do outro morte só por selo, trovador e fogo posto, finado em fim de Agosto,
Que do meu jazido brotem noites de fogo-fáuto que eu o verei de azul do alto,
Desde que sobrevoe o mundo desumano e vagabundo, deixem-me pérfido morar no fundo.
Pela minha cadaverina fecundo o solo onde amarei de novo, serei broto, povo e Papaverina
E ao meu lugar vou ousar ser bela sem que ninguém me atropele... ali irei ser flor a brotar.
Hei-de ser pelas mãos de quem amar deslumbrando de mim e do o meu encanto.
Nada posso contra o querer, sou de novo vagabundo, sobrevoo sem medo nem norte o mundo
Não vejo mar nem o azul do fundo, vejo purpura, cor de encanto e de novo morro pro mais belo acordar.
Todos os dias a mente faz uma jornada
Ela viaja do oriente a ocidente, de norte a sul, faz curva no presente, muda vida de muita gente, o céu não é mais azul, a aquarela febril do arco íris, machuca, cura, tripudia, elege mais um, a sepultura, ninguém sabe onde está, pois a amargura nos grilhões desatinados, povo marcado, elite sem cultura, ferve o caldeirão da briga pela sobrevivência, a maioria sem armadura, pois isso eu permito e digo, mesmo sem saber e sem noção, vou dedilhando uma porção, entre amigos e diabinhos, em cima de pedras abrindo caminhos, pensamos de ir lá pra cima, logo agora que recebemos visita da China, é verdade, o oriente e ocidente se encontram, no grande mapa que se aponta, o caos, meu Deus, prende o satanás, uma prosa, uma loucura, uma palavra, uma piada, todos os dias a mente faz uma jornada.
Giovane Silva Santos
Meus diplomas
Tenho um parâmetro confuso.
Já perdi o norte.
Culpei a falta de sorte.
Pelo aflito coração intruso.
Por todas angústias.
Todas preocupações.
Agonias e aberrações.
O desatino da mente.
O ímpeto descontente.
Avaliei as considerações.
Incapaz e frustrado.
Fugaz e enjaulado.
Sem função e nada de maestria.
Como dói e consome dia dia.
De repente me deparei.
Estou eu no coliseu de Roma.
Ou não.
Sou eu formado e com uma série de diplomas.
Certifico mim dono da dor.
Agrego o sofrimento.
Também manifesto desamor.
Por não entender o sentido do tormento.
Mas eu consigo ser conselheiro de mim.
Não sei o que faço com diploma.
Pois a tristeza é forte aroma.
Que se aloja em mim.
A ignorância é devastadora.
Dizia o poeta.
A luta continua.
Diploma pode ser uma lavoura.
Simplesmente se houver coragem de enfrentar as feras que existe no coliseu em mim.
Pode ser em Roma, sem diploma.
A coragem de começar e saber que ainda não é o fim.
Giovane Silva Santos
Norte...
Alguém sabe me informar para que lado fica o Norte? Perdi minha bússola!
Pense nisso...
Pr. Valdemar Fontoura
Sou da idade da vida
Sem religião nem seita
Minha ação é percebida
Todo mundo me respeita.
Norte, sul, leste e oeste,
Vou como um raio celeste,
À qualquer parte do mundo
Sem pé sem mãos e sem asas,
Visito milhões de casas,
Em menos de um segundo.
(...) As entrelinhas da fala ou da ação poderá dá um norte, porém o conceito do que acha, é apenas subjetivo...
HÁ EM MIM
Há em mim uma quietude de morte
Que procura o norte
Um ser errante de lavrada poesia
Pois os sonhos são bússolas
Que me guiam por terras distantes
Em fantasia onde a minha alma mora
Raízes em solidão na terra de fontes pagãs
De desencantados contos encantados
Paisagens mágicas de verdes flores
Há em mim sonhos de embalar de terra lavrada
Que procuram o sol nas noites de lua cheia
Pois escrever é ter na mão o negro luto da caneta
Numa quietude de morte no peito coroada de rosas
A vida é como o vento ,ela te leva de norte sul leste oeste em torno de todo o mundo mais você não sabe para onde vai assoprar o amanhã
Todos querem a sinceridade como norte na vida, contanto que não seja pra falar de suas verdades. Porque aí já não se trata mais de honestidade, configura-se em ofensa!
Busquei amor no Norte
Mas lá não tive sorte
Me iludi no Nordeste
Ganhei um pé na bunda, cabra da peste
Olhei para o norte, em sua direção, a simples lembrança dessa ponte foi como um sinal. Olhei para o sul, de onde vim, para a vastidão de terra que me ensinou e castigou, e considerei as opções. Havia apenas uma, eu sabia. Sempre havia apenas uma. Continuar andando.
Você anda triste, vazio, sem norte. Procura a felicidade na felicidade de inúmeras pessoas cujo endereço é a tela de um celular. Aprecia curtidas, seguidores e fãs. É nas notificações que você reafirma a importância de uma existência imperceptível por muitos, senão por todos. As "telas" e "redes" são o ponto de partida do egoísmo constante. É onde se divulga o amor, mais vivencia-se o ódio. É onde o ego e o deslumbre andam juntos todos os dias. É onde muito se compartilha e pouco se vive.
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