Frases sobre o nordeste para enaltecer sua grandeza
Ventos do nordeste chegam com estilo de furacão, com muita urgência de chegar; assustam e amedrontam, mas depois se revelam, desnudam e se transformam numa doce brisa pra te amar.
CHICOS
O velho Chico é um poeta
Que alimenta o nordeste,
O Chico velho faz rimas,
Encanta primos e primas
Cantando histórias da vida,
Cantou a prima geny,
Idolatrou o meu guri
E ergueu sua construção
O Chico velho desce a canastra
Corre pra Bahia e pernambuco
O Chico velho viu negros,
Indios e mamelucos
Presos e mortos na ditadura
O velho chico tem uma candura
Que traz farturas e irrigação
O Chico velho já germinou
Tantos frutos no meu coração
O nordeste não é para os fracos
É pra cabra macho, mulher arretada, povo trabalhador
Quem não conhece a tua história
Nem reconhece a tua luta
Não conhece o seu real valor.
Volto do brilho colorido do nordeste.
Encontro vários tons de cinza.
Voo. Do avião, para a imaginação.
Cinza não é a cor do dia.
É só sombra das nuvens.
Acima delas todo dia brilha azul.
Toda noite brilha estrelada...
Nuvens refletidas fazem do Velho Chico, rio de chantilly...
Vista de algum ponto do céu do nordeste.
LATINO AMERICANO
Sou latino-americano,
filho de paraibano...
Fui criado no Nordeste,
mas logo corri da peste...
Da peste de passa fome...
Fui embora muito cedo...
Com coragem e pouco medo
fui morar com tio baiano...
Na Bahia percebi, duramente descobri
qual seria o meu destino...
Não seria como os outros
Filho errante, natimorto...
Eu queria ser urbano.
Num impulso fui ao alto
de carona pro Planalto
pra seguir a minha sina
no Distrito Federal.
Em Brasília fui pra noite
pra cantar sob os açoites
dos donos da Capital...
Mas foi boa a experiência
descobri logo a ciência
não queria ser cantor!
E o tempo foi passando
E a plateia foi cansando
Não queria mais me ouvir...
Entre copos de cerveja
mesas de melancolia
eu colhi o suprassumo
de onde faço a poesia...
Entre tanto vaivém
Sem notar eu encontrei
A morena de olhos negros
Meu maior e eterno bem!
Princesa da Bahia (Pojuca - Bahia) - Lembranças
Princesa da Bahia e salvaguardada no nordeste do Estado pela natureza e por seu formoso povo brasileiro, formando a nossa nobreza de renovação do passado, antes espaço desenhado por Deus e nomeado pelos povos originários.
Quem em ti chega, jamais esquece de fotografar em processo mental de lembranças mil.
Ano: 11.12.2018 -Ru Aisó
Linda Princesa do Agreste,
no nordeste de Pernambuco,
fica o teu reino,
és amada pelo os teus súditos,
povo guerreiro e amado,
conhecida pelo o Brasil inteiro
e até em outros lugares do mundo
graças a Vitalino e seus bonecos
de barro
que grande destaque lhe trouxeram,
nossa cultura é à base
de forró e artesanato,
uma cidade de grande esmero,
Feliz aniversário, Caruaru,
como é bom fazer parte do teu seio.
Piauí, uma terra quente do nordeste, que combina perfeitamente com a sua gente, calorosa e acolhedora, além de vários registros ruprestes, marcas de várias histórias, que quem vai e gosta, não se esquece e ainda diz "Até a volta".
Cuscuz, símbolo do nordeste brasileiro
Na cor, a alegria de um povo guerreiro
Assim como o nordestino encanta com sua luz
Estranho alguém não gostar de um bom cuscuz.
Caros nordestinos e amantes do nordeste, peço encarecidamente que prestem muita atenção, pois agora quero vos contar uma história que começa numa quarta-feira de cinzas, quando o fogo de uma paixão despertou, a riqueza de um amor a primeira vista que logo motivou o primeiro beijo entre um rapaz bem afeiçoado e uma linda moça, a que mais se destacava na cidade.
Emocionados, os seus corações ficaram quentes como duas fogueiras, seus olhares brilharam, tanto que não perderam tempo, decidiram que queriam partilhar uma vida inteira juntos, um casamento na igreja e com tudo tem direito, assim, marcaram esta ocasião muito importante para uma noite de São João e ele falou "tem que ser no melhor do mundo!", o que iniciou a primeira discussão.
Ela sendo paraibana, disse "Você tem razão, então, só podemos casar na minha amada Campina Grande na Paraíba, no melhor São João do mundo", mas ele, um Pernambucano nato retrucou "Não falei do segundo melhor e sim do melhor, que acontece em Caruaru no meu amado estado de Pernambuco", os dois fecharam a cara, provavelmente, pensaram "Que absurdo, que conversa fiada".
Porém, respiraram fundo, o encanto repentino entre eles, ainda não havia acabado, começaram a falar seus argumentos, na tentativa de um convencer o outro, cada um enaltecendo o São João da sua terra com uma felicidade que dá gosto, fazendo uma defesa verdadeira com um brilho de gratidão nos olhos, passando bastante certeza do que estavam falando.
A moça toda confiante foi logo dizendo "A tradição junina de Campina Grande é conhecida no mundo todo, festa alegre que ocorre todos os anos no Parque do povo, quadrilhas, muito forró, comidas típicas e as famosas ilhas do forró", em seguida, o rapaz muito seguro falou "Ah! Não chega nem perto do São João de Caruaru, quadrilha, Vila cenográfica, muito forró, artesanato, comidas típicas, além do famoso trem do forró, então, o melhor, triste de quem duvida."
Claro que não chegaram num acordo, mas antes que continuassem, alguns foliões que estava se divertindo foram passando, um curioso intrometido que tinha ouvido tudo, aproveitou a oportunidade e disse "O São João vai demorar um pouco, depois vocês conversam e decidem onde vai ser o casório, enquanto isso, apresentem as suas festas, tenho certeza que todas têm seus encantos."
E assim, eles concordaram e iniciaram uma jornada regrada a muito forró, xote, xaxado, baião, samba de coco, ciranda, quadrilha, boi, dança dos arcos a partir do amor desses dois.
"O Quinze apresenta as consequências devastadoras da grande seca de 1915 no Nordeste do Brasil, onde a resiliência e resistência do povo nordestino se erguem como um testemunho da luta incansável contra as adversidades impostas pela natureza e a negligência do governo."
(PAULA, Vitor Ferreira de. "O quinze?" Campo Grande: Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, 2024, p.01)
INSURGÊNCIA
A fome e a seca no Nordeste não foram tragédias naturais — foram estratégias. Sintomas de um projeto político que tem donos: da terra, da água, do poder.
Desde o período colonial, o Nordeste foi desenhado para sangrar. As mãos que aravam a terra nunca foram as que a possuíram. E, assim, condenaram um povo inteiro à miséria.
E o que ficou no Nordeste? A terra rachada… e as mulheres.
Elas não migraram. Ficaram.
Ficaram para segurar o mundo nos ombros, com os filhos no colo e a esperança entre as mãos.
Mesmo quando não havia farinha, comiam palma. Enganavam o estômago das crianças com caldos ralos, enquanto rezavam para que a noite não levasse mais uma vida.
E é aqui que começa a insurgência.
A insurgência dessas mulheres foi não morrer. Foi não ceder.
Foi insistir em existir onde tudo ao redor pedia silêncio e desaparecimento.
Suas mãos calejadas, seus pés rachados, seus olhos secos de tanto chorar — tudo isso é marca de uma luta que nunca foi reconhecida como deveria.
A verdadeira insurgência nordestina tem o rosto dessas mulheres.
Elas são a terra que não cede, a raiz que não morre, a memória que não se apaga. Lilian Morais
Há momentos em que a arte não representa.
Ela confronta. Ela insiste. Ela se ergue.
Insurgência, como nos propõe Lilian Morais, não é revolta ruidosa, mas fogo subterrâneo que ascende em silêncio e cor.
Esta exposição não se limita a apresentar obras: ela se recusa a calar afetos.
Cada traço, matéria e composição é um fragmento de um corpo que pulsa — corpo individual, corpo social, corpo-mulher, corpo-luta.
A insurgência que Lilian nos convoca é ao mesmo tempo íntima e coletiva: nasce de dentro, mas se espalha para fora, como se cada tela estivesse tentando respirar pelo mundo.
Numa época marcada pela normatização dos gestos, dos desejos e das imagens, sua arte desvia.
Desvia do esperado, do domesticado, do permitido.
E ao desviar, revela:
revela o que foi silenciado, o que foi esquecido, o que nunca teve nome.
A escolha do título Insurgência não é aleatória: é afirmação.
É o reconhecimento de que a arte pode — e deve — ser território de fratura e reinvenção.
Aqui, as cores não decoram; elas denunciam, acolhem, provocam.
Os vazios não são ausências; são respiros.
As formas não obedecem; elas insistem em ser o que são.
Lilian Morais entrega sua insurgência com elegância firme, com delicadeza dura, com beleza que não fecha feridas, mas as mostra com dignidade.
É arte que se posiciona sem se explicar.
É arte que não se curva — e por isso toca.
Numa cidade como Salvador, onde os tambores da história ainda ressoam nos corpos das ruas, a exposição Insurgência não poderia encontrar lugar mais vivo.
É nesta Bahia de lutas e encantos, de dores e reinvenções, que a artista instala sua travessia.
E convida:
não apenas a ver, mas a sentir.
A escutar o que vibra dentro de cada imagem.
A insurgir-se, também — ainda que só por um instante.
Por Humberto Silveira
Os nordestinos
são tão povo
brasileiro quanto eu,
a voz que o Nordeste
me dá nenhum ninguém
nesta vida me deu.
Nem mesmo
nascendo de novo
o insatisfeito que atentar
contra os laços de afeto
haverá de prosperar.
O Nordeste é bastião
da Cultura, do espírito
pátrio sobrevivente,
da poesia e da nossa gente.
Ciranda do Nordeste
Deixando-me levar pela música,
poesia e dança de roda
da Ciranda do Nordeste
até a viração da noite
para a madrugada ainda busco
ser amada nesta Zona da Mata
pedindo à Nossa Senhora
que me traga um bom marido
seja caixeiro ou vaqueiro
e que queira viver bem comigo
neste mundo que não tem
o luxo de ser como Pernambuco
que faz fez para tudo
cantando e fazendo roda de Ciranda
para superar e agradecer ao Criador.
Não existe nada
mais sublime e que
una o Sul e o Nordeste
do que uma boa Sanfona
tocando o Baião que sabe
como colocar para dançar
e do coração tomar conta,
De Baião em Baião
a gente sempre se encontra.
Dancei Arara no Norte,
no Nordeste e no Sudeste,
Troquei de par e já fiz par
com o homem do bastão,
Arara por muitos olvidada
que me faz ainda dizer
para o meu próprio coração
que só falta você ser o meu
par com todo amor e paixão.
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