No meio da Multidão
Sempre em frente está é a primeira regra em meio a multidão para dar sentido a vida e guando olhar para trás vera o tanto que foi percorrido e já com um largo sorriso no rosto com as cicatrizes já esquecida dirá para sí mesmo eu venci
"O vento frio da noite me extasiava.
Em meio a multidão, desesperado, eu te procurava.
Então naquele momento, eu te encontrei e o ar me faltava.
O meu sonho em vermelho, minha felicidade ao longe, eu avistava.
O coração gritava, minh'alma abalroada.
Tornava-se realidade o que eu tanto sonhara.
Minha alegria, nos meus braços, eu vislumbrava.
A cada beijo, a cada toque, a cada palavra, me desmontava.
E tudo só me dava a certeza que ela eu amava.
Eu daria mil vidas para que aquela noite fosse eternizada.
E as estrelas foram testemunhas de quê, naquela noite, eu amara..."
Solitário em meio a multidão, ressequido imerso ao mar, distante de tudo mesmo rodeado de gente.
Antagonismo que submerge o ser, mera expectativa em sobreviver.
A luz em foco, destaca vc em meio a multidão na escuridão, estou olhando para o fogo e esperando vc, deve ter sido amor, de ter sido bom! Eu poderia calçar seus pés, o som da sua fotografia traz o que o tempo não levou, eu deveria dizer boa noite, deveria correr, deveria sonhar. A máquina do tempo que existe dentro de nós, é acionada com a saudade, e o controle está com ela!
Em meio a multidão eu me sinto um estranho diferente de tudo e de todos, não me sinto confortável, no meu mundo também não me sinto bem, cada dia que passa mais estranho eu me sinto, busco uma explicação para tudo que acontece na minha vida e cada dia que passa fico mais sem respostas, sempre quis ser feliz fazer tudo certo, mas cada vez que penso em acertar parece que erro mais.
No meio desta multidão, sou apenas um estrangeiro
Que busca compreensão, para seguir em meu caminho.
Em meio a multidão você percebe que a unica minoria existente é o individuo, de resto somos apenas trapos velho de ideologias
E que no meio da multidão, o amor entre nós reacenda...
Desejos.
Vontades.
Aquela luz bonita que clareia o nosso olhar quando no abraço a gente se encontrar...
Que no meio da multidão a gente caminhe de mãos dadas...
Sorrindo pro nada...
Ops!
Nada não...
Pro céu bonito.
Estrelado.
Ensolarado.
Dança das estrelas.
Revoada de pássaros.
No meio da multidão, eu quero dançar como as borboletas no jardim de nossa casa...
Ops!
Que casa?
Nossa alma.
Nossa estrada.
Nossa essência.
De onde exala o amor verdadeiro...
Mas, ainda quero dançar como as borboletas...
Leve.
Que o vento nos leve para algum lugar onde haja paz...
No meio da multidão te abraço.
Te abençoo.
Te enxergo como o amor que nas tempestades não tem medo de se molhar...
Mas de enfrentar com coragem cada obstáculo que surgir para junto a mim, esses obstáculos contornar.
No meio da multidão somos bálsamo.
Palavra acolhedora.
Um pé no chão outro no céu.
Somos complementos de um sentimento que em nós já existia.
Algumas vezes sobrevivia.
Respirava com dificuldade e há tempos não sorria...
Libertos, sorrimos juntos.
Acreditamos que podemos voar...
O amor abriu nossas asas e o medo não existe mais...
Insiste a esperança.
Persiste o sonho.
Para o dia mais bonito, dois corações poderem se entrelaçar...
Numa doce melodia.
Num verso de alegria.
Numa manhã bonita...
O amor descansa em paz...
Num lugar onde há flores desabrochando...
Pássaros cantando...
Borboletas dançando...
E aquele beijo entre nossos lábios, nossas vidas adoçando...
No meio da multidão somos nós.
E entre nós o amor parece dia de verão...
Há sol nascendo em nosso coração...
Brilha no nosso olhar que ilumina a gente na escuridão no meio da multidão...
O amor é luz bonita.
Música e poesia.
Café quentinho.
Mãos entrelaçadas.
Beijo na boca.
Céu azul.
No meio da multidão a gente se encontra.
Abre aquele sorriso e no abraço a gente se perde, esquece do olhar curioso da multidão...
O amor é o caminho e os seus braços minha proteção.
O amor é o caminho e no meu abraço o repouso é garantido.
O amor é lar.
Aconchego.
Tem dias bonitos.
Em outros a chuva demora a passar.
Mas sempre surge um arco íris...
Indicando que o amor é o caminho.
No meio da multidão há uma porta.
A gente abre juntos.
Para renascer para o amor que entre nós nunca foi em vão.
Lição.
Evolução.
Às vezes revolução.
A gente renasce para o amor que no meio da multidão nos faz acreditar que sonhar é como voar...
Sem tirar os pés do chão.
Mas sob um chão de estrelas, em ti me aninho, faço poesia enquanto você uma canção...
Somos verso e melodia onde o amor sempre será o refrão...
Gruda na mente e nunca sai do coração...
No meio da multidão amar é acreditar que o tempo não existe.
Porque para amar basta estar, sem hora marcada.
Só estar.
E juntos no meio da multidão sair de mãos dadas contando as novidades, contemplando o céu bonito, a noite que vem vindo, sentindo brisa mansa acariciar e as folhas ao som do vento bailar...
O amor sempre está.
Amar é acreditar que juntos podemos ser par...
Faça algo diferente, se diferencie no meio da multidão, não seja mais uma simples pessoa, seja "a pessoa". Para ser diferente não basta mudar a aparencia, tem que mudar o seu interior. Procure ser o melhor, coloque amor naquilo que você faz, e procure olhar para aqueles que sempre passaram despercebidos por você, só assim saberá que existem pessoas que precisam de você de verdade, ame-as, e você passará a ser diferente. Isso é ser diferente: amar, amar e amar....
MÁSCARA:
Sob sol a pino, em meio à multidão,
O astro de face dupla, feições interrogativas e sorriso pálido,
Em um ritual...
Em instantes nos transporta ao mundo surreal.
Mergulhados nos movimentos rítmicos do artista.
De tal forma a levitarmos, migrar à outra dimensão.
Regressei ao espelho onde meu pai extraia sua pele
No silêncio de repetitivos movimentos verticais da gillete.
Que me gritava indagações ao futuro!
Assim se ouvia à expressão corporal do mambembe
Que cantava, encantava e decantava sua alma.
Não ouvia-se o som de sua voz,
No entanto bastava para compreender suas palavras simplórias e silenciosas,
Que me transportara à àquele mundo de imaginações.
Ante a mimica que nos expressava explicita tristeza,
Nas exclamativas lagrimas que borrava sua pele,
Nas piruetas a expressar pérfida alegria.
Nos movimentos lentos e circulares das mãos
Encenando a mulher que carrega outra pessoa.
Naquele instante, todos nós, éramos um só,
Não se ouvia as agruras do realismo...
Em meio à multidão, me senti único, envolvendo-me visceralmente.
Ao fantástico mundo dos mitos.
Pois que o artista deixara seu corpo cair inerte nos sugerindo a viagem.
Ato continuo, com a sutileza de uma pluma, recobra a vida pondo fim ao rito.
Decido ficar um pouco mais e assistir ao encantado ato do mambembe...
Despindo-se, traveste-se de sua pele natural e segue seu mundo real na busca de novo ritual.
Suspendi meu olhar vislumbrando o iluminado ser em seu mais fútil personagem.
Um rosto a mais na multidão. Sem fala, sem cara e sem canto...
E definitivamente me perguntei: O que seriamos sem esses mitos e seus rituais?
