Neve
Solidão e medo
Olhei a torre em meio à neve,
Eu estava só na cena.
O mar silenciado pelo gelo.
Europa fria a me doer,
Meu mundo congelado...
Amedrontado,
Tudo em volta tão triste,
Nada de banho de chuva,
Nada de ciúmes da tua roupa,
Nada de arrancar suspiros como na canção.
Só... Solidão e medo.
Lembranças...
Dos beijos
Do perfume,
Dos teus chiliques,
Das noites chiques.
Fondue, vinho, passeios...
Eu e você.
Excitante barulho do chuveiro,
Do show animado, deslizes gelados,
Sorrisos fotografados,
Carícias e olhos molhados.
Tempos de amor, tempos de ser amado,
Tempos pelo próprio tempo sepultado.
A primavera morta em sementes amanhecidas de escárnio não idolatra a fria neve que escorre dos grandes olhos marfins, cresce perdida entre valsas de pássaros que nas rosas encontra o mais singelo labirinto, declina as musas o tenro papel dourado que há muito era o ouro destilado, mas que por ora se envenena da mais lúgubre história, cansa-se em desejos e repousa na memória.
Assim como um dia de verão ensolarado de céu limpo, nuvens brancas como neve ao cair de uma noite fria de inverno, sejamos admiráveis e encantadores, fazendo dos nossos dias paisagens do campo perfumado pelas flores que exala o seu cheiro.
1º VIAGEM DE MARIANA
Tinha apenas 7 anos, aquela menina de cabelos claros, branca como a neve, um sorriso alegre no rosto e uma vontade de viver que encantava a todos ao seu redor, melhor notas na escola, muitos elogios da professora Sônia, e as novidades iam apenas começar...
Como o tapete de tecelão é a maciez de sua pele,
Pura como neve de invernos precoces,
Como um olhar que penetra o mio-cardio e a alma.
Seus cabelos pretos como eclipse intruso no céu mais recluso,
Harmonizavam-se ao tocar seus ombros redondos,
Redondos como os grandes olhos dos meus amores passados.
Caminhas em passos lentos como se fosse a mais linda das modelos,
E de fato és, modelo na passarela dos meus sonhos.
Rainha em meu palácio,
És minha dona, tirana da paixão, senhora desse apaixonado coração.
A Amendoeira
Todos tremem como escravos sobre a neve, Livre eu me escondo dentro dos meus sonhos
Com o orvalho de flores opino sem medo
Sinto as andorinhas e minha terra
Quebraram meu coração
Rouxinóis vão bicar meu ventre
Desesperado em minha casca triunfarei, atrelado a guindastes, perdizes, pardais
a procissão roubada da princesa. Desperdiçando minhas flores para afugentar o medo das pontas de Ananthos,
oh sábio, Tanyontas o santo arco de loucura
E que face pálida é a noite afiada?
Eu trago uma mensagem e eu não me importo!
Η αμυγδαλιά
Κι αν όλοι τρέµουν σκλάβοι µέσ’ στα χιόνια,
λεύτερη εγώ µέσ’ στ’ όνειρό µου κραίνω
τη γνώµη µου άφοβα και µε άνθια ραίνω
το χώµα µου και νιώθω χελιδόνια
να µου σπαθίζουν την καρδιά κι αηδόνια
να µου βαράν τη µέση.
Απ’ το σκασµένο
φλούδι µου θριαµβικό χυµάει, ζεµένο
σε γέρανους, περδίκια, σπουργιτόνια
το ψίκι της κλεµένης Πριγκιπέσας.
Να, τους ανθούς µου ασώτεψα να διώξω
το φόβο από τις άνανθες κορφές σας,
ω Φρόνιµοι, τανυώντας τ’ άγιο τόξο
της τρέλας. Τί αν µαδώ χλωµή στ’ αγιάζι;
Φέρνω το Μήνυµα και δε µε νοιάζει!
*Transcriação por Sebastian Vassilopoulos
Nikos #Kazantzakis sob o pseudônimo de Petros Psiloritis, abril 1914
Pintura: Vincent Van Gogh, 1890
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O frio surpreendeu-a ao sair do carro.
A claridade não chegou propriamente a verificar-se e a neve desembaraçava-se para além da invernal primavera.
Levantou a gola do casaco e puxou-a, tentando não sentir a temperatura que caía a pique.
Um homem olhou-a e fixou-a com as pupilas penetrantemente recortadas. Evitou o olhar ostensivo e apressou o passo com uma facilidade impressionante.
Sorriu à sua própria sombra.
Fizera bem em ir.
O canto dos anjos invadia e adensava o seu pensamento.
Em meio a turbulência, fecho os olhos, vejo um bom livro, uma taça de vinho, uma lareira e neve lá fora.
Traz da neve o seu nevado,
Tão delicado beijo de falares,
A moda do coração pelos olhos representado;
É o que enriquece os olhares!
É o que enriquece a prosa
Não é a externa beleza que vale,
Mas da genuína paixão que prova;
Deste campo, ofereço a ti tal rosa,
Por trazer o céu a mim;
Envolvo-te com falas formosa!
Para um sentimento sem fim,
De um mundo com partes trevosa,
Essa é a prova que podes vir;
O que entrego a ti além de rosas...
Princesa
Pele alva como a neve, narizinho
afilado.
Cabelos escuros ajeitados, queixo
pequeno e redondo.
Rostinho cheio e delicado, retrato
de uma princesa.
Adoraria tê-la ao meu lado.
Te vejo em pensamento, te sinto junto
a mim.
Quem dera fosse real o que penso a toda
hora, e o que vivo a todo momento.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U B E
ANDO
Ando enquanto durmo
Nos recantos escondidos de mim
Onde a neve nunca esteve
Para não derreter entre os dedos
No silêncio agreste da minha alma
Esquecendo o sal que dá a vida
Numa poesia levada pelo vento
Num tempo que o sangue não se sentia
Entre o beijo de fogo num sonho
Nas palavras que se soltavam
Como uma flor que nascia dentro de mim
Onde tu regavas com tanta ternura em silêncio.
Eu às vezes quero falar, mas acabado deixando passar.
É isso vai virando uma bola de neve na garganta, e só eu sei o quanto dói
O vício
Branca como a neve, fina pelo refino.
Proibida, mas transportado por todas avenidas e destruindo famílias.
Aspirada pela narina até chegar a mente é ativar o estado de demência,
Confundir o certo com errado, o todo como nada...
Trocar dinheiros por minutos de prazer, prazer que faz desfalecer.
Respeito não se carrega no peito, se constrói, em minutos se destrói sem mesmo virar herói...
A paz que carrega, descarrega as regras da felicidade.
No final, quem és ?
Lá no alto da montanha
onde as nuvens se cruzam com a neve
A breve esperança se banha
na espera de alguém que a leve.
E sim, há recompença
aos poucos que entram na dança
Apenas alguém de coragem
pra salvar a esperança.
Tem Gente
que parece aqueles floquinhos de neve
refrigerando de Paz
a nossa alma!
São Anjos de Luz que Deus nos presenteia.
