Nem de mais nem de menos
Memorizando mais,
Limitaremos menos,
Mentalizando mais,
Teremos menos o que temer
E nos tornaremos mais.
Não sou mais, nem menos.
Não me vejo superior, tampouco inferior a quem quer que seja.
Não olho para ninguém de cima, mas também não permito que me coloquem em um pedestal. Basta-me a consciência de quem sou e, sobretudo, a quem pertenço.
Não sou arrogante, mas isso, por si só, não me torna humilde.
Não sou fraco, embora nem sempre isso signifique ser forte.
Sou apenas alguém em constante construção, aprendendo a caminhar entre limites e virtudes, sem esquecer minhas raízes, meus valores e minha essência.
Por que choramos tanto e rimos tão pouco?
Por que estamos mais tristes e menos felizes?
Dizem que o sol nasce para todos, mas a tantos nas sombras do esquecimento.
Se a vida é uma prioridade.
Por que tantos desistem de viver?
Se o amor é incondicional, por que amar é uma condição?
Por que a esperança é a última a morrer, e por que ela morre?
Para algumas perguntas, não há respostas.
Às vezes a gente até tenta recuperar aquilo que está mais ou menos, mas às vezes é preciso parar e pensar se realmente valerá a pena.
"A traição do pseudo pastor é um veneno mais letal que o câncer. Este, ao menos, ataca o corpo; aquele, a alma, rompendo os alicerces da confiança e deixando a vítima à deriva em um mar de descrença."
A prática das boas obras é um sábio caminho para vencer a perturbação. Menos espetáculos e mais obras de fé.
Geralmente os que mais falam são os que menos dizem, pelo fato de serem os que menos ouvem. Para falar ao coração são necessárias obras. As palavras podem ser esquecidas, mas um ato de amor fica para sempre.
Quanto mais opções de escolha, maior o grau de indecisão.
E o pior,
Menos satisfeitos seremos com o algo escolhido.
Seja mais racional e menos emocional.
A razão faz você localizar-se e a emoção faz você andar em círculos.
Não pode existir sentimentos medidos e, tampouco, felicidade mais ou menos.
Existem metades, apenas, no sentido figurativo, pois ao ser dividido o todo!... mesmo as metades serão inteiras.
Não existem indivíduos repartidos.
O que existe e, muito comum, são criaturas desprezíveis.
Estas não merecem nem a nossa indiferença.
Talvez sonhasse...
Com um mundo mais culto ...
Porém menos chato...
Com pessoas que exercitassem o cérebro...
Com o mesmo afinco que fazem com seus músculos...
Diante os espelhos...
Entre as latrinas...
Nós diversos banheiros...
Ranger de nevoeiro...
Terra de escravos...
Roupas justas...
Espíritos vazios...
Para que prego?
Para quem falo?
No fundo da virtude...
A terra é triste...
Olhos opacos...
Sorrisos sem graça...
Mãos que gesticulam...
Sem nenhuma dádiva...
Tempos estranhos...
Tempos esquisitos...
E eu que a tudo observo e sinto...
Fico perdido...
Não me acho...
Eu cavo na vida a semente da libertação...
Esquivo- me de falsos abraços...
De nojentos apertos de mãos...
Partes perdidas de um só...
Que a razão despedaçou...
As aparências tornaram-se mais importantes...
Todos querem respeito...
Anseiam ao amor...
Mas estão todos perdidos...
Caminhando em direção ao abismo...
Cada um por si...
E tão só...
Deixo no ar...
Atrás de mim tão distante...
Os desejos de uma vida mais simples...
Plantar...
Cultivar e colher...
A verdade...
A sinceridade...
O amor tão escasso...
Hoje fadado ao fracasso...
Não há como encher a taça...
Tudo perdendo a graça...
A inocência é corrompida...
A dúvida disfarçada e mais sentida...
O purgatório decorado...
O túmulo é bem caiado...
Mas por dentro...
O mais fétido excremento...
Envelhecer é triste...
Não há novidade...
Tudo é tão repetido...
Até os sentimentos...
Nada se encontra...
Tudo é outrora...
Tudo já é perdido...
Há uma vaga brisa...
Soprada pela esperança de anos vividos...
Doçura dolorosa...
Independência da alma...
O mistério alegre e triste de quem chega e de quem parte...
De que sorri...
Enquanto a alma chora...
Sandro Paschoal Nogueira
“O resumo das relações interpessoais, são; menos apontamentos de falhas, mais celebrações de acertos.”
