Náufrago
Deus é o meu porto seguro
como a ilha abraça o náufrago,me protege
Até a tempestade passar de uma vez
Naufrago do Sofrer
Alma penada, desengonçada feito minha áurea, pesada e surrada, afogada no meio deste sofrer que domina o meu desejo de não mais viver
Evaporar, não faria diferença eu para ninguém
Meu sorriso não o preferido de alguém
Nem a minha voz, melodia
Nem meu abraço, medicina
Queria finalmente que este velho barco que chamo de vida viesse a ser naufragado
Ao final, percebo que não passo de um cada ver esperando por seu tumulo, almejando ser enterrada para nunca mais ter teu peito destroçado.
JAMAIS DESISTIR DA LUTA PELA VIDA
Sou,
Sobrevivente náufrago à procura
de sinais de terra,
Combatente assustado, atrás de abrigo,
em meio à guerra
Enquanto luto,
O tempo parece parar.
Me desespero, mas me agarro à vida,
não importa se feliz ou sofrida.
Mais forte!
Como parar de lutar, não contra o homem,
mas contra o desconhecido?
Forças brutais, desconhecidas até então,
se agigantam.
Chamo a Deus repetidas vezes e as venço.
O corpo abalado, com novas e indeléveis marcas;
O espírito, porém, mais forte ainda.
Vivo!
Jamais me entregar, conscientemente, à própria sorte.
(2009 - depois de cair entre as pedras da costeira)
O náufrago desespera-se ao ter que pular de um navio em naufrágio, assim como a alma ao ter que deixar um corpo falecido.
Náufrago:
Sou um náufrago a nadar neste
oceano sem fim.
As vezes eu penso por que insisto em
viver assim.
Nadando netste mar muitas vezes
penso em desistir,nesta hora
uma voz a falar:
-Continue a lutar,sua hora vai chegar!
E assim sigo nadando neste mundo
sem fim,e sei que a vida reserva
muitas supresas para mim..
TEU OLHAR
Teu olhar
É uma estrela no céu, no céu,
Mar azul,
E um náufrago, sou eu,
Tuas retinas,
Sempre na luz.
Pois teus olhos
Também é o sol.
Lindo, infinito
O mesmo sol sobre mim
El sol calliente,
Qui ay de brillar
Aqui em la plaia.
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naeno*comreservas
TROVA - 117
Por ti eu naufrago em mar
de sonho e ansiedade,
Mas não me venhas salvar
somente por piedade!
NÁUFRAGO (soneto)
Devastado pelos medos, a tudo, temo!
E nesta imensidão de negrura sem fim
Os assombros me aterram no extremo.
Donde cheguei e, pra onde irei assim?
Os sonhos se tornaram nau sem remo
O olhar se prostrou no horizonte carmim
Joelhos e mãos postas, de um blasfemo
No caos, o favorável estoirou em festim
Na sorte, o suspiro se fez de supremo
Choro, lágrimas e desespero em mim
É embarcação medonha, e eu tremo!
Oh! Náufrago, de alma sem lanternim
Miserando por um único ato sopremo.
Rogo aos anjos, ter-me ao som de clarim...
Luciano Spagnol
Novembro de 2016
Cerrado goiano
"Evangelizar é como jogar a corda ao náufrago que está se debatendo desordenadamente nas ondas do mar, antes que seja tragado por elas e morra afogado. - Evangelizar é demonstrar, pelas Escrituras, que o descendente da mulher esmagou a cabeça da serpente, embora esta lhe tenha ferido o calcanhar. - Evangelizar é chamar a atenção para aquela cortina do templo de Jerusalém que separava o ser humano absolutamente pecador do ser divino absolutamente santo, que, na Sexta-Feira da Paixão, às três horas da tarde, rompeu-se em duas partes, de alto a baixo. - Evangelizar é mostrar a beleza toda de [...]"
Naufrago...
uma vida sem sentido,
um sonho não cumprido,
uma palavra jogada ,
uma alma despedaçada...
o medo que traz
um amor que se desfaz,
e entre o sonho e a visão
resta a dor no coração,
todas vozes que me assombram
ja trouxeram uma dor,
e minha alma ja cansada
ja não quer mais um amor,
perdido e ferido,
não há mais o que temer,
minha pobre e triste alma
ja não tem o que perder,
no mar que chamamos de vida,
sou somente mais um naufrago
que esta a afundar
não há o que fazer, não quero mais remar
eis aqui que tudo vai acabar....
Junte o que restou da sua vida e fuja nao seja mais um naufrago, cicatrize suas feridas respire fundo e lute com suas feras você já venceu antes pode vencer novamente e só acreditar♬♪
Deixe partir mesmo que você se sinta como um náufrago no meio do oceano, a salvação surge quando você menos esperar.
NÁUFRAGO
(Poema canção)
(...) Quando você tomou o rumo
Quebrou uma rotina desvalida!
Minha vida respirou aliviada
Me soltei, me livrei, me libertei...
Das amarras enferrujadas
Que o cais do porto tratou de desgastar!
Já fui louco, já fui torto
Vivi sem nome, alma ferida
Meu barco procurando porto
Preso, encalhado, sem destino
Minha bandeira tremulando em desatino
Vivendo a esmo para encontrar...
Meus passos, meus pedaços!
Tristeza em viver a vida em desalinho
Apenas sonhando os sonhos...
De um rabisco em pergaminho!
