Não tenho medo
Não tenho medo do apocalipse ou do fim da vida no planeta com dias reduzidos em um breve momento;
Mas eu tenho pavor que o planeta não acabe com a violência, hipocrisia, racismo, preconceitos, fome e os demais problemas;
Minha maior força está em minhas inspirações que emanam de meu coração, não tenho medo do passado nem do presente por que eu demonstro coragem para o meu futuro;
Não tenho medo do que eu possa imaginar e criar no meu próprio coração e sim do que ele possa encontrar em meu caminho;
Nunca deixo de fazer o que me convém pelo que achem errado de mim... Não tenho medo do que pensem sobre mim a resposta que tenho na consciência é... Foda-se... Ninguém paga as minhas contas;
Você se mostra bem mais bela do que o meu sonho superficial... Não tenho medo da noite, mas só de te perder sem promessas que não irá se encontrar de mim;
Somos tão inocentes e tão imaturos, mas tão seguros no que queremos... Coragem é o que não nos falta para voarmos e seguir em frente...
Não tenho medo da solidão
Tenho receio da falta de compaixão
Da inveja disfarçada e dos venenos escondidos no coração;
Não tenho medo de palavras
palavras o vento leva, porém
atitudes são muito mais real
são muito mais forte... E isso me ganha!
Não tenho medo da morte
Nunca tive
Meu medo era viver
Esta vida
Na qual não se vive
Nunca tive medo de tempestade
Tenho medo deste Sol que arde
Não Existe apenas a chuva
O problema é a palavra
Que me vem e tanto machuca
São lembranças
Piores que a morte
Que fizeram estes cortes
Sem cura
Não tenho medo do escuro
Meu receio é a claridade
Ela invade a vida
E me impede de esconder
Ou de esquecer
A dor
de ver tanta vida
assim
Perdida
O tempo cirandeiro
do calendário não
me assusta porque
não tenho medo
de não encontrar
a minha metade
que leve a transbordar.
Na ciranda da vida
o quê me fascina
é a poesia e a sorte
de saber esperar.
(Se o amor está
escrito ele sabe
onde me encontrar).
Amar você não
tenho medo,
Apenas quero ver
qual será o seu tempo.
Vivo para fazer
na vida tudo durar.
Se for preciso coloco
a carne no sereno,
para colocar um
Arroz Maria Isabel
para você de respeito.
Porque se não for
bem-feito é melhor
mesmo nem começar.
Beija-flor-verde-ouro,
meu poético tesouro,
Não tenho medo do desdouro
porque quando o amor vier sei
que poderei confiar em dobro.
