Nao me faz Andar pra Tras e nem Ficar Parado
TEU SORRISO ME DÁ PAZ
Fiquei triste quando te vi
Num canto parado
Como se estivesse acuado
Semblante sério, sofrido
Olhando o nada, perdido
Não via mais o brilho
Nos olhos do meu filho
E mesmo sem entender
Sem saber o que fazer
Ajoelhei-me para orar
Mas precisei silenciar
Então, mediante aquele olhar
Triste, parecendo vencido
Deus atendeu o meu pedido
Te vi tranquilo, sereno
E o teu lindo sorriso
Voltou me dar a paz
Que tanto preciso
Sandra Leone
🦋 OS OLMOS
Andam pela luz do vento
Sem correr no tempo parado
Num mundano contemplar
Enche a boca num calão perverso
Para não chegar à alma
Profeta da essência mais mortal que os anjos
Que imita um mestre já morto
Mudo esse o seu mundo
Num rio que corre sem correr
Achado instinto de um dom
Sofridão que verte intensamente
A solidão sem poder ver a luz
Entre uma caixa deixada sem almas
De um poeta mudo, amordaçado na carne
Pela lua cheia entre as folhadas dos olmos
Onde se esconde com medo mas não dos lobos
Há em mim um místico sentimento 🦋
De felicidade nesta tela pintada pela natureza
Vista por fora e sentada me encontro
Olhando por dentro sentindo-me a flutuar
Nas cores que vejo e revejo na tela
Deixo-me voar por entre montes e vales
Caminho de terra batida na branca geada
Onde o Inverno morre despido
Pela intensa neblina na serra de Bornes
E em cada degrau me há-de levar ao céu.
Do Outro Lado
Aqui estou eu, parado no escuro.
Cansado de viver sozinho.
Agora vejo o tempo passar.
Olhando por essa janela embaçada.
Esperando a chuva passar.
Meu coração está aqui.
Ainda bate forte por ti.
Eu vou esperar.
Não ligo para o que foi dito.
Porque do jeito que estou, eu não quero ficar.
Eu espero o que for preciso.
Todos os dias.
Até essa tempestade passar.
Eu não posso ir até você chegar.
Você vê o caminho que eu não consigo enxergar.
Vou esperar você bater na janela.
Você é a melhor que já tive.
Você não pode ter ido longe demais.
Aqui estou eu, preso entre céu e inferno.
Eu só queria ter meu tempo,
E com ele a leveza do vento,
Meu lar,
Meu momento,
Parado no tempo,
Entre meus livros,
Reflexão...
Um freio nesse mundo louco,
Uma taça de vinho,
Um disco na vitrola,
Nada para dar bola,
No oitavo andar do meu apartamento,
A leve brisa,
A rede balança,
Meus cabelos em quase uma dança,
O cheiro de banho tomado,
Ninguém do meu lado,
Meu espaço,
No Amor da minha companhia me enlaço...
Uma vida esquecida
Eu conheço o vidro franja por franja
meticulosamente
à porta parado um homem oco
franja por franja no espaço
meticulosamente oco uma porta parada.
Um relógio dá dez badaladas ininterruptamente
dez badaladas por brincadeira dança
um homem com pernas de mulher
e um olhar devasso no Marte
passo por passo uma criança chora
uma águia e um vampiro recuados no tempo.
O berro do bueiro
Aquele som estranho dos carros bêbados
descendo a rua acelerados
e eu ali parado
vendo o movimento da madrugada
fria e dura a me espreitar.
E todo aquele ensurdecedor silêncio no ar
e o barulho dos cães latindo sem propósito
e dos galos cantando fora de hora,
enquanto os passos mudos de alguém vira a esquina em sinfônia randômica
e a orquestra da vida noturna aleatória rege o caminhar cuidadoso dos gatos
a espreita dos ratos
e dos ratos a espreita das sobras e restos
nos ralos e bueiros sujos e cinzas da avenida meu Universo.
Na calçada, esperando o caminhão da coleta passar na segunda,
o monte de lixo amontoado na esquina,
sendo revirado por todo mundo -
(cachorro, gato, rato, cavalo, gente...).
Naquela hora, a neblina que baixa sobre a rua
e encobre o plano, aumentando o drama e criando o suspense que nos comove.
Ao fundo, o som dos aviões na pista do aeroporto
aquecendo as turbinas e os motores para a próxima viagem.
De repente o rasgo abrupto
do sopro e do grito afoito
ecoando imaginação afora
e fazendo firulas no ar escuro da madrugada,
o estrondo no céu parecendo trovão
e o deslocamento massivo de ar
que canta melódico sua fúria, enquanto surfa pelo vácuo do éter febril do firmamento.
Isso encanta, mas também assusta.
De repente alguém que grita
e a multidão na praça se alvoroça
e volta a ficar muda e bêbada
e cega e suja e dura e pálida
e surda e débil e bêbada.
E o susto repentino na fala de alguém que reclama alto
e foge rápido, sem destino,
só corre por causa do risco imensurável que impõe-lhe o medo.
Sozinhos, a essa hora, todos estão em alerta por medo do que não se vê:
- O rato corre do gato
- O vento corre no vácuo incerto como o susto do medo
do vazio que traz desassossego
e do incerto que ninguém quer pagar pra ver.
Enquanto dorme o bairro só eu estou acordado...
Olhando para o tempo em silêncio,
para o vazio a minha frente,
auscutando meu coração acelerado,
tomando o último trago,
fumando o penúltimo cigarro
e assistindo de camarote a chegada triunfal do sol, antes do fim.
O relógio, além de, mesmo parado, acertar duas vezes por dia, é um instrumento de medir o tempo com utilidade sem fim.
Queria ter parado ali,
Havia aroma a tangerina e jasmim
Insensatez nos sentidos
Provocados pelo abraço do vento.
Se eu fosse um árbitro, se a vida fosse um jogo, eu deveria ter parado e gritado Falta! ou Recomece! Mas não há árbitros na vida real, nunca há um recomeço.
Eu quero
Porque eu quero de novo te abraçar,
e sentir que o mundo parado está.
Quero sentir que tudo ta bem,
sentir que ao menos tu vem.
Me sentir calma,
com aquela paz na alma.
Porque não quero que tu vá,
como meu coração imagina já.
Quero aproveitar cada segundo,
fazer um mergulho profundo.
Fazer na tua vida descobertas,
e no frio dividir quem sabe umas cobertas...
Eu só quero tentar,
vai que eu consiga voar?
22/04/19
O ESPELHO DA VIDA.....
Um dia desses....
Parado...
Sentado....
Fui até o espelho...
Embassado ele estava...
Com um pequeno lencinho....
Limpei.....
Ao limpar....
Percebi....
Que por trás daquele espelho....
Uma alma encontrei....
E foi que....
Nessa troca de olhar...
Comecei...
Á comigo mesmo falar....
Minha vida...
Ainda criança...
Tempos de esperanças....
Minha juventude...
Meu Deus....
Belos tempos...
Foi levada pelo vento....
Muitas coisas....
Joguei fora aquele tempo
Por inesperiência....
Brinquei de viver...
Não lamento....
Mas queria voltar....
E não brincar....
Como brinquei....
Na época...
Jamais pensei....
Que hoje.....
As rugas no rosto...
Ficaria marcas...
De alguns desgostos...
Lembro.....
Muitos amigos....
Uns queridos....
Poucos verdadeiros...
Outros falsos....
Mas vivia sem malicia....
Talvez....
Uns jà partiram....
E outros se distanciaram....
Nesse tempo....
Amores se passaram...
E amores me amaram...
Na era de agora...
Ou de sempre...
Isso faz parte....
Da vida da gente....
Passei pelo tempo
Um dia talvez....
Esqueci de mim mesmo....
Nem sei direito....
Se eu soube viver...
Ou tive que esperar....
Me amadurecer....
Amores amei....
Mas também os deixei...
Hoje aqui ao relento...
Não me culpo....
Mas reluto....
Tentando encontrar...
Ou salvar.....
Antigos projetos....
Mas com sabedoria....
Quem sabe um dia...
A alma maquiada pelo tempo...
Posso eu....
Tranformar...
Em uma única...
E genuína....
Somente minha...
E demais ninguém....
Busco nos céus do espaço....
Estrelas...
Essas que podem brilhar....
Não faço outra coisa...
Sonhar novamente....
Usando a paz e amor...
Deixando tudo de horror...
Que ficou lá atrás......
Sonho antigos....
Vou correndo em buscas....
Sacrificarei meus sorrisos....
Mesmo estando nas loucuras....
Em meus momentos de amargura...
Tantos sonhos sonhados...
Momentos dourados...
Que ficaram no passado....
Aqui...
Mesmo jogado....
Não estou aleijado....
Sonhar é que eu preciso....
Na beira da estrada....
Possuido por uma força divina....
Viverei ainda momentos....
Isso eu não posso conter....
Ainda vou buscar....
O melhor de mim....
Ainda está comigo...
Essa vida que Deus me deu....
Onde foi que perdi...
Inacabado fugi....
Mas hoje eu não fujo mais....
Só agora é que sei....
O quanto chorei...
O quanto sofri....
O espelho que era embassado...
Aqui está brilhando....
Sonhos sonhados...
Serão ainda dourados....
Do tudo que quero.....
Desses meu projetos....
E foi assim....
Que eu me achei....
Autor :José Ricardo
Olhei para o alto e fiquei encantado o céu está tão lindo!
Cheio de estrelas fiquei ali parado admirando toda aquela perfeição
Quando um brilho radiante cruzou o céu escuro, era uma estrela que avia se desprendido lá décima da mais alta galáxia
Então fiz um pedido (EU QUERO SER FELIZ)
Logo na quelé breve instante um clima de euforia me envadiu por dentro
E me fez refletir na quela mesma hora que não a felicidade maior do que poder adimirar essa maravilhosa vista criada por esse Deus incrível!
Parado no pensar 01
Caminho sem volta
Parado estou em um pensar sem ritmo tomar, caminho sem perceber em uma direção rumo tomar, em letras perdidas em um infinito dominar.
Tento através da minha embriagues, formar versos em um labirinto de letras, que tenta formar poemas, e não sai deste labirinto sóbrio.
Lagrimas tentando marcar um caminho sem volta, e não consegue, antes de tocar em um chão do deserto ela evapora, olho para trás e só vejo areia de um deserto da ilusão infinito, de um verso sem o porquê de uma embriagues, mesmo sóbrio ... (rsm) 24/12/2019
