Nao me faz Andar pra Tras e nem Ficar Parado
Chega um momento na vida, que a gente tem que olhar para trás, e ver onde esta sujo para poder limpar...
Trás-os-montes terra fria ..quente....
Andam os lobos perdidos nas grutas escuras...
ocas do nosso desalento, serras feitas de fragas..
Montes desconcertantes, silvas que invadem a nossa alma
picam o corpo, rasgam a carne, corrompem os sentidos..
Devoramos os sentidos perdidos esquecidos feitos em emoções..
terra fecundada, quente, fértil, fria, nevoeiro na serra, no monte.
Quimeras na penumbra da solidão, noite escura feita na escuridão..
onde a inquietação nos corroí, nos ecos do nosso pranto.
Somos feitos de barro perdidos nas grutas escuras sofridas..
onde andam os lobos esquecidos na penumbria da nossa escuridão..!!
"Existem dois tipos de pessoas: Aquelas que param para olhar para trás e aquelas que seguem em frente mesmo dando de cara no muro.
Me tornei uma cética sentimentalmente... Quando olho pra trás me recordo do tamanho da minha ingenuidade e de toda a maldade também, não existem anjos e demônios... Somos constantemente levados pelo positivo e o negativo. Aprenda a dominar o seu estado emocional, dominando seus aplicativos.
A dúvida muitas vezes é o caminho para a compreensão. Por trás de sorrisos há lágrimas que escorrem ardentemente. Assim, bebo para encontrar sobriedade suficiente para conseguir ver toda realidade que se passa na minha frente. É tudo ao contrário.
Hoje olho para trás e vejo tantas coisas que La ficaram, desesperos, desencantos, desencontros, paixões, tumultos por vezes abraçados com uma boa dose de exagero...Mas o fato é que tudo valeu apena, as portas que se fecharam ao longo do caminho assim se deram por terem sido portas que deveriam ter assim permanecido e no momento adequado, elas hão de se abrir tendo como chave o justo entendimento do que lá dentro há de existir, e do que possa ter para aprender.
É incrível como o tempo nos aprimora com a paciência das horas que se passam em meio a vida que segue a frente de nossa existência, que embora foram momentos de altos e baixos, se contiveram em ser na medida exata do possível a que estaria eu pronto para receber.
Hoje percebo o quão ingênuo fui por ter me debatido tanto e agora, calmo, sereno, procrastinado, sigo com o coração batendo em compasso com o tamanho da minha viva fé, e com a certeza de que Deus nem por algum segundo sequer me desamparou.
Viver o mundo e os perigos que virão por trás dos muros, chegar mais perto encontra o outro e sentir, este e o propósito da VIDA.
Mudar às vezes implica em deixar algo para trás. Mudar, nem sempre é fácil, tampouco compreendido, mas necessário quando é você que sente - você que suporta. À vontade de mudar reacenda na dor, e mesmo parecendo ser o fim de tudo, ela mostra ser um novo começo, uma nova chance. Eu acho que posso dizer: Chorar, alaga os olhos, mas limpa a mente e o coração.
Nossa vida é meticulosamente registrada numa memória implacável, às vezes nos trás saudades e outras lembranças tristes...
TEMPO II
Quem és tempo ?
Senhor que nos sopra amores,
nos trás e nos leva dores.
Abre e cura feridas,
renasce e adormece paixões.
De onde vens senhor ?
Que nos faz distribuidir perdões,
aliviando nossas almas sentidas ?
Quem és tú tempo.
Mal vejo apressada chegada,
ja sinto tua breve partida.
Não existe contratempo ?
Quando chegas, é o momento ?
Noite de inverno.....
numa aldeia lá para trás das serras e montes
A rua está escura e fria, a água corria devagar
por debaixo da ponte velha, gasta e sentida
as fragas da rua estão escorregadias da geada.
Vaguei por caminhos sombrios e vazios das
ruas desertas, geladas e frias,
aldeia serrana deserta
fria sem gente, ouve-se ao longe o uivar do lobo
do latir dos cães presos em casa,
currais e cortiças.
Ando pelo adro da igreja onde já foi um cemitério
sinto arrepios das almas em dor, corre a água da fonte
onde eu já bebi esta água gelada e fresca no verão e
fico a olhar, hoje com sede e já não consigo beber
desta água que passa e passou pelos mortos do cemitério.
Rua da aldeia fria gelada,
sombras à solta marcadas de dor
casas caídas de barro, de lama, de fragas e caminhos
amores perdidos, esquecidas por caminhantes Del Rei
afinal foi uma aldeia importante em tempos, em tempos.
Hoje vazia, deserta, sem alma, sem gente, sem escola
sem comboio, onde os velhos ficam à lareira sozinhos
esquecidos a recordar os tempos de juventude já perdida.!!
A DANÇA DA VIDA
Deixei para trás o eterno aroma das primaveras
para viver outras estações e aparar o meu sonho.
Deixei os sóis inquietos e a vida que risca, espreme,
modela, retalha e corta sentimentos para observar o
universo inteiro a minha frente.
Guardei a chama da primeira alegria, a audácia do
primeiro beijo, o alvoroço e a pureza das fantasias,
para buscar no claustro das saudades, o silêncio e o
repouso secreto.
Vacilei, muitas vezes, diante das sombras que
toldavam as asas do sonho e faziam desta dança um
efêmero agasalho.
Deixei a estranha rota carregada de amor e de dor e
que de tanto se dar, se perdeu no meio do caminho.
Abracei a vida generosa e, em outro ritmo, outra
harmonia, toquei na essência da alma deixando-me
levar pela bem-aventurança, purificada.
Amigo é remédio da alma! Amuleto mágico que mesmo calado trás confiança e serenidade, preenchendo assim o “buraco negro” de um Vazio interno, onde a solidão se mistura na multidão.
.. MÃOS PARA TRÁS..
Pode ser que o título acima tenha ficado um tanto quanto sem sentido, e as reticências indiquem que haja algo escondido entre as palavras expostas (.. "mãos para cima.. "). Mas foi proposital a escolha e a forma do título, assim como foi proposital as reticências com apenas dois pontos, e não três, como formalmente pregado pela Gramática. O leitor pode até discordar desse meu pensamento, mas é que o terceiro ponto se apresenta como a 'vela' do relacionamento, e suspeito que seja, justamente, o ponto do meio..
E nessa toada de suspeitas, apresento as palavras que antecedem e ocupam o lugar dos dois pontos supracitados: "Jovem algemado com MÃOS PARA ATRÁS deu tiro na própria cabeça, diz PM". Essa é a notícia de hoje no Estadão, sobre um fato ocorrido em 14 de setembro de 2013, no interior de São Paulo, que até o presente momento não teve seu deslinde na Justiça.
Note que, talvez a minha imaginação não tenha sido tão fértil ao tentar propagar as reticências sem o ponto do meio (o suposto "vela"), e então respeito o posicionamento do leitor discordante, mas um jovem algemado com as mãos trás, dentro de uma viatura, e, ainda assim, conseguir sacar um revólver e atirar em sua própria cabeça de cima para baixo, é um acontecimento mais insólito e desconexo que o fruto da minha imaginação sem criatividade.
É só a gente pensar hipoteticamente: o ponto do meio é expulso das reticências, então um policial, após uma revista, prende-o e o coloca, desarmado, dentro de uma viatura, algemado, com as mãos para trás. O ponto do meio, ou o "vela", saca de um revólver que até então não portava, levanta os punhos algemados para trás e atira em sua própria cabeça, pondo um ponto final em sua história..
Antes que digam que estou aqui a defender bandidos, ou, supostos bandidos, não, eu não estou aqui a fazer isso. Só não é de admitir que a sentença criminal seja dada fora do âmbito do Poder Judiciário, em um processo que se encerra de forma célere e unilateral dentro das viaturas, nos calabouços escondidos nas ruas escuras da cidade. Seria o mesmo que admitir que as minhas reticências são a forma correta na Língua Portuguesa, esquecendo-se de todo o legado que construímos no decorrer dos anos.
Fora tudo isso, é importante que os fatos se elucidem, afinal, a pegar pelo título desse texto, não faz sentido jogar as palavras ou os acontecimentos sem um liame, sem uma coerência lógica que justifique a sua ocorrência.
E sem a pretensão de querer estar correto, prefiro seguir o lema do jagunço Riobaldo em Grande Sertão Veredas: "Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa."
A Vida é tão mutua, as vezes ela te trás Paz e as vezes uma solidão, sem explicação e com ela vem o tempo que corre, e que amanhece com outros objetivos e novos sonhos. Havia tanta simplicidade uma Aurora intensamente viva, uma sensação de Paz e aconchego. Quando se pensa o que vai fazer com a sua vida e com o tempo dela, você acaba vendo que a vida é curta e o tempo então, sem palavras!
Sonhos novos vem e os antigos acabam no esquecimento, ouse tornam um novo sonho para o próximo, o cotidiano nem sempre é a mesma coisa, porque se fosse, o tempo teria parado ou seria quem nem um filme no cinema rondando várias vezes ao dia.
Busco meus sonhos
em cada canto que eu passar
e deixo para trás,
o que é apenas peso
para eu carregar.
Bato minhas asas sem medo
porque, se eu cair,
já aprendi a levantar.
A pessoa que trás medo a outra, que assusta, que gosta de entristecer e pisar, um dia ser boa e o outro se má, mostra o seu pobre carater.
