Nao Machuque o meu Coracao
Nada melhor do que a casa do pai, do meu quarto dentro da casa do pai. isso é maravilhoso. Coisas que só na casa do pai...
Para te oferecer,
colhi a mais linda e perfumada flor
um gesto simples do meu carinho
para agradar seu coração.
►Carta De Um Mineiro
Que dor imensurável penetra em meu peito
Parece que meu corpo está com defeito
Minhas mãos calejadas pelo trabalho o dia inteiro
Hoje me vejo frágil que não aguento meu próprio peso
Estou me tornando mais amigo do tempo
Ele me contou que a dor que sinto é apenas no momento,
Que logo, logo, estarei bem, e continuarei vivendo
Mas pobre de minha visão, sem meus óculos perco-me na escuridão
Os anos em meus ombros estão pesando
Como o ditado logo diz, " a idade acaba nos alcançando"
Agora é bem mais fácil, pois caminho cambaleando
Meus joelhos hoje estão doendo,
Mas ontem eu podia jurar que estava correndo.
Sinto meus ossos colidindo entre si, gritando
Me implorando um alívio, estão se enferrujando
As dores estão se consolidando, e lentamente me matando
Mal consigo me levantar da cadeira de balanço
Com um andado hoje desequilibrado,
Move-se o corpo desgastado pelo tempo,
Que logo será descartado, e ao solo será plantado
E de lá brotará uma linda e vivida flor,
Assim como eu fui um dia, forte, vivo, sem medo algum
Mas como sempre foi, o tempo me alcançou,
E me tornou frágil, com medo de sair do meu pequeno iglu
Mas permanece em minha mente os momentos mágicos,
Que serão sepultados juntamente a esse velhinho simpático
Partirei um pouco mais sábio.
Entristeço por meus pés nunca terem sentido as areias da praia
Minha pele nunca sentiu aquelas águas
Pudera eu ter vivido uma vida agitada,
Como dos jovens que viajam na Páscoa
Mas não me irei triste, pois o que vivi me trouxe o que de melhor existe
Infelizmente não verei os meninos de meus meninos, adultos
Porém, nos braços de meus rapazes poderei em fim repousar
E sei que eles iram me abraçar, e não há nada mais que eu possa desejar
Saberei que deixei este mundo com aquele calor,
E mesmo que eles se ponham a chorar, saberei que são lágrimas de amor
Só posso pedir a Deus que, quando eu me for, que tome conta de meus garotos, por favor.
Estou a caminho de me encontrar com a minha querida esposa,
Que conheceu o paraíso antes, e que por mim agora olha
E logo não verei mais na janela aquelas pipas, e as risadas da rua
Algumas vezes sinto que a vida é muito curta
Mas pelo menos lá no céu, minhas alianças estarão novamente juntas.
Minha relutância em sair da cama, vai muito além da vadiagem.
Meu desânimo vai muito além da preguiça.
Minha vontade de sumir vai muito além do debandar
Minha vontade de morrer vai muito além da covardia.
A minha alma grita, mas ninguém ouve almas, sequer as vê...
A pensar em meu empirismo que tenho, nos momentos mais confusos da vida é preciso que se tenha fé para buscar força e a sabedoria necessária ao entendimento do que nos aflige. Ter um ponto de equilíbrio que nos auxilie nas respostas é o mais importante, onde palavras carinhosas de apoio e incentivo nos mostram o caminho.
As vezes só entender o motivo dos nossos problemas não é a solução. Devemos, principalmente, ter em mente a causa dos mesmos e, com maestria, extirpá-los com vigor, para ai sim, seguir pela via certa, de luz e glória.
Toda decisão que você toma, toda decisão, não é uma decisão sobre o que você faz. É uma decisão sobre Quem Você É. Quando você vê isso, quando você entende isso, tudo muda. Você começa a ver a vida de um modo novo. Todos eventos, ocorrências, e situações se transformam em oportunidades para fazer o que você veio fazer aqui.
Queria eu todo dia
Que o dia meu
Fosse todo o dia
Dia e noite
Noite e dia
Ao lado seu
E noutro dia
Repetiria.
Triste Partida
Meu Deus, meu Deus. . .
Setembro passou
Outubro e Novembro
Já tamo em Dezembro
Meu Deus, que é de nós,
Meu Deus, meu Deus
Assim fala o pobre
Do seco Nordeste
Com medo da peste
Da fome feroz
Ai, ai, ai, ai
A treze do mês
Ele fez experiência
Perdeu sua crença
Nas pedras de sal,
Meu Deus, meu Deus
Mas noutra esperança
Com gosto se agarra
Pensando na barra
Do alegre Natal
Ai, ai, ai, ai
Rompeu-se o Natal
Porém barra não veio
O sol bem vermeio
Nasceu muito além
Meu Deus, meu Deus
Na copa da mata
Buzina a cigarra
Ninguém vê a barra
Pois a barra não tem
Ai, ai, ai, ai
Sem chuva na terra
Descamba Janeiro,
Depois fevereiro
E o mesmo verão
Meu Deus, meu Deus
Entonce o nortista
Pensando consigo
Diz: "isso é castigo
não chove mais não"
Ai, ai, ai, ai
Apela pra Março
Que é o mês preferido
Do santo querido
Senhor São José
Meu Deus, meu Deus
Mas nada de chuva
Tá tudo sem jeito
Lhe foge do peito
O resto da fé
Ai, ai, ai, ai
Agora pensando
Ele segue outra tria
Chamando a famia
Começa a dizer
Meu Deus, meu Deus
Eu vendo meu burro
Meu jegue e o cavalo
Nós vamos a São Paulo
Viver ou morrer
Ai, ai, ai, ai
Nós vamos a São Paulo
Que a coisa tá feia
Por terras alheia
Nós vamos vagar
Meu Deus, meu Deus
Se o nosso destino
Não for tão mesquinho
Cá e pro mesmo cantinho
Nós torna a voltar
Ai, ai, ai, ai
E vende seu burro
Jumento e o cavalo
Inté mesmo o galo
Venderam também
Meu Deus, meu Deus
Pois logo aparece
Feliz fazendeiro
Por pouco dinheiro
Lhe compra o que tem
Ai, ai, ai, ai
Em um caminhão
Ele joga a famia
Chegou o triste dia
Já vai viajar
Meu Deus, meu Deus
A seca terrível
Que tudo devora
Lhe bota pra fora
Da terra natá
Ai, ai, ai, ai
O carro já corre
No topo da serra
Oiando pra terra
Seu berço, seu lar
Meu Deus, meu Deus
Aquele nortista
Partido de pena
De longe acena
Adeus meu lugar
Ai, ai, ai, ai
No dia seguinte
Já tudo enfadado
E o carro embalado
Veloz a correr
Meu Deus, meu Deus
Tão triste, coitado
Falando saudoso
Seu filho choroso
Exclama a dizer
Ai, ai, ai, ai
De pena e saudade
Papai sei que morro
Meu pobre cachorro
Quem dá de comer?
Meu Deus, meu Deus
Já outro pergunta
Mãezinha, e meu gato?
Com fome, sem trato
Mimi vai morrer
Ai, ai, ai, ai
E a linda pequena
Tremendo de medo
"Mamãe, meus brinquedo
Meu pé de fulô?"
Meu Deus, meu Deus
Meu pé de roseira
Coitado, ele seca
E minha boneca
Também lá ficou
Ai, ai, ai, ai
E assim vão deixando
Com choro e gemido
Do berço querido
Céu lindo azul
Meu Deus, meu Deus
O pai, pesaroso
Nos filho pensando
E o carro rodando
Na estrada do Sul
Ai, ai, ai, ai
Chegaram em São Paulo
Sem cobre quebrado
E o pobre acanhado
Procura um patrão
Meu Deus, meu Deus
Só vê cara estranha
De estranha gente
Tudo é diferente
Do caro torrão
Ai, ai, ai, ai
Trabaia dois ano,
Três ano e mais ano
E sempre nos prano
De um dia vortar
Meu Deus, meu Deus
Mas nunca ele pode
Só vive devendo
E assim vai sofrendo
É sofrer sem parar
Ai, ai, ai, ai
Se arguma notícia
Das banda do norte
Tem ele por sorte
O gosto de ouvir
Meu Deus, meu Deus
Lhe bate no peito
Saudade lhe molho
E as água nos óio
Começa a cair
Ai, ai, ai, ai
Do mundo afastado
Ali vive preso
Sofrendo desprezo
Devendo ao patrão
Meu Deus, meu Deus
O tempo rolando
Vai dia e vem dia
E aquela famia
Não vorta mais não
Ai, ai, ai, ai
Distante da terra
Tão seca mas boa
Exposto à garoa
À lama e o paú
Meu Deus, meu Deus
Faz pena o nortista
Tão forte, tão bravo
Viver como escravo
No Norte e no Sul
Ai, ai, ai, ai
A pensar em meu empirismo que tenho, nos momentos mais confusos da vida é preciso que se tenha fé para buscar força e a sabedoria necessária ao entendimento do que nos aflige. Ter um ponto de equilíbrio que nos auxilie nas respostas é o mais importante, onde palavras carinhosas de apoio e incentivo nos mostram o caminho.
As vezes só entender o motivo dos nossos problemas não é a solução. Devemos, principalmente, ter em mente a causa dos mesmos e, com maestria, extirpá-los com vigor, para ai sim, seguir pela via certa, de luz e glória.
Toda decisão que você toma, toda decisão, não é uma decisão sobre o que você faz. É uma decisão sobre Quem Você É. Quando você vê isso, quando você entende isso, tudo muda. Você começa a ver a vida de um modo novo. Todos eventos, ocorrências, e situações se transformam em oportunidades para fazer o que você veio fazer aqui.
Escuta, meu anjo… há inocência na brisa, no sorriso do vento e no brilho do mar… e as palavras nunca perderão a voz… quando sopram a vida contra a pele, por simplesmente se importarem…
No meu tempo os nadas nadavam, faltavam às aulas só para mergulhar no mar, os tudos estudavam, faltavam ao mar só para poderem se empenhar. No meu tempo não havia tempo para meios. E eu meio que era um “meio”, um meio termo sem meios, que não nadava, não estudava e não se importava. Com nada.
No meu tempo os nadas nadavam, faltavam às aulas só para mergulhar no mar, os tudos estudavam, faltavam ao mar só para poderem se empenhar. No meu tempo não havia tempo para meios. E eu meio que era um “meio”, um meio termo sem meios, que não nadava, não estudava e não se importava. Com nada.
Única mulher…
(Nilo Ribeiro)
É você que eu quero,
nenhuma outra sequer,
é meu amor eterno,
é a única mulher
faço o que for preciso,
faço o que você quiser,
sem você eu não vivo,
é a única mulher
quero beijar tua boca,
teu corpo meu corpo requer,
quero despi-la de toda roupa,
minha deusa mulher
nada mais importa,
nem um desejo qualquer,
meu coração abriu a porta,
para você, a única mulher…
Às vezes temos que desistir da caminhada para encontrar o caminho certo... E isso, meu amigo, é crescer aprendendo com os erros...
Se hoje eu sou o seu passado, respeite o meu o meu presente, porque um dia eu já te fiz sorrir nem que seja de alegria!
Boa Noite
Música da ALMA…
(Nilo Ribeiro)
Hoje ouvi músicas,
que encantaram meu dia,
criei imagens lúdicas,
pra te fazer poesia
instante de relaxamento,
ouvia “Céu de Santo Amaro”,
pensei em todo sentimento,
quando estava ao teu lado
pensei na bela rainha,
a mulher do sonho meu,
que poderia ser minha,
se eu não fosse um plebeu
“Amada amante”,
música que veio em seguida,
está tão distante,
a mulher por quem dou a vida
outras não pude ouvir,
pois chorava meu coração,
nada, nada vai substituir,
esta mulher que eu amo de paixão
a música me deu poesia,
a poesia me deu calma,
só resgatarei minha alegria,
quando possuir tua ALMA…
Gosto do teu jeito de falar manso, da sua forma adocicada de pronunciar o meu nome, dos inúmeros jeitos de chamar-me carinhosamente. Ainda mais quando são antecedidos de meu.
Meu como eu o chamo de minha. Mas não com o significado de posse, mas como o verdadeiro pronunciar do quão existe de você em mim e o meu eu em você.
Gosto da forma em que sussurras no meu ouvido.
As palavras bailam em minha mente, em cada parte da minha Alma, aconchegando em meu coração.
Do seu olhar que envolve-me, hipnotiza-me de tamanha beleza e faz-me cada vez mais estar repleto de ti.
Parece que você sorri por eles (que sorriso lindo por sinal).
Gosto da forma que entrelaça as suas mãos nas minhas.
Como brincas com os meus dedos e eu só de olhar imagino como ficará bela a aliança no seu dedo anular e garanto que você sorriu só de imaginar…
Gosto quando inclui-me no seu presente e em todos os seus planos futuros.
Gosto de ver cada expressão tua, cada mínimo gesto teu. Gosto da forma que cuidas de mim.
Das suas ações, manifestações, gestos, trejeitos. Gosto-te por inteiro - até os seus defeitos.
Gosto da forma que tornas-me único aos teus olhos.
Gosto do de ver o que estou me tornando.
Gosto de ser amor, de exalar amor por ti.
Gosto, amo-te de todas as formas possíveis e de todos os ângulos. Gosto da nossa vivencia juntos, do nosso laçar, da nossa eternidade… Gosto, ah amor, como eu gosto. Gosto tanto, que eu o amo, te cuido, te venero, te mimo.
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