Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra
"NÄO HA"
Näo ha no mundo ciência maior.
Näo ha na terra maior ciência que o meu amor por voce.
Näo existe maior fôrça nesta terra, que nos separe se um dia o destino nos unira eternamente.
Incrível, como a terra é fértil, e não há escolas que ensinam a plantar nos quintais. Aliás, plantam a acumulação de capital. Pela janela é possível ver tudo e nada se enxergar, pois falta analisar o que se ver.
Não há na terra casamento mais cordial do que aquele entre o solteiro e o dinheiro. Solteiro duro só reclama da vida, e vive procurando alguém para tentar dividir o tédio.
O Mar das Ilusões
Dizem que existe um lugar além do tempo, onde não há terra firme nem horizonte. Um lugar que não se encontra em mapas, mas na essência da alma. Chamam-no carinhosamente de Mar das Ilusões.
É nesse mar que muitos despertam após o último sopro de vida. Não há barulho de ondas, não há vento forte, apenas um fluxo suave que conduz cada ser sem pressa, como se o próprio mar guardasse um segredo que ninguém ousa revelar.
O despertar
Você se encontra ali, deitado sobre a água, incapaz de mover-se. Não há esforço que faça sentido, não há direção a seguir. Apenas o flutuar... e o silêncio.
Ao redor, dezenas — talvez centenas — de pessoas também deslizam, algumas serenas, outras inquietas, mas todas com o mesmo olhar perdido: “O que estou fazendo aqui?”
A primeira coisa que descobre é simples, mas pesada:
a cada lembrança amarga de sua vida, você afunda um pouco.
Não há juízes, nem vozes condenando. Apenas sua própria memória, sussurrando o que foi deixado para trás.
O mergulho
E então, você começa a descer. O azul da superfície torna-se turvo, depois escuro, e o escuro transforma-se em silêncio profundo. Cada erro, cada palavra dura, cada arrependimento não resolvido... tudo pesa. O mar não castiga — apenas devolve.
Mas, ainda que o fundo o chame, seus olhos insistem em olhar para cima.
E lá, entre a claridade distante, algo se move: pássaros.
Eles sobrevoam o mar, pairando com asas que não se cansam, levando consigo alguns daqueles que conseguiram permanecer na superfície. Ninguém sabe para onde vão. Ninguém jamais voltou para contar.
A revelação
Uma voz suave, não de fora, mas de dentro, ecoa na sua consciência:
"Você gostaria de ir com os pássaros? Então não afunde."
Mas como não afundar, se o peso já o arrasta? A resposta não vem de fora.
Logo, você percebe: o mar não é feito apenas de água, mas de sua própria consciência. Ele não o engole; ele apenas reflete quem você foi.
Não lhe falta tempo. Ali, o tempo é eterno, elástico, feito para que percorra os corredores de sua mente quantas vezes forem necessárias. Pode subir, pode descer, pode revisitar cada lembrança, como se andasse em uma casa sem portas.
E então, a verdade se revela com clareza:
se sobe ou desce, já não é escolha sua.
São apenas as consequências da vida que levou.
O destino
No Mar das Ilusões, não há punição, nem recompensa. Há apenas reflexo.
A aceitação torna-se, portanto, o último aprendizado.
Você respira fundo, mesmo debaixo da água, e finalmente entende:
o que prende não é o mar, mas as correntes invisíveis que você mesmo construiu em vida.
E, quando esse pensamento se instala, você percebe algo diferente.
O peso começa a diminuir.
A luz acima torna-se mais próxima.
E, pela primeira vez, você sente que talvez... só talvez... as asas dos pássaros também possam vir buscá-lo.
Porque, no fim, o Mar das Ilusões não é uma condenação, mas um espelho.
E quem aprende a se olhar de frente, descobre o caminho da leveza.
Quando estou com você do outro lado da tela sinto que não há mais ninguém na terra além de nós, de um jeito único, novo me conecto a você.
Pai criador do céu, da terra e tudo que há! Não nos desampare na doença e aflições. Rogo as suas bênçãos para todos que fazem parte da minha vida. Agradeço senhor tudo que nos tem concedido. Olhai pela humanidade onde doenças da alma e do físico, está presente. Perdão pai pelos nossos pecados. Amém!
"Há mais mistérios entre o céu e a terra, do que toda a nossa vã filosofia"... é não, my dear Shakes?
Somos todos formas misteriosas guiadas pelo tempo pelo suave, forte, incontrolável vento!? Estamos mesmo à mercê do que o vento faz?
Hoje o vento está de bom humor... um leve rumor entre as árvores a denunciar sua presença. Quase imperceptível... invisível... brincando com tudo o que é bem visível. Não fosse o pra lá... pra cá levemente das folhas... mostrando o vento a brincar... eu nem saberia que ele está lá... a me observar... constantemente indiscretamente.
Mas... e amanhã!? Quem garante que ele não se comporte como um gigante? E ele vai assim se comportar - já há milhares de exemplos pra confirmar. Destruindo tudo, tudo mudando de lugar.... Cansou de brincar, quer, agora, tudo esculhambar... jogar... uma luta com você, comigo lutar.
O vento no tempo soberano a reinar!
Acho que não... acho que o vento se engana quando pensa que está no controle da situação.
Agora... uma coisa sei que há: limitação... total. Há uma limitação em todos nós... só vamos até um ponto... que a nós é permitido... um pouquinho mais!? Acesso Proibido!!
Preocupo-me com isso? Não, claro que não.... Estou mais preocupada em procurar em mim o que está fora de lugar.... na calada da noite... tento-me em mim mesma da melhor maneira minha alma arrumar...
Delicadamente junto meus pedacinhos e com cola bem resistente me ponho a colar...
Outro dia amanhã vai chegar... E eu!?
Bem, eu... eu estarei bem pronta pra por mais um dia caminhar!!!
E de novo, e de novo, e de novo....
... e fim
AMOR IMPOSSÍVEL
No sonho tudo se permite
Terra onde não imperam leis
Onde não há reis
Apenas súditos e súditas
País que não exige passaporte
Prisão que não tem grades
Ou liberdades que se aprisionam
Dentro de nosso ser
Ser ou não ser?
Sentir ou deixar ir
Ao sonhar, não há tais preocupações
Apenas gozo
Apenas emoções
Então...
Que venha o sonhar
Como ondas a marulhar
Cachoeira que transborda lagos
Rios caudalosos
Que arrebatam os lados
Dessas margens que se nos prendem
Judiam
Impedem
Não saciam
Mas que laceiam
Ao toque do preciso líquido
Que envolvem e conduzem
Preenchem e nutrem
Que trazem vida e frescor
Que libertam e apaziguam a dor
Mas estamos como árvores....
Plantados em nosso campos
Açoitados pelo vento
Que levam longe nosso pranto
Sem esperança
Ao ardor do sol
Queimando
Sem planos
Vendo os sois que nascem duros
E as luas que congelam a solidão
Enquanto marcam minha pele (de árvore)
Logo sofro
Logo sangro
Mas derramo pelo meu amor a minha seiva
Chega ao solo
E me contento
Logo penso
É encontro
Este solo que aqui piso
Em algum ponto se conecta
Às raízes, que profundas,
Sempre encontram algum eco
Nos recônditos da Terra
Um lençol elas encontram
A seiva que também deitaste
E se encontram tão singelas
Cá na Terra não há alegria pura,
Também não vejo aqui amor perfeito,
Felicidade que mora em meu peito
Com dor e com tristeza se mistura.
Pesares -
São tantos os pesares que a vida dá
que, não há quem, sobre a terra permaneça
agarrado à saudade! Também ela passará
quando a memória de nós se desvaneça!
Porque a saudade come à mesa da memória
e a memória alimenta-se da vida
e a vida dá lugar à nossa história
e a nossa história, um dia, será tolhida!
E só a morte nos salvará
deste mundo injusto e infiel
onde nada, além do escuro, nos tocará!
A vida é amante do vazio, mãe da solidão,
neta do cansaço com um toque de cruel,
gerada por quem, nunca teve um coração!
Canção do Preconceito
Minha terra tem conflitos
Onde respeito não há
As pessoas se odeiam
Sem motivos para dar
O preconceito enraizado
De geração para geração pode um dia transformar
Esse ódio em compaixão?
O racismo, a xenofobia
Em formato de piada
É "comum" entre as pessoas
Que riem sem dizer nada
Não há criatura mais cruel sobre a Terra que o próprio homem, pois é a única não isenta de raciocínio.
Não há rumor na terra....
O silêncio se abriu...
As feras se aquietaram...
Em direção ao pó os corações jazem nas sombras...
De mãos em arcos os anjos oram...
Onde estão os inocentes?
Aqueles apontados por dedos tortuosos...
Cadê as flores que foram pisoteadas pelos hipócritas?
Onde estão as vozes que foram silenciadas pelas bocas amaldiçoadas?
Ao levantar do vento...
De ser todo só o meu exterior olho e choro...
Mesmo que eu ouça só esse estranho zumbido...
Vendo cair os pássaros...
Em meu coração emudecido grito...
Nas pessoas que passam na rua...
Com elas não me identifico...
E só lamento...
De ver o amor tornar-se perdido..
Cada um perdido no próprio sonho...
Até no sorriso que vem e que vai...
Todo mundo é convicto...
Dos próprios ais...
E eu, que não sou mais do que eles...
Volto a olhar para tudo...
Como antes do amanhecer...
E faço-me, assim crer...
Que bastaria apenas mostrar...
Minha alma num olhar...
Para tudo diferente acontecer...
E o mais estranho do que todas as estranhezas...
É que as cousas sejam realmente o que parecem ser...
Sandro Paschoal Nogueira
O sol voltou pro céu há um ano atrás, para terra o astro não voltará mais. Helena, descanse em paz. 🥹💔
Nas cidades há um coração de terra,
os humanos não querem dar AMOR!
Na Lua apesar de não ter plantas,
pássaros, pedras e coisas...
você pode lembrar do seu nome, do seu EU!
Porque não há ninguém para lhe causar dor!
#SemAMORnãoháEvolução
