Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra
AINDA SOB OS ECOS DE 30 DE OUTUBRO
Há quatro poderes que regem o Brasil: o Executivo, o Legislativo, o Judiciário e...o Nordeste. Os políticos têm de respeitar!
Congele o tempo, pare o relógio!
Porque, se for efêmero há de perecer,
O tempo é voraz e levará consigo.
O tempo que as vezes é amigo, não toma conhecimento do efêmero, do transitório.
Esse se pudesse ser congelado esse momento, que seria passageiro, não passaria ligeiro,
Nem que fosse na memória, ou num trecho de alguma história
Ele seria eternizado, como se fosse um conto fantástico, o efêmero que durou pra sempre, o efêmero romantizado.
Há pessoas que são luz, outras reflexo. E há ainda, aquelas que além de serem luz refletem a grandeza de seu interior em tudo que o olhar toca.
No velejar da história, há tempestades no verão.
"Navegando pelo tempo,
Tormentas há de se encontrar.
Assim como quando retiram o sustento,
A ponte há de quebrar,
Há de cair.
Tiram nossa liberdade de se expressar,
De existir.
Na luta pela vida,
Haveremos de encontrar
Tiranos, mau feitores,
Que nos matam sem cessar.
Velejando pela história,
Tempestades teremos de enfrentar.
Compraremos essa briga,
Para podermos nos libertar.
O trabalhador, oprimido,
No mundo és invisível,
Para um tirano, opressor,
Que só pensa consigo.
Reivindiquemos esta luta,
Para poder viver, para poder existir.
Pois sem a liberdade,
Não vivemos, oprimidos seremos,
E iremos apenas subsistir."
"O supremo alicerce e pilar da sabedoria é a percepção de que há um primeiro Ser, sem princípio nem fim, que trouxe tudo à existência e continua a sustentá-la. Este Ser é D'us."
- Maimônides
Chorão -
Ao pé daquela casa onde vivo
há uma árvore em vetusta solidão
da qual se escuta, ao passar, tanto gemido,
como se fora de um Poeta o coração...
Ninguém sabe de onde veio nem porquê!
O que faz ali num estático sossego?
Além da árvore que é árvore ninguém vê
que ela traz dentro de si a Poesia por apego.
Espalha pela rua a magia de um sorriso,
triste, só, ao vento, seja noite ou seja dia,
em diáfana presença procura alguém perdido
e seu corpo de silêncio embala tanta melodia.
E o que faz aquela árvore calada rodeada pela Era
no meio de uma rotunda ao pé da minha casa?!
Presença cinzelada que nada diz nem me revela,
que apenas sinto, na voz de um silêncio que me abraça ...
Que encanto dá à minha rua a alegria daquele mágico Chorão,
dança todo o dia, chora toda a noite e canta, canta e encanta ...
E minh'Alma, pejada de espanto, vê numa parede, alinhada com o chão
uma lápide de mármore que nos diz: Praceta Florbela Espanca!
Separação Forçada -
Há um vazio que se sente
quando alguém se vái embora
alguém que toma a nossa mente,
dia a dia, hora a hora.
Há uma saudade que nos turva
quando alguém nos diz adeus
e cada estrada, cada curva
nos lembra os olhos seus.
E a distância é um tormento
a solidão é um cansaço
até nos dói o pensamento
no desejo de um abraço.
Duas vidas tão diferentes
dois destinos desiguais
dois lamentos permanentes
que não se cruzam nunca mais.
Aos Pés da minha Cama -
Aos pés da minha cama
há um baú cheio de versos
uma dor que é tamanha
de um poeta controverso.
Aos pés da minha cama
há um baú cheio de morte
hora a hora de quem ama
e odeia a sua sorte.
Aos pés da minha cama
há um baú cheio de vida
uma vida de má-fama
de tantas regras despida.
Aos pés da minha cama
há uma dor, triste lembrança,
mil poemas, o meu drama,
o baú da minha herança.
Ao baú cheio de versos que está aos pés da minha cama na casa do Outeiro em Monsaraz.
O mito do dilúvio é contado há milênios de diversas maneiras diferentes e por várias culturas espalhadas pelo mundo, existe a possibilidade de se tratar do fim da última era glacial há cerca de 12 mil anos: durante este fato ocorreu a inundação de muitas cidades costeiras; a maioria dos arqueólogos tenta negar esses indícios culturais. Seria coincidência ou nossa pré-história sendo contada pela arte?
(des)Sintonia -
Há pessoas que encontramos
sem pedir p'rás encontrar
e ao passar acreditamos
que as podemos abraçar.
Há gente que abraçamos
sem pensar no que virá
gente a quem nos damos
mas que a nós nunca se dá.
Há gente que vai e vem
vem e vai sem nos amar
e só deixa o que não tem
no coração de quem ficar.
E a magoa e a saudade
de Alguém que tanto deu
faz-se tumba na verdade
de um morto que morreu.
Lágrima Celeste -
Há uma lágrima Celeste
no teu rosto a deslizar
das palavras que disseste
junto às ondas do mar:
" - Sou Gaivota debandada
à deriva pelos Céus
à procura numa estrada
d'encontrar os olhos teus!"
Tua lágrima Celeste
não é lágrima do Mundo
é ternura que te veste
cada hora num segundo.
E o silêncio que fizeste
não apaga ao passar
essa lágrima Celeste
no teu rosto a deslizar ...
Há apenas dois caminhos: um que vai até os gregos , outro que vai até os judeus. Embora hajam os atalhos indianos, iranianos, africanos e outros, todos dão nos primeiros.
Ando com ideias antigas de modernizar meus conceitos. No fundo são adágios superados... Há tempos que tenho a teimosia de querer ser atualizado.
Quando há em nossa vida o problema bem complexo, sem a luz no fim do túnel, a esperança fica escassa. Jamais se larga a decisão de sanar esse dilema. Com paciência de Jó, do conforto vai-se à caça, e nos ombros do otimismo, nos apoiamos e dizemos: “Podia ser muito pior”.
