Nao Gosto do que Vejo
Sentimentos Atômicos
Ouço assobios vindo do céu
E vejo clarões aterrorizantes
Sinto a terra tremer meus pés
Pressinto o fim a cada instante
Ouço um choro constante
E vejo pessoas desalojadas
Procurando por onde se esconder
Dessa guerra que não acaba
Ouço outro estrondo alarmante
Que veio de uma cidade muito distante
Eu vi, o que já tinha sido visto antes
Ouvi a voz de um pequeno garoto
E o grito de um homem gordo
Eu vi as consequências trazidas
Que é vivenciada até hoje em dia.
O Querer
Eu vejo quem me vê
Amo quem me ama
Escrevo para quem me lê
Ouço quem me chama
Desejo que me engana
Silêncio que me cala
Paixão que me enlouquece
Afeto que me falta
Versos que não têm coerência
Palavras que não se encaixam
Estrofes que não termina
Poesia que não acaba
Ventinho
Eu vejo
O tímido vento que segreda sua admiração
Pelas pálidas flores de laranjeira
Que se soltam e flutuam até o chão
Trocando carícias com o vento
Eu imagino
Leves flocos de neve que marcam a estação
Viajando pelos caminhos secretos do vento
Pelas curvas tempestivas de seu turbilhão
Até pousarem como um tapete de marfim
Eu lembro
Do vento desenhando ondas no mar de verão
Descabelando palhas dos pendulantes coqueiros
Esculpindo em nuvens as tempestades que virão
Vento nômade que cativou os que ficaram
Me seduz
O uivo do vento que parece uma canção
Seus cheiros que contam histórias escondidas
Serei sereno ao receber a concessão
Irei morar no vento com suas magias
Eu olho para o universo e eu o vejo de uma complexidade estarrecedora. Nada é simples, nem uma gota de água, nem um átomo. É ignorância brutal do ser humano não se curvar diante de uma vontade suprema.
Por onde andas minha pátria?
Que rumos anda tomando...
Onde está: cheia de graça a mil!
Vejo fumaça, outra está queimando.
Prometeu-nos mudanças,
um sonho, lucido sem fim.
Nada mais me sobrou do que desesperanças,
ninguém previu este fim.
Temo pela tua,
pela minha! Não, pela nossa
liberdade ó Brasil.
Por ele que lhe cultua,
essa pessoa grossa,
deixará só o fóssil do Brasil.
Mas grande, é tua história,
do teu povo, heroico.
Sim, tendo suas decisões contraditórias
mas isso é cósmico.
Precisamos, a história fazer,
um povo que se acomoda.
O discurso é que o outro fez,
por isso ele fará.
olho para as estrelas e vejo os teus olhos cintilantes e fascinantes como uma paixão ardente que se entrelaça entre os nossos corações unificados num só. O teu cheiro gostoso e único pardaliza o mundo inteiro de se adoçar pelo teu corpo doce como o amor, os grilos cantam de alegria, os pássaros dançam fascinados pela tua essência e as ondas de Nazaré e de Ericeira cantam e sorriem para ti apaixonadas. És um encanto como as tulipas e especial como as rosas, sabieis o quanto me fascinas e me encantas minha deusa grega, esse teu cor húmido ardente como um vulcão a entrar em erupção como se fossem garrafas de champanhe a festejar.
EU nasci pra rir. Por isso tenho espírito de equipe,sou extremamente parceira, vejo a parte alegre de tudo. É Deus que me fez assim! Então se me ver chorando,saiba que a dor esta grande, e espero de verdade que você não tenha contribuído pra essa dor,pois quem me fez não dorme, Kkkkkkkkk kkkkkkkkk!
Inquieto, ouço o som de sirenes,
estou preso ao meu quarto,
mas vejo o mundo,
pelo retângulo da janela.
Lá fora! Ah, lá fora,
o mundo pulsa, ainda que não seja como outrora.
Agora, são novos tempos,
os passados já não voltam mais,
apesar de se regojizarem em minhas lembranças.
Lá fora! Ah, lá fora.
E o som das sirenes vão diminuindo,
até não existirem mais.
Olho ao meu redor vejo todos felizes aproveitando o melhor da vida, e parece que apenas a minha vida está triste parada sem rumo.
Mais que palavras,
Uma certeza,
Leva o dia e a noite adiante,
Hey Senhoras,
Eu vejo claramente,
Relutâncias,
Esperanças,
Substância,
Aquela que é essencial numa obra-prima,
Mães do mundo,
Ainda que um horror paire na realidade,
Dias exalam suas inefáveis delícias,Eu me arrisco,
Caso exista um ser sexuado que está acima de todas as coisas,
Só pode ser uma velha mulher
Tem uma bruxa na minha janela
Se fecho os olhos ainda vejo ela.
Se abro os olhos ela me atormenta
Diz quem manda, quem manda é ela
A bruxa me prende
Me escraviza
Em tudo o que sonho ela ironiza.
Ela detém as ventanias e soltando apavora
Me diz, Bruxa, você não tem uma brisa?
Meus olhos de vaga-lumes,
Andam apagados,
Nada que miro acende-me,
Tudo me vê,
Mas nada vejo,
Me foge a pluralidade,
Do olhar que sopra,
E reacende o sonhar,
Vejo muito espinho no jardim aonde tanto cuidei, e me lembro que colhi muitos frutos no deserto que andei.
Uma semente chamada ingratidão.
SUPERLUA
Lá no alto do meu céu,
Vejo a Lua a brilhar.
Noto que ela está cheia,
Refletindo a luz solar.
Parece que ela cresceu,
Mas está no perigeu,
Só mais perto para olhar.
O tempo corre a meu favor!
Fecho os olhos e vejo que onde estou é mais alto do que uma montanha escondida no fim do mundo, se é que existe o final.
Eu vou tentando ser uma boa e continuo correndo do mal.
Nildinha Freitas
“o que eu posso fazer se tudo o que eu vejo quando olho nos seus olhos são milhares de estrelas cadentes?”
