Nao Gosto do que Vejo
Eu nunca gostei de receber visitas e ainda não gosto, mas você me fez gostar da sua mesmo que ela tenha sido breve. Um breve único, especial e inesquecível. Você foi a única visita que eu não reclamei de levantar e me arrumar para ver, a única que eu queria que tivesse demorado mais.
Lua Kalt (deliberar).
Não, eu não gosto de romance. Não se engane com alguns textos meus, eu não estou apaixonada. A realidade emocional é diferente quando se está do lado de fora dela, conseguimos respirar ar puro depois de ter saído da sufocante e tóxica fumaça da cegueira amorosa. Mas não, não estou me transformando em uma boneca de neve. Se não mantida em temperatura ambiente, eu derreto, mas não por completo e nem por qualquer pessoa. Se eu te considerar, você saberá que se saiu tamanhas palavras de minha boca, é porque eu vi em você algo muito além.
Lua Kalt (Deliberar).
Se digo não gosto de tal pessoa!
Tu, te mostras ofendido.
Por outro lado são só nossos pressupostos o causador dessa ou daquela opinião, onde afinal deveria ser algo percebido no outro que está em nós.
Porém, doí chegar a tal conclusão.
Seria mais sensato e indolor a não observação,
tão pouco o comentário.
Amizade pra mim não tem prazo de validade! Embora a recíproca nem sempre seja verdadeira, gosto de lembrar daqueles que me cativam.
Nada na vida é fácil, e se for não tem o mesmo gosto. O sofrimento acompanha os de alma limpa e puros de coração. Não por destino, e sim por predestinação.
Gosto de gente que se precisar não ser agradável não o será, mas que exporá o seu ponto de vista de forma incisiva, olho no olho. Educação sim, demagogia não.
Tudo bem, gosto de te ver livre andorinha,
De te ver tão soltinha,
Sei que não é minha,
Sei que volta tão bonitinha
Para minha companhia
Doce menininha.
De:Resan'per Sorriso.
Já não quero sentir o gosto de outros lábios
Não sinto aconchego em outros abraços
Pois no meu pensamento só você ocupa espaço...
Não gosto de encarar as pessoas nos olhos, não por covardia...
Já ouviram aquela frase "Podemos ver a alma das pessoas através dos olhos" ?
Pois é, nunca gosto do que vejo.
Quando eu estiver velho, pretendo fazer as coisas que gosto, mesmo sabendo que algumas delas não poderei mais. Também não vou me importar, terei tantas.
Não devia ter provado seu sabor, ainda tenho na língua seu gosto, um gosto de mistério um tanto embriagante e vicioso.
Tudo que gosto perco!..por isso não me apego a nada,apenas ando pelo mundo nunca temendo a estrada!
Você mudou...
Eu mudei...
Tudo parece estar diferente agora...
Mas, não sei se gosto da nova versão de nós.
Tudo parece tão... vazio... e cheio de incertezas.
Preciso descobrir onde nos perdemos...
Mas, primeiro preciso entender onde estamos.
#GERALDO
Era ainda madrugada...
Cobertas frias...
Abandonou o leito...
Contra gosto...
Não tinha jeito...
Era pra ser feito...
Esposa ainda dormia...
Grávida sonhava...
Que em algum dia...
Sua vida melhorava...
Casa pequena...
De dois cômodos apenas...
Dividida por cortinas...
Surradas chitas...
Olhou com ternura ...
Para sua amada...
Com dó no peito...
Para sua mãe idosa acamada...
"Até quando ela sofreria?"
Pensava...com grande pesar...
Resignado...
Ao que nada poderia mudar...
As duas mulheres que mais ele amava...
E por quais era muito amado...
Arrumou sua marmita...
Sem fazer barulho...
Com zeloso cuidado...
Tinha que ir ao trabalho...
Tanto frio...
Blusa esburacada...
Sozinho...
Naquela rua abandonada...
"Vai Geraldo...Vai trabalhar...
Nas sombras das sarjetas...Só os ratos a olhar..."
Vielas tortas, escuras...
Sujas...
Mas sem medo...
Em Deus confiava...
No ponto de ônibus...
Um cigarro ascendeu...
Esquentando a mão...
Afugentando a solidão...
Enquanto o ônibus não vinha...
Na fumaça que subia...
Para Deus orava...
E pedia...
Um término na tristeza de sua vida...
Condução chegou...
Como sempre lotada...
Viajando em pé...
Pernas já ficaram cansadas...
Era apenas uma lotação...
Tinha mais uma pela frente...
Pesaroso sabia...
Que adiante , mais e mais gente...
Enfim...
Chegou ao trabalho...
Pela manhã...
Já estava suado...
Por momentos esteve alegre...
Ouviu vários bom dia...
De seus amigos tantos ou mais como ele...
Desafortunados...
As mãos calejadas...
Fortes e grossas...
Eram leves...
Na pele de sua cabrocha...
Aquele dia...
Seria de grande alegria...
Poderia levar para casa...
Um pouco de carne moída...
Seria sustância para a mãe doente...
Para o filho que viria...
Sua amada saberia ...
Como preparar...
E naquela noite...
Já antevia muito amar...
Refez todo percurso de volta...
Esqueceu de todo cansaço...
Comprou o que desejava...
E ainda sobrou uns trocados...
Já era tarde...
Mas a rua estava cheia...
Fogueteiros de olho...
Comércio cheio...
Não estava a tudo alheio...
Então de repente...
De cores o se se fez...
Tiros...
Correrias...
Confusão...
Algazarra...
Uma bala perdida...
Encontrou alguém...
Que não merecia..
Naquela noite...
Não teve mais alegria...
A cabrocha chorou...
A mãe doente mais ficou...
E para a história terminar...
Só teve uma alegria...
Na sarjeta suja e fria...
A carne moída foi festa...
Para os ratos que ali estavam...
Desconheciam a triste sina...
De Geraldo...
Sandro Paschoal Nogueira
