Nao estou Sozinha
Eu estou aqui, vagando no meio do meu vazio.
Você o iluminou, fez ele brilhar
Com seu amor e carinho.
Eu sinto sua falta…
Estou me perdendo na escuridão.
Eu preciso de você.
A chuva esconde minhas lágrimas por você.
Onde está você?
Eu te amo tanto.
Você me prometeu um “felizes para sempre”.
Estou vivendo em vão, todos os dias o sol nasce e morre sem dar fruto na minha vida. A vida deles continua a florescer, e a minha morre com as gargalhadas que dou para fingir que o mundo é um paraíso.
Além do meu corpo, a minha alma também sente frio. Para onde foram os meus sonhos de vencer na vida? Alguém me disse: estão vivos no túmulo da minha mente. Estou morto em vida, os meus gemidos gritam no silêncio.
A solidão se tornou a luz para muitos, e a luz cega a mente que pensa que conhece a luz. Ao mesmo tempo que nasce, foi o mesmo que morre.
Até à próxima vida.
APENAS UMA CONVERSA
– Meu amor, o que você fez para que eu ficasse assim como estou agora?
– Minha querida, entenda que jamais fiz algo para influenciar, decisivamente, em suas ações e, portanto, você sempre agiu dentro de suas próprias vontades pessoais:“Portanto, se hoje você está muito feliz, quem merece os méritos é só você, porém, se a infelicidade é a sua companheira, digo-lhe, a responsabilidade é toda sua”!!!
– E, entenda: “A felicidade ou a infelicidade, na grande maioria dos casos, é algo que surge de dentro para fora e, mais raramente, de fora para dentro das pessoas”!!!
Pedro Marcos
Se alguém puder provar que estou errado e me mostrar meu erro em qualquer pensamento ou ação, mudarei de bom grado. Busco a verdade, que nunca fez mal a ninguém: o mal é persistir no próprio autoengano e na ignorância.
Eu já estou morto.
Ao escrever este poema, sou apenas um cadáver que teima em segurar a caneta.
Não sei o dia, nem a hora de quando eu morri —
talvez na juventude, talvez no primeiro verso, talvez no primeiro amor que não me amou.
E é isso.
Estou morto, e não há mais volta.
Ninguém chorou.
Não houve velório, nem lamentos, nem lápide com meu nome.
Morri e continuei vivo, preso ao corpo como se ele fosse meu.
Sem céu, nem inferno.
Após a morte, só há o hábito de existir,
onde meu cadáver se senta a escrever
como quem cava a própria cova
com uma colher de chá.
Continuei a fazer as coisas de quem vive:
amar sem saber o que é amor, crer sem fé, desejar sem saber por quê.
Morto, mas não suficientemente;
vivo, mas não inteiramente.
Sem saber se invento a vida ou se ela me inventa.
Morri sem testemunhas.
Nenhum mau cheiro, nenhum adeus, nenhum vestígio.
E o pior: nem eu mesmo percebi.
Se meu rosto reflete os anos que vivi, estou totalmente em paz com isso.
Namore-se consigo mesmo!
Estou sem companhia há quase dois anos e, com isso, aprendi a me convidar a ir ao Espetto no ParkShopping... ah, lá tem música ao vivo, um bom vinho... canto, bebo, divirto-me num grau inimaginável;
pago minhas contas e saio de lá simplesmente de bem comigo
mesmo, amo. Amo esses momentos em que estou comigo, onde minha autoestima e meu auto-respeito levam-me a cuidar do meu corpo, meu cabelo, minhas unhas... e que minha paz está em alta. Nada melhor que estar em paz consigo e com tudo aquilo que fazemos e fizemos com nosso próximo; não engano, não omito e não minto.
Sou tão de bem comigo que não tenho a necessidade de um outro ser para me acompanhar a qualquer lugar que seja, a não ser que esse alguém esteja disposto a me dar as mãos, andar comigo pela rua livremente, abraçar-me quando der vontade, sem a necessidade de se esconder até dele mesmo porque deve respeito a outrem. Alguém
que saiba que a verdade e o respeito deve prevalecer em quaisquer circunstâncias.
Neste semestre voltarei a fazer minha pós, minha mente terá barulhos
de estudos, quer coisa mais gostosa que estar aprendendo? Amo ler
e viajar no tempo, no espaço... envolvo-me nas histórias de tal forma que precisei parar de ler um livro porque esse estava fazendo-me mal com tantas repugnâncias que li.
Então, voltei a amar-me mais, respeitar a necessidade que possuo
de estar em paz. Falando sobre a paz, recordei-me do desejo
que tinha quando criança. E aí você pergunta-me: _Valéria, qual era o seu desejo de infância? Respondo-lhe: _Durante toda minha infância vi meu pai discutindo com minha mãe por ciúmes ou qualquer outro motivo que ele achasse relevante, se não houvesse motivos, ele os criava. Eram discussões homéricas, quando não se voltava para nós, os filhos. Nesses momentos era que eu me recolhia à laje de casa, deitava-me sobre a laje e ficava a admirar o céu onde as nuvens levavam-me a imaginar criaturas e a criar histórias onde a paz reinava. Foi por isso que meu desejo de morar só foi instaurado no meu cerne, porque a paz é paz; é não ter que se deparar com situações que te limitam, te priva de ser quem você é, é poder reconciliar-se ao sono com a cabeça leve, sem receios de que o pesadelo possa vir a te assombrar. Respeito-me a ponto de dizer não a um novo amor caso ele seja comprometido e não vá de encontro com aquilo que acredito.
Continuo amando-me e permitindo-me estar aberta para o novo.
É assim que namoro comigo, de bem com a vida, sem o peso da consciência e livre para o novo despertar.
Esse olhar apaixonado de um cão, que me cuida…
Gruda em mim, sempre atento, para saber se estou bem.
Não é apenas cuidado, é amor que transborda em mim…
Incondicional, puro, sem pedir nada em troca.
Talvez seja simples, mas é profundo e verdadeiro…
Um olhar que diz ‘eu te amo’, sem precisar de palavras.
É o amor que flui livremente, sem barreiras…
Um sentimento que me envolve, me aquece e me completa.
Ainda estou no deserto, entretanto pude me renovar de muitas formas, me conhecer mais e aprender a desapegar e a seguir em frente. Me afundei no estoicismo e assim estou brilhando ainda mais em meio a essa dificuldade, agora aproveitando dela para me aperfeiçoar, já penso em agradecer pelo término.
Na verdade, minha vida e meu trabalho se confundem, nem eu mesmo sei direito quando estou trabalhando ou não.
Sempre me pego no passado, e então percebo que estou a procura de acontecimentos que me fizeram chegar até aqui.
Quando você é dada por morta, você quer respostas. Estou determinada a consegui-las.
Meu amado Saulo,
Esse final de semana foi perfeito. Estou com o coração leve, cheio de amor e gratidão. Você me envolveu com tanto carinho, tanta doçura, que por um momento nem parecia você — ou talvez tenha sido a parte mais linda e sensível de você que eu tive o privilégio de ver tão de perto.
Não sei explicar exatamente por que estou assim, leve… talvez seja paz, talvez seja amor. Ou talvez seja só a certeza de que, por um instante, tudo pareceu certo.
Não sei se vou estar aqui amanhã. A vida é incerta, frágil. Mas hoje eu sei: sou grata. Por tudo. Pelo seu companheirismo, pela forma como tem se mostrado um verdadeiro cavalheiro, pelas vezes em que tem me ajudado, me acolhido, me respeitado. Espero, do fundo do meu coração, que tudo isso venha do amor — não de culpa ou de pena. Mas mesmo que eu não saiba ao certo, eu agradeço.
Agradeço por esses três anos ao seu lado. E espero que venham muitos mais. Que possamos seguir firmes, fortes, mesmo quando tudo for incerto.
Eu te amo. E viver esse tempo ao seu lado só me fez bem. O amor, às vezes, é difícil de entender… mas ele se mostra nas pequenas coisas. E em você, eu vi amor.
Para todo o sempre, com todo amor do mundo,
Sua Monaliza 💖
"FRENESI"
(Para Caê)
Estou presa de novo na teia, na veia.
Gosto doce que já conheço...
Vou sorvendo, vou provando, me entregando
Instinto é dom, meu faro de *Loba se aguça, inalo seu cheiro, mostro minhas presas.
Não, não ataco.
Quero ser abatida como presa..
Dócil me entrego e me aninho nos seus braços e nos entrelaces de pernas.
De minha boca saem grunhidos, que só os amantes entendem.
Suores fundidos, aromáticos...
Na alcova, odores característicos de corpos em frenesi!
Me deixo abater, lânguida, lasciva, libidinosa, me sinto amada, desejada, possuída.
E depois desse duelo de amantes apaixonados, respiro fundo, ouço nossos corações se acalmando em sintonia rítmica, respiro fundo no torpor do descanso, e amanheço em seus braços.
Denise Fraga Loba
Inverno/2025
Mensagem de um anjo . Sou apenas alguém que desistiu do eu e você. .. Ainda estou caminhando em direção a luz . Entenda eu virei as costa pro Demônio ele não mais me domina estou caminhando , rumo a luz. eu fui uma sonhadora, você foi pra mim a estrela brilhante. Olhe a vida com os olhos da razão, e estenda sua visão além dos seus limites. Na terra dos descompromissados e desajuízados nunca se sabe ao certo quem está chegando e quem está partindo. Boa noite.
Meu amor...
Meu amor, espera-me...
Eu também estou ansiosa.
E eu quero encontrá-lo.
Deixa-me resolver o problema conosco.
E que depois, eu vou correr para os seus braços.
Poder enxergar nos seus olhos o quanto me desejas...
Eu quero ouvir a sua linda voz dizendo que me amas...
E agora,
Eu serei sua...
O amo demais!
Eu a espero há dias...
Com uma TV ligada em alguns programas intermináveis...
Do meu lado, uma taça de vinho tinto.
E a sua foto no porta-retratos...
Como o meu amor está com você.
Ouça a sua voz numa canção,
Linda conforme a música One, do U2.
E tentando entender porque tudo está tão distante...
Titânico Mello
Eu estou perdida, me vejo procurando você em todos os lugares.
Seus olhos, sorriso, seu cheiro…
Mas acontece, que esse jeito encantador só você tem, único de ver a vida, de me fazer sorrir e me sentir em casa.
Você é aquela calmaria, após a tempestade.
É aquele docinho, após o remedio amargo.
É aquele abraço apertado, após um dia cansativo.
Você é serenidade. Você é a calmaria.
Estou me achando um caipora. Mais caipora que aquele que caiu de costas e quebrou o nariz. Caipora por falar com a plebe igualmente a Reis. Dizem que é ser autêntico, digo-lhes não. Caso caiporas querer ser, faze-o como eu!
Ecos da Metamorfose: Mente em Guerra
Estou em constante movimento, Energia se dissipando no primeiro pensamento. Não me sinto presente neste momento, Consciente da falta de argumento. Certezas vagueiam como o vento, Se tratando de não saber, eu tenho talento.
Passagem paga para o vazio, Já estou no assento. Senti demais, meu coração é turbulento. Se o universo é pacífico, eu sou violento. Humanidade acelerada, Eu me sinto lento. Se o pior acontecer, Não estarei atento.
Entrei na manada, Pelo prazer estou sedento. Entreguei minha alma, Não tenho comprometimento. Estou lúcido, Ou estou mais próximo da loucura e do estranhamento? Meu corpo é saudável, Meu cérebro é pestilento. Se estou lúcido, Por que estou sonolento?
Sofri por saber demais, Vale a pena ter discernimento? Num mundo de baixa moral, Onde está o empoderamento? Me sinto abandonado, Igual ao chão sem pavimento. Se eu nasci livre, Por que me falta entendimento?
Um misto de emoções e sentimentos, A existência de consequências sem adventos. Se a perfeição é construída inteira e completa, Todos fazem cisalhamento. Meu chefe é a vida, E eu imploro por adiantamento.
E no fim, Só faço parte dos elementos. Quando se trata de mim, Não sei o funcionamento. Entre conexões rasas e distantes, Perdi o pareamento. Percebi a minha falta de pertencimento, E me sobrou apenas o amadurecimento.
Será que a felicidade e a tristeza Estão em consentimento? Será que da minha liberdade Eu estou isento? Ou não faz sentido escrever tudo isso, E eu deva sentir apenas arrependimento?
Seria tão simples Só comer, dormir e fugir do tormento, Mas tenho consciência De que preciso de um complemento. Me iludindo por achar que sou íntegro, Mas preciso de um desentranhamento.
Só queria Da minha vida ter um bom gerenciamento. Será que tenho talento?
