Mudar de Cidade

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Olhando para os jovens desta cidade
Vejo como é bom ter liberdade
Gritam "para tudo", sem pensar
Um eco vazio a ressoar
Mas é uma ilusão, esta miragem
Parecem estar de sacanagem
Com fumo nos olhos, riso forçado
Estão destruindo o meu mundo pintado.


Por isso cuida de mim
E não me faça sofrer
Eu sou apenas uma criança
Que precisa viver.
Por isso cuida de mim
Com tudo que há pra ter
Eu sou apenas uma promessa
Que quer florescer.


Eu quero saber onde é que vamos chegar
Com tanto barulho neste lugar
As cores das ruas a desbotar
Ninguém tem mais tempo para olhar
Promessas de festa e euforia
Que morrem com a luz do dia
Eu fecho os meus olhos e tento entender
O que eles procuram sem nunca se ver.


Por isso cuida de mim
E não me faça sofrer
Eu sou apenas uma criança
Que precisa viver.
Por isso cuida de mim
Com tudo que há pra ter
Eu sou apenas uma promessa
Que quer florescer.


Na minha imaginação, o céu é mais azul
Na minha imaginação, não há norte nem sul
Tudo é lindo se eu desenhar
Com um lápis de cor, posso recomeçar
Um sol que não queima, um rio a correr
Um mundo seguro pra eu poder crescer.


Cuida de mim...
Não me faça sofrer...
Eu só preciso viver...
Só preciso viver...
Cuida do meu mundo.

28/10/25 na Cidade Maravilhosa

Vai chegando a eleição
O Rio de Janeiro entra em operação
Cláudio Castro não fez nada
Foi assim com o Cabral
Mas a culpa é federal

Sofrem e morrem civis inocentes
De mãos atadas fica a nossa gente
Baixa nas família e nos batalhões
Pra campanha, haja vídeo de lacração
Isso é o bolsonarismo da salvação

Deus, Pátria, Família e liberdade
Mas não se preocupam com a desigualdade
O voto é sempre proporcional aos vivos
Nas urnas, nada muda sem o povo
Que em 2026 não venham os inúteis de novo.

Pensei em você por toda a cidade. A cada passo que dei, pisando em terra, pedra, grama ou asfalto, se deixei alguma pegada impressa ou apenas solado, não me importa. Mesmo que meus passos, por tantas vezes, me distanciem de você, sinto, todo o tempo, sua presença por perto.⁠

SANTO ESTEVÃO

Cidade de belas histórias
De um clima encantador
Tu és linda e majestosa
Povo honesto e trabalhador
Quem ama a sua terra
Sabe bem o seu valor.

De recantos fascinantes
Rodeada pela natureza
A paz desse lugar
É a nossa maior riqueza
Ouviro canto do bem-te-vi
Eita quanta beleza.

Parabéns Santo Estevão
Cidade do nosso agrado
Aplausos aos governantes
Por todo esse cuidado
A todos os que se foram
Deixando o seu legado.

104 anos de muitas glórias
De encantos e magia
Sua cultura e tradição
Trazendo essa alegria
Venho te parabenizar
Nos versos da minha poesia.


AUTORA-Irá Rodrigues
Santo Estevão-BA

Na penumbra líquida do entardecer,
pontilham lembranças, sombras flutuantes,
segue a cidade, labirinto de passos,
onde o invisível toca o silêncio guardado.
Gotas descem, sussurram segredos calados,
tecem véus entre o agora e o que escapa,
um fio tênue, quase esquecido, resiste,
na pausa entre o ruído e a espera muda.
As paredes bebem a luz quebrada,
e o tempo se dobra em revoadas lentas,
presente e passado, hinos imperfeitos,
dançam sob o véu molhado da saudade.
No murmúrio da multidão que não vê,
uma ausência se faz presença delicada,
na curva da chuva, no respirar da rua,
algo que não se diz, persiste em existir...

Eu vaguei ao redor

Das ruas dessa cidade

Tentando achar sentido em tudo

A chuva em meu rosto

Cobre os meus traços

De todas as lágrima que tive que desperdiçar

Por que nós temos que esconder as emoções?

Um homem pode transformar uma cidade, assim como um homem pode destruir uma cidade.


@1Pensador

Capítulo 7 — A travessia do campo para a cidade.


Um pouco de mim!


A travessia nunca termina.
Sou parte campo, parte cidade.
Sou silêncio e sou voz.
Sou trator e sou palavra.
Sou memória e sou futuro.
Sou perda e sou encontro.

As Árvores da Minha Cidade


As árvores da minha cidade
São belas de se ver
Verdes e amarelas
Jacarandás e Ipês


Algumas são bem antigas
E outras bem novinhas
Mas o importante é a intenção
De preservar as arvorezinhas


O homem está destruindo
O que nossa Terra plantou
Com machados, foices e serras
Tudo tudo ele derrubou


Por isso venho pedir
Com toda simplicidade
Vamos procurar proteger
As árvores da minha cidade


©2025-Rafael Jesuino da Silva

Brasília... Infeliz-cidade.

Eu gostaria de menos força no Brasil e mais em cada cidade brasileira.
Encontrar a mais justa da equação.
Tudo métrica e rima e sempre verdadeira.
Mas a vida é real e de viés.
E vê só que cilada é a liberdade inteira.
Sempre mudamos os políticos;
Mas a politica é sempre a mesma besteira.

⁠Ruas vazias cidade deserta, gente peregrina a noite camuflado longe do olhar que tudo vê.

​"Escute bem, meu campeão. A cidade grande não é um obstáculo; é o seu playground de concreto armado! Enquanto a plebe reclama do engarrafamento, o verdadeiro titã do sucesso utiliza esse tempo para arquitetar o seu império. Não seja a ovelha que balança no metrô; seja o lobo que uiva no topo do arranha-céu! Transforme a fumaça da poluição no oxigênio da sua glória!"

ROMEU E JULIETA, SEM SHAKESPEARE




[à Crioula]



Vivemos na mesma cidade,

sob o arco da velha Roma.

Mas o espaço geográfico não comungou

Para que nossos caminhos se encontrassem.

Valha-me Deus, Santa Bárbara nossa!

Poema, conosco, o raio do amor não caiu no mesmo lugar.

E o desejo mora em nossos corpos, Crioula minha!

As ruas do querer, se alongaram.

Asfaltou o chão de terra que compunha o amar.

A paixão sempre ficou à espreita,

Nunca acaba!

Somos Romeu e Julieta

(o requeijão e o doce de goiaba)

No entanto, não nos degustamos!

A cada dia tomamos

uma dose do veneno “Se” (do Djavan)

O universo tenta nos afastar,

mas a cada passo dado, nos queremos mais como um ímã.

Minha fonte Luminosa, queria mergulhar meus lábios negros

nas águas que jorram do teu arco.

E ir confessar meus desejos carnais na tua catedral.

Meu soneto de 14 versos – de 4, 4 - 3 3.

Há quem diga que se nos rendermos ao desejo, seremos escravos dele.

Mas se somos prisioneiros do amor!?

... é de pessoas como a Crioula, que os poetas se debruçam a escrever poesia.

Abro um parênteses (talvez se consumíssemos esse tal desejo, poderíamos perder o gosto do querer)

Nossa Senhora das Dores, rogo-te que alivia as aflições desse caro Crioulo,

Que tua filha cuasarte!

Só em te pedir, me dói.

Crioula, aqui me despeço de ti, pois, não podemos ter tudo que queremos.

Em nós, cabe ainda a virtude da expectativa,

e com gosto de como ficou Pelé, do gol que não fez, como se o fizesse.

“Vive” – Desencana , nêgo, tudo nela gera tanta dor,

E não se sente!?

“Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu”

O amor platônico me mata!

Erromeu!!!

Apesar do implante de solidariedade
que a cidade às vezes emergencia,
isso é via de acesso pontual...
Um instante no todo que nada muda...
... Há um dane-se fixo em cada semblante.

⁠Eu faço da mentira, liberdade
E de qualquer quintal, faço cidade
E insisto que é virtude o que é entulho:
Baldio é o meu terreno e meu alarde

Legião Urbana

Nota: Trecho da música Os barcos.

"Hoje, eu, andando pelas ruas vazias, na madrugada silenciosa da cidade, percebi que alguém iria sofrer de amor, só fui descobrir quem, quando eu cheguei em casa e me olhei no espelho.
Amor é paixão, paixão é desejo.
Meus olhos, refletem a imagem do sofrimento, e é só você que eu vejo.
Minha boca, ainda guarda cada beijo.
Minha pele, ainda grita seu nome, implora seu toque, o vento ainda tem seu cheiro.
Cada lembrança, cada memória, ainda me acelera o peito.
Ainda acordo assustado, lembrando nossos momentos, me recobrando do pesadelo.
Ainda amo o seu jeito.
Ainda sou aquele sujeito.
Que uma vida a seu lado planejou, tudo, nós, por inteiro.
Quisera eu, que meus planos, sonhos, se materializassem, mas, para o meu desalento, meu viver é sofrimento e devaneio.
Tento te encontrar em outra voz, outro olhar, outro seio.
Aqui um beijo; acolá, outro aconchego.
Mas é impossível, você é única, e, lembrado demais de ti, que meu Gólgota está feito.
Hoje resolvi sair, para tentar afastar você da minha mente, já que é impossível, do peito.
O frio da madrugada já anunciava, que alguém sofreria de amor, mas não sabia quem, um arrepio veio.
Só pude descobrir quem fora destroçado pelo venenoso sentimento, ao chegar em casa e me deparar com a deplorável e sofrível figura, refletida no espelho..." - EDSON, Wikney

PRESENÇA ADVAITA

A travessia do ser que deixa de lutar contra si



A cidade ainda não dormiu.

O ar tem cheiro de chuva e café esquecido.

Há buzinas, passos apressados, vozes cansadas atravessando a noite.

Aqui dentro, a casa fecha as pálpebras e o corpo desaperta os ombros.

A respiração desacelera, como se o tempo, por um instante, perdesse a pressa.



Não é iluminação, é pausa.

Não é milagre, é o cansaço que aprende a sentar.

No intervalo entre o que se esgota e o que começa, algo desperta.

É mais sopro que ideia, mais pele que palavra.

Viver é sentir.

Sentir é o único gesto que não mente.



É quando você acontece.

Não chega, se revela.

Nada em você exige lugar, mas tudo muda à sua volta.

O ar fica mais leve, as sombras perdem pressa.

O silêncio ao seu lado tem temperatura.

Parece uma mesa posta no meio da alma.



Você toca o lugar em mim que sempre esperou,

e algo, enfim, consente.

Ainda com medo, eu consinto.

Não há urgência, há respeito.

A ternura não anuncia sua entrada,

ela simplesmente chega e fica.

O medo, visto de perto, se torna pequeno.

A dúvida, cansada, adormece na varanda do peito.

O que antes era abismo agora é chão molhado,

com marcas de quem passou e ficou.



O ser é o campo onde o medo e o amor se escutam.

Ali, o humano e o eterno se olham sem querer vencer.

Quando há escuta, o silêncio deixa de ser muro e vira ponte.



Antes da calma houve deserto.

Antes da ternura, ferida.

Já temi o que mais amava,

já fugi do que me curaria.

Até que o orgulho se desfez,

e a suavidade entrou pela fresta da noite.



Nem tudo em mim é paz.

Ainda há grito guardado,

e o eco às vezes volta sem aviso.

Mas ele já não fere, apenas me devolve à carne.

O amor que prende é medo disfarçado de zelo.

O amor que acolhe tem mãos abertas e chão firme.

Nele, dois seres se olham sem truques.

Ambos feridos, ambos atentos.

Sabem que o outro teme, e ainda assim permanecem.



Eu tropeço.

Duvido.

Às vezes quero trancar a porta e esquecer o mundo.

Mas é a dúvida que me devolve à fé,

essa fé pequena, feita de respiração e paciência.

Só quem sente profundamente aceita não entender tudo.



Com você, o tempo não desaparece, ele respira.

A casa continua casa, o mundo continua áspero.

Há contas, filas, injustiças e gente que carrega o dia nas costas.

Mesmo assim, algo em nós encontra um ritmo bom,

um espaço simples onde a ternura sobrevive.

Não busco eternidade, busco verdade.

Prefiro o instante vivido à promessa que não cumpre calor.

O que é real não morre, apenas muda de rosto.

A presença é o milagre discreto que sustenta o mundo enquanto ninguém vê.



Não há promessa, há encontro.

Não há destino, há travessia.

Você não chega, acontece,

como chuva breve em tarde quente,

lavando o pó do que restou.



A plenitude não está em domar os sentimentos,

mas em atravessá-los inteiros.

Quando compreendo o medo, o amor deixa de ser fuga

e vira casa com portas que abrem por dentro.

Nem tudo que acalma cura.

O silêncio também corta,

mas é corte que limpa,

como mar depois da tempestade.

Às vezes a luz arde antes de iluminar.

Às vezes o amor desmonta o que eu usava para me proteger.



Se o tempo nos afastar, a presença não parte.

O sentir muda de tom, como maré que recua

só para lembrar que voltará.

Você é travessia,

o agora entre duas incertezas,

a prova de que o amor pode existir sem fazer barulho.



Se o silêncio for tudo o que restar,

ainda assim haverá amor.

O que é verdadeiro não precisa ser dito.

O toque fica mesmo quando a mão já se foi.

A lembrança não pede voz,

a pele ainda sabe o caminho.



Ser forte não é erguer muralhas,

é continuar sensível quando o mundo pede dureza.

É olhar o outro e ver o mesmo espanto,

a mesma fome de não ferir.



Escolho te sentir.

Não para possuir, mas para reconhecer.

Não para vencer, mas para ser verdadeiro.

Se o sentir trouxer dúvida, que venha.

Que confunda e console.

Que assuste e cure.

Que desfaça o chão só para mostrar o céu que sempre esteve ali.



Entre nós talvez não haja nome,

e tudo bem.

O real prefere ser vivido a ser explicado.

O amor que nasce quieto é o que mais permanece.

Ele não disputa palco, respira.

É o som do ser se reconhecendo no outro.



Quando o ser se torna simples, o medo aprende a ouvir.

Nada precisa ser vencido quando é compreendido.

A sabedoria não nasce da força,

mas da entrega.

Do instante em que o ser para de fugir de si

e percebe que nunca houve vazio,

apenas verdade esperando espaço.



A cidade enfim silencia.

Uma janela apaga, outra acende.

O ar cheira a terra molhada.

E no reflexo do vidro, eu me reconheço.

O silêncio me olha,

e nele eu ainda vejo.

Foi nesse contexto que eu nasci.


Dois dos meus irmãos passaram a rodar a cidade de Olinda, indo de casa em casa, durante toda a vida. Eu sempre soube da existência deles, mas nunca os conheci pessoalmente, porque a minha avó não permitia que eu tivesse contato. Eu era impedido de conviver com eles.


Fui criado dentro de uma casa fechada. Não tinha acesso à rua, não tinha acesso à convivência. Era assim a cultura da época. Uma espécie de prisão. Muitas vezes eu ficava trancado dentro de um quarto escuro, principalmente por eu ser um menino muito elétrico.


Os castigos eram constantes. Começavam em casa e continuavam na escola. Muitos deles envolviam ficar de joelhos sobre caroços de feijão. Foram muitas violências físicas e emocionais, que hoje eu reconheço como torturas.


Eu só vim conhecer o que era infância perto dos meus 15 anos, quando fui para o Rio de Janeiro. Nesse período, minha própria avó já não me aguentava mais. Eu havia entrado em um processo de rebeldia que fugia completamente ao controle que ela tentava exercer sobre mim, inclusive por meio da religião.


O primeiro livro que eu li na vida, e do qual jamais vou esquecer, foi “A Verdade que Conduz à Vida Eterna”. A partir dali, comecei a me questionar profundamente. Que Deus é esse que permite que crianças sejam mantidas trancadas, sofrendo, enquanto adultos observam calados? Que Deus é esse que convive com hipocrisia e com abusos, inclusive abusos sexuais contra crianças, praticados por pessoas próximas, muitas vezes ligadas ao ambiente religioso, em quem minha avó confiava cegamente?


Nada disso se apaga. Não adianta tentar suavizar. Nada muda a dor que senti naquele momento e a dor que ainda sinto hoje. É por isso que, em muitos momentos da minha vida, eu só consegui dizer: mundo, afasta de mim esse cálice.


Dando continuidade, meu irmão Joel, o mais novo, que tinha apenas 40 dias de nascido quando ficou trancado naquela casa, foi criado pela minha avó paterna, mãe do meu pai. Eu fui criado pela minha avó materna, mãe da minha mãe. Cada um de nós seguiu um caminho separado.


Eu só fui entender, de fato, o que era família por volta dos 15 anos. Foi quando saí de Olinda e fui para o Rio de Janeiro. Lá encontrei uma estrutura familiar diferente, já formada. Foi ali que ganhei mais dois irmãos, do segundo e verdadeiro casamento da minha mãe.


Esse homem, companheiro da minha mãe até os últimos dias da vida dela, tem todo o meu respeito. Ele cuidou não apenas dos filhos dele, mas também de dois filhos que não eram biologicamente dele, mas eram filhos dela. Foi ali que eu vi, pela primeira vez, um cuidado real.


Minha mãe só voltou a ter contato com os filhos que moravam em São Paulo quando eu fui para lá, depois do período no Rio de Janeiro. Fui eu quem trouxe esses irmãos para ela reencontrar. De tão distante que tudo tinha ficado, ela já nem lembrava mais como esses meninos eram.


É desse lugar que eu falo quando falo de rejeição. Não é teoria. É história vivida.


Fernando Kabral


7 de janeiro de 2026
9:58


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Referindo-se a cidade de Piratininga no interior de SP - BR.


" Piratininga, a cidade dos residenciais"




Paulo Roberto Neto Coimbra