Mudar de Cidade
28/10/25 na Cidade Maravilhosa
Vai chegando a eleição
O Rio de Janeiro entra em operação
Cláudio Castro não fez nada
Foi assim com o Cabral
Mas a culpa é federal
Sofrem e morrem civis inocentes
De mãos atadas fica a nossa gente
Baixa nas família e nos batalhões
Pra campanha, haja vídeo de lacração
Isso é o bolsonarismo da salvação
Deus, Pátria, Família e liberdade
Mas não se preocupam com a desigualdade
O voto é sempre proporcional aos vivos
Nas urnas, nada muda sem o povo
Que em 2026 não venham os inúteis de novo.
Pensei em você por toda a cidade. A cada passo que dei, pisando em terra, pedra, grama ou asfalto, se deixei alguma pegada impressa ou apenas solado, não me importa. Mesmo que meus passos, por tantas vezes, me distanciem de você, sinto, todo o tempo, sua presença por perto.
SANTO ESTEVÃO
Cidade de belas histórias
De um clima encantador
Tu és linda e majestosa
Povo honesto e trabalhador
Quem ama a sua terra
Sabe bem o seu valor.
De recantos fascinantes
Rodeada pela natureza
A paz desse lugar
É a nossa maior riqueza
Ouviro canto do bem-te-vi
Eita quanta beleza.
Parabéns Santo Estevão
Cidade do nosso agrado
Aplausos aos governantes
Por todo esse cuidado
A todos os que se foram
Deixando o seu legado.
104 anos de muitas glórias
De encantos e magia
Sua cultura e tradição
Trazendo essa alegria
Venho te parabenizar
Nos versos da minha poesia.
AUTORA-Irá Rodrigues
Santo Estevão-BA
Na penumbra líquida do entardecer,
pontilham lembranças, sombras flutuantes,
segue a cidade, labirinto de passos,
onde o invisível toca o silêncio guardado.
Gotas descem, sussurram segredos calados,
tecem véus entre o agora e o que escapa,
um fio tênue, quase esquecido, resiste,
na pausa entre o ruído e a espera muda.
As paredes bebem a luz quebrada,
e o tempo se dobra em revoadas lentas,
presente e passado, hinos imperfeitos,
dançam sob o véu molhado da saudade.
No murmúrio da multidão que não vê,
uma ausência se faz presença delicada,
na curva da chuva, no respirar da rua,
algo que não se diz, persiste em existir...
Eu vaguei ao redor
Das ruas dessa cidade
Tentando achar sentido em tudo
A chuva em meu rosto
Cobre os meus traços
De todas as lágrima que tive que desperdiçar
Por que nós temos que esconder as emoções?
Capítulo 7 — A travessia do campo para a cidade.
Um pouco de mim!
A travessia nunca termina.
Sou parte campo, parte cidade.
Sou silêncio e sou voz.
Sou trator e sou palavra.
Sou memória e sou futuro.
Sou perda e sou encontro.
As Árvores da Minha Cidade
As árvores da minha cidade
São belas de se ver
Verdes e amarelas
Jacarandás e Ipês
Algumas são bem antigas
E outras bem novinhas
Mas o importante é a intenção
De preservar as arvorezinhas
O homem está destruindo
O que nossa Terra plantou
Com machados, foices e serras
Tudo tudo ele derrubou
Por isso venho pedir
Com toda simplicidade
Vamos procurar proteger
As árvores da minha cidade
©2025-Rafael Jesuino da Silva
Eu gostaria de menos força no Brasil e mais em cada cidade brasileira.
Encontrar a mais justa da equação.
Tudo métrica e rima e sempre verdadeira.
Mas a vida é real e de viés.
E vê só que cilada é a liberdade inteira.
Sempre mudamos os políticos;
Mas a politica é sempre a mesma besteira.
"Escute bem, meu campeão. A cidade grande não é um obstáculo; é o seu playground de concreto armado! Enquanto a plebe reclama do engarrafamento, o verdadeiro titã do sucesso utiliza esse tempo para arquitetar o seu império. Não seja a ovelha que balança no metrô; seja o lobo que uiva no topo do arranha-céu! Transforme a fumaça da poluição no oxigênio da sua glória!"
ROMEU E JULIETA, SEM SHAKESPEARE
[à Crioula]
Vivemos na mesma cidade,
sob o arco da velha Roma.
Mas o espaço geográfico não comungou
Para que nossos caminhos se encontrassem.
Valha-me Deus, Santa Bárbara nossa!
Poema, conosco, o raio do amor não caiu no mesmo lugar.
E o desejo mora em nossos corpos, Crioula minha!
As ruas do querer, se alongaram.
Asfaltou o chão de terra que compunha o amar.
A paixão sempre ficou à espreita,
Nunca acaba!
Somos Romeu e Julieta
(o requeijão e o doce de goiaba)
No entanto, não nos degustamos!
A cada dia tomamos
uma dose do veneno “Se” (do Djavan)
O universo tenta nos afastar,
mas a cada passo dado, nos queremos mais como um ímã.
Minha fonte Luminosa, queria mergulhar meus lábios negros
nas águas que jorram do teu arco.
E ir confessar meus desejos carnais na tua catedral.
Meu soneto de 14 versos – de 4, 4 - 3 3.
Há quem diga que se nos rendermos ao desejo, seremos escravos dele.
Mas se somos prisioneiros do amor!?
... é de pessoas como a Crioula, que os poetas se debruçam a escrever poesia.
Abro um parênteses (talvez se consumíssemos esse tal desejo, poderíamos perder o gosto do querer)
Nossa Senhora das Dores, rogo-te que alivia as aflições desse caro Crioulo,
Que tua filha cuasarte!
Só em te pedir, me dói.
Crioula, aqui me despeço de ti, pois, não podemos ter tudo que queremos.
Em nós, cabe ainda a virtude da expectativa,
e com gosto de como ficou Pelé, do gol que não fez, como se o fizesse.
“Vive” – Desencana , nêgo, tudo nela gera tanta dor,
E não se sente!?
“Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu”
O amor platônico me mata!
Erromeu!!!
Apesar do implante de solidariedade
que a cidade às vezes emergencia,
isso é via de acesso pontual...
Um instante no todo que nada muda...
... Há um dane-se fixo em cada semblante.
Eu faço da mentira, liberdade
E de qualquer quintal, faço cidade
E insisto que é virtude o que é entulho:
Baldio é o meu terreno e meu alarde
"Hoje, eu, andando pelas ruas vazias, na madrugada silenciosa da cidade, percebi que alguém iria sofrer de amor, só fui descobrir quem, quando eu cheguei em casa e me olhei no espelho.
Amor é paixão, paixão é desejo.
Meus olhos, refletem a imagem do sofrimento, e é só você que eu vejo.
Minha boca, ainda guarda cada beijo.
Minha pele, ainda grita seu nome, implora seu toque, o vento ainda tem seu cheiro.
Cada lembrança, cada memória, ainda me acelera o peito.
Ainda acordo assustado, lembrando nossos momentos, me recobrando do pesadelo.
Ainda amo o seu jeito.
Ainda sou aquele sujeito.
Que uma vida a seu lado planejou, tudo, nós, por inteiro.
Quisera eu, que meus planos, sonhos, se materializassem, mas, para o meu desalento, meu viver é sofrimento e devaneio.
Tento te encontrar em outra voz, outro olhar, outro seio.
Aqui um beijo; acolá, outro aconchego.
Mas é impossível, você é única, e, lembrado demais de ti, que meu Gólgota está feito.
Hoje resolvi sair, para tentar afastar você da minha mente, já que é impossível, do peito.
O frio da madrugada já anunciava, que alguém sofreria de amor, mas não sabia quem, um arrepio veio.
Só pude descobrir quem fora destroçado pelo venenoso sentimento, ao chegar em casa e me deparar com a deplorável e sofrível figura, refletida no espelho..." - EDSON, Wikney
Foi nesse contexto que eu nasci.
Dois dos meus irmãos passaram a rodar a cidade de Olinda, indo de casa em casa, durante toda a vida. Eu sempre soube da existência deles, mas nunca os conheci pessoalmente, porque a minha avó não permitia que eu tivesse contato. Eu era impedido de conviver com eles.
Fui criado dentro de uma casa fechada. Não tinha acesso à rua, não tinha acesso à convivência. Era assim a cultura da época. Uma espécie de prisão. Muitas vezes eu ficava trancado dentro de um quarto escuro, principalmente por eu ser um menino muito elétrico.
Os castigos eram constantes. Começavam em casa e continuavam na escola. Muitos deles envolviam ficar de joelhos sobre caroços de feijão. Foram muitas violências físicas e emocionais, que hoje eu reconheço como torturas.
Eu só vim conhecer o que era infância perto dos meus 15 anos, quando fui para o Rio de Janeiro. Nesse período, minha própria avó já não me aguentava mais. Eu havia entrado em um processo de rebeldia que fugia completamente ao controle que ela tentava exercer sobre mim, inclusive por meio da religião.
O primeiro livro que eu li na vida, e do qual jamais vou esquecer, foi “A Verdade que Conduz à Vida Eterna”. A partir dali, comecei a me questionar profundamente. Que Deus é esse que permite que crianças sejam mantidas trancadas, sofrendo, enquanto adultos observam calados? Que Deus é esse que convive com hipocrisia e com abusos, inclusive abusos sexuais contra crianças, praticados por pessoas próximas, muitas vezes ligadas ao ambiente religioso, em quem minha avó confiava cegamente?
Nada disso se apaga. Não adianta tentar suavizar. Nada muda a dor que senti naquele momento e a dor que ainda sinto hoje. É por isso que, em muitos momentos da minha vida, eu só consegui dizer: mundo, afasta de mim esse cálice.
Dando continuidade, meu irmão Joel, o mais novo, que tinha apenas 40 dias de nascido quando ficou trancado naquela casa, foi criado pela minha avó paterna, mãe do meu pai. Eu fui criado pela minha avó materna, mãe da minha mãe. Cada um de nós seguiu um caminho separado.
Eu só fui entender, de fato, o que era família por volta dos 15 anos. Foi quando saí de Olinda e fui para o Rio de Janeiro. Lá encontrei uma estrutura familiar diferente, já formada. Foi ali que ganhei mais dois irmãos, do segundo e verdadeiro casamento da minha mãe.
Esse homem, companheiro da minha mãe até os últimos dias da vida dela, tem todo o meu respeito. Ele cuidou não apenas dos filhos dele, mas também de dois filhos que não eram biologicamente dele, mas eram filhos dela. Foi ali que eu vi, pela primeira vez, um cuidado real.
Minha mãe só voltou a ter contato com os filhos que moravam em São Paulo quando eu fui para lá, depois do período no Rio de Janeiro. Fui eu quem trouxe esses irmãos para ela reencontrar. De tão distante que tudo tinha ficado, ela já nem lembrava mais como esses meninos eram.
É desse lugar que eu falo quando falo de rejeição. Não é teoria. É história vivida.
Fernando Kabral
7 de janeiro de 2026
9:58
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Referindo-se a cidade de Piratininga no interior de SP - BR.
" Piratininga, a cidade dos residenciais"
Paulo Roberto Neto Coimbra
O que fica por dizer
A cidade acordou sem notar
qualquer mudança.
O rio manteve sua largura exata,
as pontes não rangiam mais que o costume,
e os sinos tocaram
no mesmo tom de sempre.
Havia, no entanto,
uma leve alteração no ar,
como se o mundo tivesse esquecido
uma palavra importante
e decidido continuar mesmo assim.
Nada faltava.
Nada sobrava.
O dia cumpriu suas horas,
a noite fez seu trabalho,
e o tempo seguiu
como se tudo estivesse exatamente no lugar,e ainda assim,
alguma coisa pairava
no silêncio.
O Espinho que Sustenta o Luxo
William Contraponto
O lixo na cidade se acumula,
O luxo segue o mesmo caminho.
A bandeira de poucos trêmula,
Enquanto a maioria pisa espinho.
O grito da fome é contido,
abafado por telas brilhantes.
Um povo cansado e esquecido,
som perdido em ruas distantes.
As praças se tornam vitrines,
com passos de pressa e descaso.
Erguem-se muros e confins,
derruba-se o humano no atraso.
O poder se veste de ouro,
mas seus pés tropeçam na lama.
Promete futuro sonoro,
entrega cinza e mais trama.
Enquanto se erguem palácios,
ergue-se também a miséria.
Nos becos, os corpos cansados
carregam a dor que não cessa.
E o tempo que passa impassível
não limpa a ferida exposta.
A cidade, em ciclo terrível,
repete a mesma resposta.
