Releitura de Jack Vigarista + Alegoria... KANGAL
Releitura de Jack Vigarista + Alegoria Poética Ficcional
O Nome que a Cidade Ainda Vai Lembrar
Criação da Releitura e Alegoria Poética Ficcional
Criada por: James Richard Ferreira Pantoja
Compositores da Canção Original
João Vitor de Oliveira Santos & Patrick Schmid
Seu nome é James — mas não se deixe enganar;
por trás desse nome engraçado, há muito a contar.
De tolo não tem nada, nem vive de aparência;
carrega no olhar, nas costas, nas mãos e na face
as marcas de uma longa experiência.
Vigarista nas histórias, de passado incerto,
entre o medo e o romance, segue pelo caminho deserto.
Bandido nas lendas, mestre em blefar,
faz da própria má sorte mais um motivo para arriscar.
No baralho, porém, há algo a seu favor:
o acaso lhe sorri com estranho fervor.
Quando a fortuna lhe fecha uma porta,
James embaralha as cartas e outra chance encontra.
Entre ases e reis, seu semblante permanece sereno;
guarda a própria mão como quem guarda um segredo.
O acaso espalha suas cartas diante de seus olhos,
mas James não revela o jogo antes do momento.
Pode perder uma rodada, sentir o azar se aproximar,
mas nunca deixa o medo seu pulso controlar.
Pois aprendeu uma verdade que poucos conseguem entender:
não é preciso ter as melhores cartas —
é preciso saber o que fazer com elas ao receber.
E nessa cidade, que hoje desconhece sua história,
amanhã seus feitos farão parte da memória.
Pois há façanhas que o tempo não consegue apagar —
e o grande feito de James ainda está por chegar.
Quando os sinos da catedral anunciarem o que o futuro escreveu,
todos saberão, enfim, por que seu nome sobreviveu.
Não será apenas fama, nem simples consagração;
será James transformado em lenda pela força de uma última mão.
E quando alguém perguntar quem foi aquele homem, afinal,
talvez a resposta pareça simples, quase banal:
um homem que aprendeu a sorrir diante da adversidade
e transformou cada revés em nova oportunidade.
Porque James jamais precisou controlar o baralho;
aprendeu a jogar com aquilo que o acaso lhe entregou.
Ninguém escolhe todas as cartas que recebe,
mas cada um decide como as coloca sobre a mesa.
