Morre Lentamente Marta Medeiros
Quero viver de amor e não morrer lentamente por causa dele.
O amor machuca, dói no fundo da alma. Só quem já amou de verdade sabe do que estou falando.
O pior é quando você ama e sabe que não há possibilidade de dar certo, de ser feliz.
Porque há tantas inverdades no outro, que nem mesmo ele sabe decifrar seus sentimentos. Não consegue e não quer sobrepor o maior dos sentimentos aos desejos vãos dos instintos.
Eu posso ver seus olhos,
derramando lentamente seus desejos
sobre a minha pele.
Eu posso ver suas mãos desinquietas,
prestes a encontrar a fera lá dentro,
qual anseia domar-me por completo.
Inclinando-me, possuindo os meus
lábios, sua respiração ofegante
alcançando meus ouvidos,
abalando a minha estrutura.
Sussurrando obscenidades que...
eu, só poderia ter ouvido nos meus
sonhos mais loucos.
Você tem a loucura na medida certa
para entrelaçar-se à minha loucura.
Uma lágrima infinita escorreu pelo meu rosto. Lentamente, ela escorreu até salgar meus lábios. Um pássaro negro pousou na minha janela. Olhou para mim, por segundo eternos. Logo, alçou voo. Embriagado por sonhos secretos. Maeve Phaira
“Todos sentimos a opressão do tempo sob esse sistema capitalista que nos mata lentamente. Precisamos ser fortes. O sol que a cada dia ilumina a terra nos chama ao desafio de viver. Se não somos tão livres como os pássaros que, alegres, simplesmente vivem e encantam, algo podemos fazer para tornar este mundo mais igualitário e melhor para todos.”
LENTAMENTE ME AMAS
Das certezas mais plenas e puras
Escolhemos a que nos torna onipresentes
Onde eu sou amor amando-me estás
Porque onde estás amando
Achas-me amante sem procuras
Ouço-te nos prováveis silêncios
Me encontras nas plausíveis loucuras
Estamos no cerne de todas as células
Nas gramáticas absurdas
Em todas as grafias
De todos os idiomas
Se perdida e cegamente a venero
Doce e lentamente me amas
Amar alguém que não nos ama é doloroso dói muito, é como tu levar um tiro e morrer lentamente todos os dias.
Por estar longe demais ou andar mais lentamente que nós, que tem gente que nos acha menor que eles ou nem nos enxerga.
Saudade...
Ela ataca lentamente...
O silêncio se instala.
Lágrimas caindo
E eu nada posso fazer, a não ser sentir.
Dói tudo.
Maldita saudade!
Meus pensamentos choram calados.
As vezes pensamos que estamos a afundar, quando na verdade apenas andamos mais lentamente no mesmo eixo.
O desânimo está voltando aos poucos, sinto ele se aproximando lentamente, em breve ele irá me abraçar, e eu novamente serei engolido, até não sobrar mais nada de mim, vou deixar a alma gritar, uma hora ela vai cansar, e então quando ela se cansar, vou aproveito para tentar salvar o que restou de mim.
É DE MANHÃ
É de manhã
A luz do sol nasce lentamente,
Contente e solenemente,
Bate suavemente, janelas por janela.
Vai acordar lindas donzelas.
É de manhã
Moços, moças, crianças,
Homens, carros, metrôs,
Ônibus, motos e bicicletas,
Aceleram!
É de manhã
É um turbilhão de vozes,
Barulhos ferozes.
Esta formidável dança,
Pra lá e pra cá,
Cores vibrantes,
Sorrisos radiantes.
É de manhã
Logo, logo o espaço vai ficando vazio.
As casas comerciais e industriais abrem seus corações,
Aos poucos o calor humano sobrepõe as
Ferragens e as frias máquinas.
È a busca do sustento da família,
Ali começa o progresso na nação.
É de manhã
As escolas se amontoam de cores e alegria.
Professores preparam o ensinamento,
Alunos abrem seus ouvidos ao aprendizado.
É o presente dando recado ao futuro.
É de manhã
O orvalho na relva verde declama o amor.
O clarão na montanha assanha.
A mão de Deus cobre de bênçãos seus filhos amados.
É de manhã
É de manhã o nascer da vida,
É de manhã o florescer,
É de manhã que faz acontecer.
É de manhã!!!
Élcio José Martins
as crises de Pânico e ansiedade,
É quando você sente a morte lentamente, você se vê morrendo, mas não morre é uma ficção científica.
As lembranças também dizem adeus. Umas se despendem lentamente, outras simplesmente desaparecem, algumas são resistentes, mesmo cansadas e quase adormecidas preferem e vão permanecer. Há aquelas que são forçadas a se retirar e há também aquelas que se foram cedo demais. É como uma festa com seus diferentes convidados, um a um, todos se vão. É triste eu sei! Eles, elas, tanta gente, tanta lembrança... Cada uma leva um pedaço de mim, do meu coração, do meu abraço, do meu sorriso, da minha amizade, da minha cumplicidade, da minha admiração, do meu aprendizado, das minhas palavras, da minha dedicação, do meu tempo... Elas se foram e parece que me tiraram tanto, mas é só uma má impressão, pois me trouxeram muito mais do que levaram. Elas se foram e eu tive que ficar, tive que seguir, tive que investir naquele espaço vazio e inovar na decoração.
Ipê
Profunda e lentamente
Quero ser raiz certo dia
Embaraçar-me e enraizar na sua indecisão
Sufocar-te
Esmagar sua covardia
E você vai gritar encarniçado
Arrastar tempos
Consoantes e vogais
Vai verbar seu timbre
Asfixiado
Em noite de lua abarrotada
E não te reconhecerei
Serás estranho
Te matarei
Sem remorso
E na estação que interrompi
Para adornar esta conquista
Vou florescer
E de nada me lembrarei
Livro Pó de Anjo
Autora: Rosana Fleury
Lamúria Inanimada
Caminhando lentamente,
Seguindo através de uma linha transparente,
Visão turva,
Por ali, se caia uma incessante chuva,
Seria aquilo o pesar de um pranto de amor ??
Perdida em meio ao bombardeio de tanto caô,
Tudo aquilo, será que era um ofurô??
Ela acordou e se viu tão ausente e presente no hoje,
Na direção de um rio de água doce,
Corpo sem sua armadura,
Todo despido,
Sua dúvida era assim tão insistente??
O que estaria tanto em sua mente a matutar ??
Humana ou anjo de candura??
E a sina que tanto perdura??
Pele fria e intacta,
Internamente continua a se despedaçar..
Respiração compacta,
Alarme de longe se escuta a alardear,
Lá, esta ela,
Ainda a sangrar,
Seria esse o real significado do verbo amar?
Garganta sufoca,
Almejando sentir,
A caprichosa textura daquela aguardente,
A clareza de toda a sua acidez.
O confuso que sempre insiste em sabotar,
Lama inesperada,
Se pôs a vestir as botas,
Racionalidade veio pra arrepiar,
Consciência não quis nem mesmo te ouvir falar,
Vários tiros se fez materializar,
Ilusão se fez revoltar,
Incrível foi mesmo ela achar,
Que contra a força de um verdadeiro amor,
Existe algo neste planeta capaz a um prático fim fazer chegar.
Escrito por Madam Avizza em Santos – 25/08/2020
Grande é a saudade que mora em mim
Saudade que invade, que se estende
Dia a dia, lentamente
Ocupa cada canto do corpo e da mente
Que saudade maldita
Rasga o peito e maltrata o coração
Não passando de uma ilusão
Desilusão
Transformando-se em mais saudade
Torna-se a roupa da alma, roupa diária
Alastra-se como raiz e se faz raiz
Ramificando-se no falso sorriso e no "eu estou feliz"
