Morre Lentamente Marta Medeiros
Há luz lá fora, há vidas com ressalvas, mas há também, a força e a ousadia que despertam lentamente e na busca de novos dias, acalentam a esperança, a última opção para resgatar os pedaços da coragem que sem força, insistem, ficar no meio do caminho.
by/erotildes vittoria
A frustração é o mais corrosivo dos sentimentos. Age em silêncio, lentamente e destrói qualquer sentimento por mais nobre possa ser.
caminha pelo mar de provações lentamente
suavemente
encara a raiva que lhe habita e aceita
traz o peso nas costas
do feminino machucado
recalcula a rota da vida
profetiza palavras do coração
sonha um sonho que não sabe
carrega a força que não enxerga
ilumina o que não acredita
finalmente se ama
se perdoa
abraça sua criança ferida
quer caminhar feliz e leve
quer se curar
registra por vários meios
- escreve sua própria história
Tormenta
A sua voz ainda no subconsciente, devagar e lentamente.
Toma posse do meu ser.
Quero correr dos teus apelos emocionais.
Não consigo desapegar.
Logo cedo, ouço a sua voz lentamente.
No subconsciente.
Quero deixar a sua aparente presença.
Nos meus sonhos vaga o teu caminhar.
Quero não pensar em você.
Dia e noite tenho você em mim.
Que dirá esta distância.
Que de física por montanhas
E as planícies nos separa.
Mas a ligação que nos uni.
Não, a medida e nem espaço!
Todas as noites,
No vinho, o teu cheiro;
Saboreio lentamente... a cada gole, os aromas se misturam, se confundem,
Unem-se ao meu cheiro.
Embriago-me antes do nascer do sol.
TE VER
Queria te ver agora
Parar o tempo
Só pra te ver
Lentamente
Eternamente
Te ver pra sempre
Olhar você
Os teus detalhes
Tão exclusivos
Sua beleza
Tão incomum
Que vem de dentro
Dos sentimentos
E salta fora
Com seu sorriso.
Queria te ver agora
Parar o mundo
Só pra te ver
Pausadamente
Perpétuamente
Te ver pra sempre
Olhar você
Seus traços ricos
Tão infinitos
Sua graciosidade
Tão singular
Que vem da alma
Do coração
E surge linda
Com uma canção.
Queria te olhar, te observar
Te contemplar e te guardar pra sempre...
Eternamente.
Te entregar meu coração através dos meus olhos.
Me dedicar a você
Com afinco, com ardor
Te entregar a minha vida.
Te amar além do amor...
Assim uma página lentamente é virada, passada para o outro lado, acrescenta-se a outras já findas, por hora é apenas uma leve camada; as que falta ler são, em comparação, um monte inesgotável. Mas é sempre uma outra página gasta, (...) uma porção de vida que se foi.
Na noite cai a chuva
Cai lentamente sobre o cinza urbano
No lúgubre cintilar dos faróis acesos
Contorno sombrio e profano
Perdidos na manada de metal
Na incerteza da vida
Na escuridão da noite
Contando cada real
Viajando pelo irreal, o irracional
O consentimento da escravidão
Cravado em cada centímetro moral
A vida acaba, voa passarinho
Voa livre, livre da selva de metal
Voa livre, de volta ao teu ninho
"Em meio as névoas flutuantes do pensamento,
Várias coisas vem e vão,
Caminhando lentamente
Procurando inspiração,
E assim cruzam em vão,
As centelhas contidas
Em seu coração!!"
Me aproximei lentamente,
Louco de desejo,
Mas coberto de amor...
Retirei-lhe a toalha
Peguei seu pijama
a vesti e deixei confortável
para que enfim pudesse dormir.
Sumidouro
No espaço quebrado do tempo
que se apaga lentamente
Sem sombras de dúvida
ao que devorar
ferozmente
Desmente
mitificando sem voz
todo traço de certezas
absoluta fraqueza
equívoc(ação)
Suga às tripas o mundo
universo
suas luzes ligeiras
passageiras
no trono do tempo, imperando
solidificando abstratos pedaços
traçados tortos caminhos à serpentear
no escuro vazio da inexistência insistente
que resta
que sobra
linha reta
que dobra
o sopro voraz
A verdade não se revela nas palavras, a verdade se esconde pelos cantos e se mostra muito lentamente, como o assassino de um suspense bem-feito.
Estou me quebrando lentamente até que eu veja a escuridão surgindo em meus olhos.
uma escuridão que consome;
Apenas sinto dor,
Daquilo que se esperava amor.
MEU AMOR
As tuas caricias são amor
Caricias que se envolvem
No meu corpo como eu gosto
Lentamente em paixão
Desatando todos os nós que já demos
Na profundidade sentida
E nos perdemos no nosso amor
Dentro desta louca paixão
E quando os raios de sol que entram pela janela
Ilumina o quarto cobrindo os nossos corpos
Ficamos despojados da nossa timidez
É quando a minha alma abraça ferozmente a tua
No corpo que habita o desejo que sentimos
