Monstros
Quem poderá domar os ventos?
Quem poderá calar a voz do sino triste?
Nem deuses...
Nem monstros...
Nem tiranos...
Que em cada hora se perde...
A esperança que amarga...
Do que foi dito pelo não dito...
Na voz dos aflitos...
O consolo dos desconsolados...
O cristal foi quebrado...
O tempo perdido...
A lágrima que rola...
Escondendo os gritos...
Outrora prometido...
O que hoje não tem mais sentido...
E no labirinto que se encontra...
Ainda sonha...
Desejando não estar perdido...
Mas os ratos devoram...
Até as hóstias sagradas...
Invadem casas...
Trazem dores e martírios...
A saída é a luta...
Mas com quem lutar?
A luz está difusa...
O fim será se entregar?
Será do látego o carinho que irá receber?
A fome...
A miséria...
A morte...
Mais sofrer...
O destino escolhido...
Pela indecisão...
Sandro Paschoal Nogueira
Os super-heróis e os monstros não passam de projeções automáticas e disfarçadas de você mesmo. No final, a escolha delicada entre um projeto ou projétil de vida será sempre sua.
Às vezes quem combate os monstros tem que usar as mesmas armas , pode-se dizer que precisaram virar um, mas se tiver critério ético, às escolhas morais deverão ponderar até onde a linha tênue os separa .
-Mas o que separa um do outro?
-A linha tênue da ética e das escolhas morais.
Fico pensando,
quando tudo virar Trevas
e os Monstros tiverem torturado
todos os Heróis por uma Eternidade,
o que vão fazer
quando o Tédio dos Shinigamis
chegar?
Nós criamos os nossos próprios monstros e os alimentamos diariamente, quando nos danos conta, eles parecem gigantescos e insuperáveis. Um dia, deixamos de alimentá-los e, com o tempo, descobrimos que eles não passavam de sombras, projetadas dos nossos próprios medos.
Quando era criança tinha medo dos monstros de baixo da cama, hoje em dia meu medo é do monstro que fica sobre o meu travesseiro.
Existe uma multidão berrante dentro de mim, o que procuro é apenas o silêncio, mas esses monstros gritam demasiadamente alto que não dá para ter o mínimo de paz...
In, cataclismo
os monstros de verdade nunca estiveram embaixo da cama, consequentemente eles estão disfarçados de pessoas.
Vamos tentar entender os monstros
Vou te encontrar no mundo dos sonhos
Vamos brincar, mas só mais um pouco
A mente humana é extraordinária, capaz de criar monstros terríveis que vivem a nos atormentar. Os animais apenas vivem, sem se preocupar com o medo, a culpa, ou o terror.
Em certa ótica e medida somos todos monstros inescrupulosos, em outras anjos benevolentes. Fato é que não somos nem um nem outro, mas provavelmente ambos.
Pessoas criam pessoas.
Monstros criam monstros.
Pessoas destroem pessoas.
Monstros destroem monstros.
Não vejo diferença entre monstros e pessoas, eles são os mesmos.
Quase todos os monstros são iguais. Eles gostam de assustar as pessoas, mas quando encarados, eles encolhem o rabo e fogem.
Edward me perguntou por que sou tão solidária com os monstros. A resposta é simples. Porque sou um deles.
