Mochila
Muitas vezes na vida, carregamos uma mochila pesada cheia de ciúmes, egoísmo, desamor, vaidades, orgulho e avareza, a troco de um simples prazer ou mera ilusão, os quais aumentam ainda mais a nossa insatisfação! Pensem nisso!!! Abraços fraternais.
Quando a tarde começa a preparar a mochila para ir de encontro à noite é que noto passarinhos mais atentos. Sincronizam forte canto, alguns voam em círculos como a despedirem-se da luz e ficam por aqui, prontinhos para a hora de se recolherem. Essa hora sagrada e bela, passa-nos um certo alívio. Poderemos descansar logo mais, olhar novamente as estrelas-sempre as mesmas- uma é minha desde que nasci, procuro-a na imensidão há anos, mas ainda não é tempo de descobrir. Posso estar sonhando ou acordada, sei que o universo é meu manto e sob ele descanso o corpo e alma. Gosto do silêncio crepuscular, induz a refletir a que viemos e para onde iremos. Acho importante pensar nisso, somos um grão de poeira no vai da valsa do tempo, somos todos iguais sob a égide dos ponteiros. Mais uma tarde vai deixando no ar o perfume de jasmins para agradar a noite, aspiro o perfume, aceno para uma estrela, ela sorri - percebi isso - quando uma pequena luz escorreu do céu em minha direção e a paz tomou conta de meu coração. Seria a minha?
Deus me possibilitou escrever, abri o zíper da mochila e vou reciclar minha bagagem, é muita lembrança pra pouco tempo vivido de verdade. Tudo passa, menos o agora. Sou o Deus da minha própria história.
Tantos ciclos… levo na mochila memórias, momentos. Colecionadora de sorrisos. Tantas idas e vindas para me encontrar, em tantos lugares eu fui, sou, em outros lugares não mais. Quem me ver partindo não imagina que eu já cheguei sabendo que não iria ficar. A saudade já me acompanha na entrada. Assim é a vida, o presente, o respirar.
Departamento Poético.
Nos ombros,
Uma mochila.
Por dentro,
Uma alma poética.
No coração,
Uma administração conjunta com minh'alma.
No cérebro,
A inspiração explode a todo segundo,
E ele é um território inabitável.
Os olhos,
São os setores da minha ilusão.
As repartições administrativas causam-me uma subdivisão.
Cada fotografia a mim apresentada,
É um poema que coloco em ação.
No meu ramo investigativo,
Vou vasculhando a literatura de cabeça para baixo.
Uma seção eu reservo para subtrair as fragrâncias das flores.
Em uma sala específica,
Faço dela um laboratório de análise.
Entre outras,
São as que vivi , sorri e sofri.
Algumas são motivos de distrações.
A minoria vem das imagens que meus olhos filmaram nesse belo e imenso universo.
Cada setor tem suas diretrizes,
O meu serviço é esse !
É escrever dentro do distrito da minha imaginação.
Pois esse é,
O meu departamento poético......
Autor :Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Tudo aquilo que não me acrescenta,
energias que não são boas,
deixo para 2022.
Em minha mochila para 2023,
apenas coisas essenciais e leves.
Meu coração é resistente,
mas também é fraco e não suporta pesos.
Intolerâncias e radicalismos não me seduzem,
assim como abro o coração,
quero manter a mente aberta para ouvir e aprender.
Não me sinto capaz de julgar,
também não darei esse poder aos outros.
Cada um com sua consciência,
e com as colheitas que a ela será permitida.
Mochila velha vazia
Boca seca e uma obra toda pra acabar.
Escapulário enosado
Da mãe que mandou o filho rezar
Espírito de menino na terceira série
Lento nas contas, inerte na tábula
Olhar distante do quadro, virado pra janela
Sem a vontade de ninguém
Pé que afunda na beira da praia
Correndo pra longe do povo, que ocupa toda a areia
Deixaram todo o mar
Pra quem não sabe nadar
Santo chamado na desgraça e esquecido na prece
Deixado de fora do altar
De um nome gritado e lançado
A padroeiro do vazio
Rosto cansado do eterno aguardo
Nunca soube o que era, mas sempre esteve pronto
Pronto.
Pra alguém que pediu a permissão e nunca quis entrar.
DOMINGO DE PROVA
Eu saí de casa tão cedo e apressado, vendo e revendo cada bolso da mochila e da calça jeans se eu não estava esquecendo de nada. Pobre de mim se houvesse esquecido algo importante para entrar no local de prova. As canetas pretas eram quatro, que formavam um batalhão de lanças transparentes, como diziam meus avós, estude porque a caneta é mais leve que a pá. Eu como sempre escrevia forte no papel, as canetas pareciam falar comigo o tempo todo em que eu abria a minha mochila para ver elas.
Cheguei muito cedo no local de prova que resolvi ir me sentar na cadeira dentro de um barzinho, lanchar um pastel de carne moída com o meu suco de acerola, o preferido no estabelecimento, propriedade de um casal de idosos que havia na frente da universidade. Coloquei duas barras de chocolate na mochila para prova. Resolvi então estudar com os livros na mesa onde a sombra de um jambeiro me cobria por cima. Havia ali um rádio, onde a música de fundo do local era os bons tempos da Jovem Guarda na rádio Guarani FM, melhor coisa que já pude ouvir num domingo de manhã cedo e após ter descido de um ônibus tumultuado. Aquilo parecia tão calmo e tranquilo, mergulhar no fundo dos anos 1960, que meu nervosismo e ansiedade foi embora me dando calma para estudar. Me embalei tão freneticamente naquele ritmo, que a vontade era sair dançado pelas ruas, no meio da fumaça sorrateira e voraz que encobria as ruas de Santarém.
Dentro daquele rádio, vinha uma bruma, talvez um nevoeiro repleto do que eu estava estudando para fazer a prova de linguagens, vinha funções emotivas causadas pelo eu-lírico de homens extremamente apaixonados e cheios de subjetividade, que se atirariam no rio, para ter o amor da sua amada e desejada mulher, funções fáticas repletas de arrependimento de mocinhas rebeldes pedindo para o juiz parar o casamento. O amor realmente para quem ama de verdade é uma síndrome conotativa repleta da hipérbole mais linda que se chama exagero.
Tem dias que tudo que gente precisava era de uma boa moto, uma mochila e milhares de km p/ percorrer, sem destino!
Abrace o presente e deixe que o passado seja apenas o passado. Solte essa mochila carregada de pedras que você insiste em manter nas costas!
Acredita no mérito, mas não percebe que largou na corrida sem tênis, sem pista e com uma mochila nas costas.
Vivo para remendar sonhos,
desabrochar sorrisos e
aprender assoviar...
Vivo em cada mochila arrumada, botando o pé na estrada, cantarolando sem parar.
Vivo na essência da poesia, na rima da alegria, no cantar da cotovia, rodopiando pelo ar.
Valnia Véras
Tenho um ticket só de ida na mochila.
Um sonho de ainda ser feliz e uma esperança no bolso que sobrou de troco da última desilusão.
É a hora de esconder do mundo a dor e deixa-lo no próximo ponto, sem permitir que torne a pegar carona.
Ir de encontro ao horizonte, tomar chuva, pisar na lama e dançar no meio da estrada.
Abrir minhas asas, voar, tocar o céu, ver o mundo lá do alto.
O meu destino já está aí e de mãos dadas descemos juntos, sem pensar em um desfecho, somente na próxima parada.
So nós 2
Coloquei tudo que podia dentro de uma mochila
e saio correndo, pois soube que você embarcaria para França..
Um desespero tomou conta do meu peito e eu tenho que me encontrar com você
Limpo tudo que tenho no banco..
Consigo com muito custo comprar uma passagem para Paris..
Que emoção!!!
Será que eu vou viajar junto contigo? Corro para o aeroporto Pois afinal de contas daqui a 7 horas o avião irá decolar...
Estou agindo por impulso não sei o que vai acontecer só sei que estou indo atrás de você....
Tento resolver algumas coisas afinal de contas tenho pouco tempo tenho receio de não te encontrar..
Será que vamos no mesmo voo??
Esse é o meu medo...
Mas não posso ficar longe de você..
Se for preciso recomeçarei minha vida em Paris apenas para ficar perto de você...
Chego no aeroporto ainda faltando 4 horas para o avião partir...
Meu coração bate aceleradamente a pulsação Eu sinto que tá muito forte a ansiedade toma conta de mim...
Te procuro no aeroporto e não te encontro
Tento me distrair deixei através do meu irmão para o coração para que ele venda tudo que eu tenho e me remeta em euros para que eu Recomeçe a minha vida ..
A medida que a hora vai avançando meu coração bate mais forte...
Hora do check-in..
A atendente da Companhia Aérea providencia Todos os trâmites Já que eu não tinha bagagem apenas minha mochila e um pouco de dinheiro...
Nesse momento procuro ela e nada não a vejo... resolvo entrar na sala de embarque
Nesse momento consigo localizá-la sentada vou ao seu encontro e digo que irei com ela
Ela me olha emocionada e responde..
Tem certeza?
Tenho meu amor...
Minha vida e ao seu lado
Ela se levanta e me abraça apertado me beija fervorosamente..
E nossa troca de carinhos em interrompida com o chamado para embarcar...
Seremos felizes tenho certeza....
CONTINUE A JORNADA
Tenho um ticket só de ida na mochila, é hora de embarcar em uma jornada rumo ao desconhecido. Um sonho de ainda ser feliz e uma esperança no bolso, que restou da última desilusão. É hora de deixar para trás a dor e seguir em frente, sem permitir que ela volte a pegar carona.
É hora de ir de encontro ao horizonte, enfrentar as tempestades, pisar na lama e dançar no meio da estrada. É hora de abrir as asas e voar, tocar o céu, ver o mundo lá do alto. O meu destino já está aí e de mãos dadas, descemos juntos, sem pensar em um desfecho, somente na próxima parada.
Essa jornada será cheia de desafios e incertezas, mas essa é a beleza dela. É hora de deixar de lado as preocupações com o futuro e viver o presente. É hora de se permitir seguir seus sonhos e desejos, sem medo do que o futuro pode trazer.
Este é um ticket só de ida, mas não é o fim da jornada, é o início de uma nova vida. Então, se você também tem um ticket só de ida na mochila, embarque nessa aventura e siga seu coração. O mundo está esperando por você.
O pai caminhava com o filho pequeno para a escola. O pai leva a mochila pesada. O filho insiste em levar a mochila. O pai, então, coloca a mochila nas costas do filho e coloca o filho nos seus ombros. O garoto segue contente, por estar "carregando" a sua mochila. Nós somos assim. Estamos cansados e sobrecarregados com pesados fardos da vida, mas não lembramos que o Pai Celeste está nos carregando na caminhada cristã rumo ao reino de Cristo.
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