Minha Vida é uma Colcha de Retalhos

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Comparamos a vida a uma grande colcha de retalhos. A cada ano acrescentamos um novo pedaço. Uns menos, outros mais coloridos, até a sua confecção final.

Como uma colcha de retalhos, assim é a vida. Todo dia vivido é um pedacinho de nós, cada fato novo, somado as experiências boas ou ruins, constroem nossa história. Cabe a nós selecionar qual retalho usar... colorido, alegre, velho, manchado, o que realmente importa? Escolhas determinarão o resultado, a beleza da colcha está nas mãos do artesão... A história está sendo construída dia após dia, pedacinho por pedacinho, para obter bons resultados será necessário priorizar qualidade, escolher com sabedoria, explorar criatividade, evidenciar cada detalhe, renovar as cores, permutar tonalidades, alterar formatos, modificar! Transformar um simples retalho numa obra de arte, eis o desafio! Capriche nas emendas, use a linha da fé, ela dará o destaque necessário para encher de alegria seu viver!

Dos bocados que a vida nos da,
vou fazendo uma linda colcha de retalhos...
Berenice Pasin

Colcha de Retalhos

Colcha de Retalhos assim chamamos,
A vida é um conjuntos de retalhos
Cada um conta sua historia
Quantos emendas costuramos ao meio do caminho
Quantas vezes temos que desfazer aquela costura
Quantos retalhos falta para finalizar aquela emenda
Que toca a alma difícil imaginar se não começamos
tudo de novo, cada um costurando ao meio do caminho
como uma colcha de retalhos, uns capricha outros emenda
Quantos tecidos precisamos terminar nossa colcha?
Quanta cor usará?
As cores escuras o preto é fidelidades um compromisso
As cores alegres sua alegria
As cores neutra seu silencio
O vermelho sua paixão!
O branco sua liberdade
Cada quadrado um ano...
Quantos quadrados precisamos usar?
Essa ilusão que preenche nosso ser!
Costuramos fio a afio linha a linha cada mudança de nosso ser
muda as cores são tantas obrigações ligadas no pedaço de pano
cada tecido costurados é uma missão de vivências numa colcha
de retalhos.

Inserida por AnaSaraManso

RETALHOS DA VIDA

A vida é uma colcha de retalhos.
Com muitas cores, tem também o preto,
às vezes se precisa usar da cor branca;
Sem tem várias lembranças
e muitos amores.

Muitos encontros,
e diversos encantos;
Algumas amizades que deixam saudades.

Coleciona-se, se costura quando
se deixa cair lágrimas de choro,
algumas de prantos sérios,
muitas por alegrias
e diversas por desencantos.

Se faz os nós e os pontos,
quando se tem segredos que causa espanto;
Se segue enigmas , se quer às claras
e se finge muitos mistérios, mas se deixa nos cantos.

Estende-se conveniente, se tira as fotos,
e se guarda alguns bons momentos;
Os meus tranco à sete chaves,
pois, são os meus cortes, recortes, meus tacos e nacos
Essa é a minha vida, como uma colcha de retalhos.

Inserida por regismeireles

A vida é uma grande colcha de retalhos que a cada momento vai lhe sendo acrescentado um algo mais específico para que se tome forma e cor... as amizades, os amores, as paixões, as decepções, alegrias, lágrimas, sucessos e insucessos, nos dá forma e sentido para que continuemos a costurar e a buscar, sempre mais, novos retalhos diferentes...a vida é assim, uma grande teia de emoções... um grande emaranhado de sentimentos, que ora nos promove doces sabores e ora ora nos faz sentir o fel do amargor dos dissabores... ora os retalhos se esgarçam, ora ficam fubentos, e até se arrebentam...ora precisamos retocar o remendo e ora precisamos refazê-los, mas nunca desfazê-los...nunca descosturá-los da colcha, porque a vida não se desfaz... não se apaga o que foi feito nem se aniquila o que lhe foi acrescentado, simplesmente porque tudo tem seu grau de serventia para o amadurecimento pessoal...e como tal a colcha, que precisa ser exposta ao sol para não mofar, a vida precisa ser sempre passada a limpo...revista, analisada, retomada....os sonhos realimentados, os desejos refeitos e os erros enxergados, para que não se estagne e não perca a essência do viver, do amar, do sorrir e do ser!

Inserida por TatyMeira

A vida é uma colcha de retalhos.
Com muitas cores
Se tem várias lembranças
e muitos amores.

Inserida por regismeireles

"A vida é como uma colcha de retalhos, cheia de pedaços maiores e outros menores, felizes e tristes, mas todos importantes e essenciais."

Inserida por marcellabbs

⁠A vida é como uma colcha de retalhos é feita de fragmentos, ou seja, de momentos.

Inserida por carla_amorim

⁠ a vida é como uma colcha de retalhos pedaços de nós que costuramos
ponto a ponto
longo da vida
e depois que terminamos
está pronta
a colcha de retalhos com pedaços de nossas vidas
porém envelhecida pelo tempo desbotada
como quem a costurava envelheci costurando meus pedaços
e nem percebi que otempo passava

Inserida por marcio_henrique_melo

⁠Uma fantástica colcha de retalhos é o que é a vida. Colorida de emoções verdadeiras, com nuances de cinza de sentimentos conturbados, tonalidades exuberantes de esperança e êxtase, tons desbotados de trilhas percorridas ... Permita que sua trajetória seja colorida, homogênea, rica, surpreendente. Poder tecer tão maravilhoso mosaico é o mais esplêndido presente da existência.

Inserida por magicamistura

⁠A vida é como uma colcha de retalhos. Daí, cada qual enxerga no dia o pedaço que lhe interessa. Difícil ver o todo, todos os dias.

Inserida por regismeireles

⁠A vida é uma colcha de retalhos ... cheia de remendos ...quanto maior os quadradinhos..mais bonita ela fica ... também somos assim ...nossos remendos são os tombos que levamos ao longo da vida e levantamos e seguimos ... cada tombo um aprendizado ... quanto mais retalhos pelo caminho..mas a alma é colorida!

Inserida por bebelia2000

⁠__A vida é como uma colcha de retalhos.
__Cada dia uma estampa que se costura e a variedade de cores se fundem, nas surpresas do cotidiano

Inserida por LeoniceSantos

A vida é como uma colcha de retalhos, cada pedacinho de tecido que vamos moldando são os nossos erros e acertos que vamos cerzindo em ziguezague.

Inserida por Lulena

O Pequeno Pai
Por Mônica Barreto Alves


Jonathan, meu primeiro, o fruto da minha imaturidade,
Crescemos juntos na luta, na dor e na saudade.
Nossa relação foi divina, o início de tudo,
O menino dos meus olhos, o meu porto seguro.


Mas o JOKAANA precisava de um pilar, de um cais,
E tu, tão pequeno, assumiste o papel de pai.
Enquanto eu trabalhava, o asfalto sob o pé,
Cuidavas e alimentavas os teus irmãos, com toda a tua fé.


Essa carga pesou, o cansaço te roubou a infância,
A adolescência chegou com a dor da distância.
O ódio veio à tona, os traumas foram jogados,
Decidiste partir, deixar os teus laços quebrados.


Foste morar com o pai, buscar o que parecia lindo,
Mas a realidade doía, o sonho ia sumindo.
Um ano depois, o destino nos uniu na rodoviária,
Eu e a Ana, chorando, numa prece extraordinária.


Recebemos-te de braços abertos, o perdão selado ali,
Pois o amor de mãe nunca morre, eu sempre soube de ti.
Hoje és o meu mais velho, o orgulho que me invade,
Mesmo com as marcas de uma vida com tanta dificuldade.


Sigo orando por ti, por cada sonho realizado,
Terreno e carro aos 25, o teu sucesso é sagrado.
Conseguiste o que eu ainda não alcancei, meu filho amado,
E a minha felicidade é ver o teu futuro abençoado.


O JOKAANA está de pé, e tu és a sua primeira pedra,
O pequeno pai que cresceu, e que o amor agora regra.
Amo-te além das falhas, além do tempo e da dor,
Pois tu és o início de tudo, o meu primeiro amor.

Retalhos:

Com agulha afiada e linhas tortas, costuro os retalhos coloridos da vida. Saldos de sentimentos, alegrias, melhores momentos. Mas, as tristezas eu também emendo , junto tudo numa colcha de remendos. Assim, como a vida, os retalhos não podem faltar. Com um pouco de tudo que vivo, aprendi a costurar. Alguns tem cores vivas, outros já nem tem mais cor, mas, tudo faz parte da jornada, da vida viviva com amor, Da nossa escolha de vida, ou ainda, inevitável sorte. E assim, produzimos nossas colchas de retalhos ejuntando os remendos construímos a própria sorte, até o fim morte.

Inserida por AdeliaArgolo

⁠Em meio às dificuldades vida, uma força inabalável me fez superar cada dificuldade. Transformei meus remendos em uma obra-prima de resiliência. Tornei-me inteira, repleta de cicatrizes que contam histórias de superação.

Enquanto a dor me envolvia, decidi bordar sorrisos na minha alma rasgada. Costurei as feridas abertas, com cuidado e determinação. Cada ponto dado representava um ato de coragem, um passo em direção à cura.

Hoje, vejo-me vestida de felicidade e gratidão quando olho para o espelho. Essas emoções me envolvem, aquecendo meu coração e iluminando meu caminho. Cada sorriso genuíno em meu rosto é a prova de que é possível vencer qualquer desafio.

Os remendos revelam minha força interior. Eles representam as batalhas travadas e os obstáculos superados. E, assim, encontrei minha própria identidade, feita de retalhos, mas plena de significado.

Agradeço por todas as experiências, boas ou ruins. Cada uma delas foi essencial para minha evolução. Cada ferida cicatrizada trouxe lições valiosas. Sou grata pelas pessoas que estiveram ao meu lado, apoiando-me nessa jornada.

Sou inteira, formada por remendos costurados com amor-próprio e determinação. Meu sorriso é um troféu, uma medalha conquistada com as cicatrizes que adornam meu ser.

Sigo meu caminho em busca de desafios e novas costuras. Entre meus remendos, torno-me cada vez mais forte e resiliente. Mesmo com as incertezas do futuro, sei que estarei sempre vestida de felicidade e gratidão, pois essas são as cores que enfeitam minha alma...

- Edna Andrade

Ovelha de Guarda
Por Mônica Barreto Alves
Fui a filha teimosa, a do contra, a rebelde, a ovelha negra que o rebanho não entende. Desobediente aos olhos de quem queria silêncio, fui o erro, o ruído, o eterno desavenço.
Meus passos eram tortos para a régua da família, enquanto os "escolhidos" brilhavam na trilha. Eles eram os troféus, o orgulho, a perfeição, eu era a sombra, o aperto no coração.
Mas o tempo, esse mestre que não sabe mentir, viu o brilho dos "queridos" um a um sumir. E quando o esquecimento se instalou no teu olhar, nenhum dos adorados veio te segurar.
O Alzheimer chegou, apagando o que restou, e o silêncio da casa os "perfeitos" afastou. Onde estão os troféus? Onde está a devoção? Não estão no teu leito, nem te dão a mão.
E aqui estou eu, a ovelha marcada, aquela que, para você, nunca valia de nada. Sou eu que te limito, que te guio, que te dou o pão, sou eu o teu porto, a tua única direção.
Sou eu quem segura o que a memória perdeu, quem cuida do pai que de mim se esqueceu. Porque o amor de quem foi julgado é o mais verdadeiro: não cuido por mérito, cuido por ser inteira.
A ovelha negra, no fim da jornada, é a única luz na tua estrada nublada.

O Avesso da Presença
Por Mônica Barreto Alves
Éramos cinco, e os olhos dela não brilhavam por mim.
Eu não era a escolhida, a doçura, o jardim.
Entre nós, as palavras eram pedras, o tom era de guerra,
brigas constantes, poeira que nunca se enterra.
Os preferidos viviam no altar da distância,
recebiam o elogio, a saudade, a importância.
Mas na casa deles, o rastro dela não ficava,
era o silêncio da ausência que lá habitava.
Já na minha porta, o passo dela era certo,
vinha com a crítica, com o dedo por perto.
Vinha ver se a casa estava limpa, se eu falhei em algo,
vinha para me acusar, do alto do seu palco.
Mas ela ia.
Mesmo para brigar, ela batia no meu portão.
Enquanto os "queridos" eram visitas de feriado,
eu era o seu destino, o seu porto irritado.
E o destino guardou o retalho mais pesado:
fui eu quem ouviu o seu grito desesperado.
Enquanto os outros estavam longe, no conforto do papel,
fui eu quem viu a dor rasgar o seu véu.
Fui eu quem chamou ajuda, quem correu pro hospital,
fui o braço que a segurou no portal final.
Ali ela entrou, e de lá nunca mais saiu,
mas foi nos meus olhos que o mundo dela ruiu.
Tive o que os outros, no luxo do orgulho, perderam:
a presença constante, os dias que se sucederam.
Fui o alvo das frases, mas também o seu retiro,
fui a última mão, o seu último suspiro.