Meu Eterno Amor minha Filha
Minerês
Ô minas, arguém já te poetô
Eu sempre tenho poetado
E ainda poetando eu tô
Cadquê, meu estadão amado
Ocê é trem bão dimais
E óio aqui os sêus mistério
Tão difícil, decifrá jamais
Tal arrilia é tão sério
Que o poeta proseia, proseia
E ainda fica o quê proseá...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
27 de abril, 2016 – cerrado goiano
Parodiando Patativa do Assaré
Me deixa...
Hoje só quero ficar sozinha no meu canto..
Só quero deitar e Chorar bem baixinho...
Pensar na vida..enxugar meu planto..
Hoje eu só quero estar comigo mesma...
Pareço não pertencer mais ao "todo", meu coração vibra em coisas que vão muito além do que se pode imaginar, meu desejo é a todo momento sentir aquela paz felicidade e certeza do aqui e agora. Mudanças são assustadoras e ao mesmo tempo se almejadas acalmam. Uma nova etapa de vida? Nova maneira de viver? Uma transição? Tantas perguntas sem respostas, tantas histórias inacabadas, apenas vivo aquilo que faz sentido para mim no momento, pedindo que Deus guie meus passos!
Vento que venta
e leva meu juízo.
Vento que arrepia,
e esfria meu coração.
Vento que sopra
e consegue carregar meus sonhos.
Vento bravo
porque não perdoa.
Vento gelado
porque me persegue?
Vento á toa,
que vaga por onde perambulo.
Vento perene,
me leva daqui.
Sempre escrevi. Esse é meu exercício de compreensão do mundo em que vivo. Penso melhor o mundo e os conflitos quando os coloco no papel.
Ele era o meu príncipe,
Que de encantado não tinha nada,
Seu cavalo era negro como a madrugada,
Seu manto era falso,
Seu cetro a própria iniquidade,
Pior que sapo,
Sapo é bicho,
Não tem consciência,
E ele, sabe o estrago que fez...
Tudo que eu o confiava,
Com suas mãos quebrava,
Assim como meu coração,
Minha inocência,
A nossa aliança que você enganosamente me deu, era só minha,
Casei sozinha,
Você sabia,
Teu dedo da aliança ficou preto,
Da cor da tua alma vazia de engano vasto,
Quem ama, não abandona,
Você foi de longe minha maior vergonha,
Príncipe desencantado,
Me derrubou do cavalo.
Nem a alma que reveste o meu interior não me pertence.
Nem o espírito que habita o meu corpo não é meu.
Tudo o que meus olhos enxergam pertencem ao horizonte.
Tudo o que ouço o silêncio tomou posse.
Mas, tudo o que tenho pensado pertence à minha voz.
Coração enrijecido
Sorriso morto e sem alegria
Meu peito se mantém frio
Meu cotidiano sem vida
Meu peito se intoxicou
De tão tóxico que foi minha sina
Cada amor que aqui me vinha
Me tornara um suicida
Não sou vacinado contra isso
Por favor, não delira
Pois, pro amor cara menina
Pro amor não tem vacina
Brasil querido
Brasil, meu Brasil brasileiro eu canto
Meu hino na inocência de um sonho,
Minha ingênua alegria e esperança,
Trago neste meu jeito de uma criança!
O nosso povo já foi guerreiro e heróico,
Hoje meu lamento num brado retumba
Evoca no peito um sentido adormecido,
Enquanto perco - me nesta penumbra!
Mas, de certo ainda meu amor eterno
À Pátria amanda é imenso e tão vívido,
Posto a cantar no meu coração fraterno!
Flâmulo minha bandeira em sentido,
Mesmo que pareça apenas engano,
Meu país eu amo e o tenho querido!
O Traiçoeiro
Na rua, o meu olhar cruzou com o teu misterioso olhar,
Ar de quem é muito esperto a caçar!
Corri a te abraçar,
Algo estranho de fumo no ar de formou!
Borboletas a voar,
Sentir o teu calor humano a me abraçar!
Grande alegria no espelho do meu olhar,
Entre uma louca aventura com o perigo a me espreitar!
Paris cidade romântica dos encantos a explorar,
Onde um lobo malicioso com pele de cordeiro me tentava enganar!
Abraço que jamais vou esquecer,
Mas, jamais na vida o mesmo erro voltará a cometer!
Uma vez na vida chegou para aprender,
Que bons corações nem toda a gente conseguem obter!
Em três horas da minha vida chegou para uma pessoa conhecer,
Bastou olhar e ver o que os sinais corporais pretendiam fazer!
"Amar" estranho com espinhos o coração a cortar,
com palavras afiadas a ofender!
Com garras sempre a julgar,
e na boca dizer que me ama com puro fel ulcerar!
O externo é onde eu passo. Meu interno é onde existo, onde moro, onde eu sou. É no interior onde alcanço a plenitude da felicidade.
