Meu Corpo
Meu corpo e como o mar revolto.
Não tenha pressa de navega-lo ou conquista-lo.
As delicias da sedução se escondem
Nos melhores segredos,
Aguçando assim os instintos do prazer
Não preciso dizer que te amo!
Meus olhos tadinhos confessam
Meu corpo treme minha base balança
Minhas atitudes piegas não cessam
Por causa de ti, voltei a ser uma criança. Elias Torres
Você é feito ventania, aquela tempestade do fim de dia, a sua presença faz meu corpo todo estremecer, você agita o mar que existe dentro de mim. Ensina-me caminhar em meio este seu vendaval, me faça chegar até você para lhe dar a calma do meu amor. Eu sei que nesta sua bagunça, cabe um pouquinho de mim... ou talvez muito.
Em longas noites de amor
Mergulho no teu amor.
Absorvo tua pele molhada
Em meu corpo cansado
Exausto de amar você
A água cai do chuveiro até atingir as minhas costas e percorrer as curvas do meu corpo. Olho até o líquido no chão que segue para o ralo. Ao entrar em contato com a minha pele, a água assume tons distintos. As cores diversificam-se conforme meu estado. O líquido é tingido pelas minhas emoções, ele sofre metamorfose ao tocar e correr pela minha pele que exala uma porção demasiada de sentimentos. A raiva faz a água contrair um tom vermelho sangue, a luz do banheiro adquire autonomia acendendo e apagando em intervalos incalculáveis. A felicidade gera um líquido verde, um aroma viciante, tranquilizante e sedutor ocupa o pequeno cômodo. O ódio gera uma lama escura, os músculos se contraem, as sobrancelhas tornam-se uma só linha, a locomoção é impossível, a escuridão domina o pequeno cubículo, os olho se tornam incapazes de ver. A água funde-se em tons marrons e cinzas ao deparar-se com a tristeza, o corpo se contrai, a respiração fica ofegante. As lágrimas são incontroláveis pelo consciente, jorram dos olhos como cachoeiras em meio a uma tempestade.
O amor transforma o transparente da água em azul reluzente, feito água do mar quando atingida pelo sol de fim de tarde, a água purifica o azulejo tirando a sua cor, focos de luz cintilante saem das paredes,do teto e do piso, o corpo assume uma postura leve, como se não existissem partes palpáveis. A respiração invade o interno, atinge todos os pontos e extremidades do corpo. Minha alma salta, gira freneticamente sem medo de obter lesões ao atravessar, com braços e pernas, as paredes. Um sorriso abrilhanta a minha face, a benevolência domina todos os cômodos da casa. Sou sentimento em carne e osso, meu corpo é um depósito formado para comportar minhas emoções colossais.
Minha vida precisa de mim. Meus planos precisam de mim. Minha coragem precisa de mim. Meu corpo precisa de mim. Minha força precisa de mim. Meu sorriso precisa de mim.
Tudo isso precisa de mim, e eu preciso disso tudo também.
Conselho? Priorize-se.
Senhor, cura meu corpo
Liberta a minha alma
Abençoa a minha vida
Onde eu for que eu possa ser a face de teu infinito amor
Que estejas sempre comigo
Como guardião de minha vida e minha felicidade.
Mas que acima de tudo Senhor
Que seja feita a tua vontade.
Amém.
POEIRAS DE MIM
"Oh, poeiras de mim
Se desvais do meu corpo
E me deixas assim.
Oh, brilho de mim
Se apagas de meu corpo
Me desmorono daqui.
Oh, grãos solitários, Caim
Sozinho vagas a pé
Meros fragmentos de mim.
Vais, resto, perdi!
Partes numa penugem só
Sobram ruínas apenas, resumidas a pó.
Fico, agora poeira sou
Pertenço ás paredes e ao chão
Me desfaço num só voo.
Vou-me, enfim, oh
De lembranças serei eterno
Mas de saudades morro só.
Os cortes que eu levo em meu corpo, o tempo não curou.
Nas sombras ainda vejo o seu rosto.
Ele me persegue sorrindo, com ar de deboche.
O desespero me fecha os olhos, tranca a minha boca, bloqueia minha alma.
Corro por um caminho cercado de espinhos, me corto, me arranho, e choro, mas choro em silêncio, mesmo sangrando com dor na alma, eu choro em silêncio.
As pessoas me veem como uma pedra, você me vê como um gelo.
Acham que eu não sofro, que eu não tenho não medo, que eu não ligo para o mundo.
O mundo me fez assim, vocês me fizeram assim.
Vivo uma batalha, ela sempre esteve ao meu redor, ela sempre esteve dentro de mim.
A guerra mal começou.
Corpo
Minha mente vaga no vazio
Quase me perco, por um fio...
Meu corpo sente frio,
enquanto me nego a acender o pavio.
Minha cabeça está confusa,
e você me usa e abusa
Minha alma está perdida,
ou talvez, partida.
Ando tão cansado
Mas de quê?
Me sinto um derrotado
Talvez eu não deva me apegar a você.
Invoca em mim um desejo indomável
Toca meu corpo e em suas mãos se vão toda dor
Viro-me pra você...
Retribuo ...
‘Para!’ Diz você.
‘O que sentes, meu amor?’ Eu indago.
Passo pra ti todo medo e pavor.
CONFIDÊNCIAS!
Meu sol quando me toca, acaricia e deixa um rastro de queimor, meu corpo treme com a proximidade deste calor, alterando minha temperatura, me fazendo derramar , fico entregue como uma flor a orvalhar, ele bebe as quentes consequências, que essas delicadas carícias fazem despertar, vaporizando com propriedade tudo que conseguiu provocar, como toque na intimidade, rasga minha privacidade, me faz cativa, fico à delirar entregue no abandono, que meu corpo rendido, prazerosamente se deixou derramar. O futuro é vago, como barco a deriva, esperando as ondas do mar, em parceria com os ventos empurrando para lá e para cá... Neste movimento é certo, possibilidades infinitamente ilimitadas do sonhar, podemos achar que pisaremos amanhã em terras firmes e que tudo vai mudar, mas o mar da vida pode tudo inundar, derrubar a segurança conquistada no lar, nós fazer retornar, viver a solidão do alto mar, infelizmente não nos é possível prever, mas... Podemos desfrutar, extraindo as melhores grandezas, concessões da mãe natureza, o exemplo de amar. Então, é um somente desejar, que a vida nós reserve um sol para nos iluminar e um mar calmo, sem muita turbulência para navegar. Eli Odara Theodoro
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