Mensagem para Pessoa que Ja Morreu
Pensamento do dia 11/07/2017
Só devemos encorajar alguém a tomar alguma atitude se já tivermos a experiência de ter passado por ela.
O que foi... Já foi... O que virá, ainda nem apareceu no horizonte, mas este momento é de puro deleite e é seu para mergulhar e se deliciar.
Trago um alvitre de poder escolher
Mas a um comodismo em relação ao futuro que já não sei
Muito me impede progredir
Acorrenta na alma, seu aclive
Os consócios falam e intimidam, precisa mudar
Para a mesmice abandonar
Precisa se esforça para os sonhos conquistar
Precisa se empenhar para grandes feitos lograr
Quem são eles para entender o enredamento
Ser o único com um sorriso espúrio
Saber que estar cercado pela multidão
Mas no fundo não ter ninguém
Conviver e rir com os conhecidos por aceitação
Saber que a chuva molha nossa cabeça
Sem literalmente se importar
Isso tudo torna uma nova existência
E esperar perde como a melhor forma de vencer.
Já não sou eu que resolvo,
assim como, não é mais meu
corpo que sente.
Quem decidia por mim,
agora ainda mais decide: Deus!
Já ouviram a frase que “quem vive de passado é museu”? Até hoje vejo empresários fracassando por estarem esperando a crise financeira mundial passar e isso aconteceu em 2008.
Pare de gastar o seu tempo tentando provar o que já sabe a pessoas que não importam. Isso só faz você parecer inseguro e com falta de auto-confiança.
Odeio quando alguém me chama para ouvir musicas, mais ela ta tao concentrada nas musicas dela que já tem presta atenção na minhas, então que graça tem?
As desilusões nos fazem encarar a realidade com mais força. A dor já não machuca mais, ela é mera consequência da sua escolha. A confiança já é mais requisito e sim mera opção.
Eu já não bebo tanto quanto antes mas, mesmo assim, o meu mote é Sine coffea nihil sum. Sem café, eu não sou nada.
Insônia...
Eu já não grito mais com ruídos
Já não faço mais questão de cuidar nem do meu umbigo.
Já estou perdido neste mundo de imensidão
Sou um corpo sem alma prestes a incineração
Não viajo mais em minhas memorias
Estou farto de tudo que dizem os que dão esmolas
Sou um ponto sem ter um final
Tenho em mim a razão de se fazer o temporal
Não olho mais a dimensão das feridas
Estou pouco me importando se não cicatrizam
Sou aquele medo que habita um olhar
Sou a flecha escolhida pronta a perfurar
Sou a noite de que quem em sonhos revira o luar
Sou a duvida do tempo ferindo o lembrar
Sou o peso do abismo impedido de voar
Eu sou a estrada de quem quer se encontrar.
Sou o que o tempo proporciona
Bem vindo ao meu momento de insônia!
Enide Santos 13.07.17
Criança, ainda,
Já, com tanta bagagem!
Para fazer a viagem,
fostes deixado na estrada.
Seus pensamentos pueris,
não lhe acompanham os pés,
obrigados a crescerem com os revés
da vida...!
E ganhar o chão,
e o pão,
e a lida,
seja como for...
Obrigado fostes, a pisar firme, embora, errante,
hesitante,
ao primeiro tropeção!
Criança crescida!
Que cessem teus medos, tuas lágrimas,
tua dor...
E nunca teus sonhos;
E nunca o amor!
Nunca diga: problema seu. O problema é da vida, já que somos todos vida, então o problema é nosso. Dor de dente não dá só em um lado do dente.
Pense nisso.
Já não crio expectativas, não procuro amores e nem tão pouco, afetos. Ultimamente prefiro ser surpreendido ao invés de decepcionado. Se algo bom tiver que acontecer, que aconteça ou pouco importa.
O amanhecer é a porta de entrada de cada dia,
já o entardecer é a de saída.
Entre, portanto sorrindo sempre, faça tudo com amor,
assim, quando fores sair terás a certeza de
dever cumprido e com acréscimo espiritual!
estou indo
pois o silêncio
também pode ser
nota plena
numa música
desafinada
que já não toca
mais nada
e não nos cabe
mais escutar .
hoje
não mais carência
não mais dormência
não mais ausência
não mais tua insana
indiferença.
hoje
não mais solidão
não mais ilusão
não mais tua canção.
Não importa quanto tempo já se passou, mesmo separados, ele nunca deixou de ser minha lembrança mais bonita e minha saudade constante.
TOCAIA (soneto)
Dói-me esta constante tal espera
do que já não mais tem donde vir
que o desejo insiste em querer ir
aguardando na ravina da quimera
Doí-me uma dor insana, há existir
a cada alvorecer duma primavera
da ausência, da saudade, sem era
e do que não se tem, e quer pedir
Dói! O tempo a passar, eu quisera
poder nele estar e ali então devir
chorar, alegrar... ah! se eu pudera!
Como eu não sei como conseguir
a tocaia no peito se torna megera
e a alma romântica se põe a fingir
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, 15 de julho
Cerrado goiano
