Melodia
O que mais precisamos...
É o que temos de graça...
Amanhecer dourado...
Bom dia para viver...
Orvalho subindo ...
Para o céu azul...
Pássaros em trinados...
Doce melodia a ouvir...
Aquela flor tão esperada...
Se abrir...
Se a tarde for nublada...
Vai faltar...
Noite prateada pelo luar...
Tranquilidade na vida...
Esperança a sorrir...
Viver mais simples que puder...
Só bem observar...
Toda essa teia...
Onde tudo está ligado...
Correr atrás do tempo é tolice...
Nunca vamos alcançar...
O que não existe...
Tempo é uma palavra ...
Que é muito usada...
Para definir um momento a sentir...
O seu não é o meu...
O meu não é o seu...
Contar anos...
Contar horas...
Para que afinal ?
Vai recuperar as que se foram?
Vai adiantar as que vão chegar?
Eternidade?
Deixa para lá...
Prefiro andar lentamente...
Sentar em um banquinho quando der vontade...
O café da rodoviária tão quentinho...
As andorinhas procurando seus ninhos...
Ah..
Como é bom viver...
Como é bom tudo sentir...
Escutar , no fim dessa tarde, conversas fiadas lá longe de pessoas a sorrir...
Noite que anuncia...
Sem lua...
Mas sei que está lá...
Ver minha novela...
Dormir...
Amanhã novo dia...
Se Deus permitir...
Sandro Paschoal Nogueira
— em Trav. Profa. Geralda Fonseca.
Seria mais fácil se eu não acreditasse no amor. Mas aí, eu teria que conviver com a sua ausência e, dentro dela, seu sorriso eu perderia de vista e o seu olhar, essa imagem de puro encanto, se afastaria de mim. E como se não bastasse, a melodia fascinante da sua voz, diante da sua ausência, calaria toda emoção que mora em meu coração. Os toques seriam rios sem água, remando apenas nas securas dos desertos. Sim, poderia até ser mais fácil se eu não acreditasse no amor. Porém, que gosto a vida teria? Que cor teria a vida? Sem você, não existiria o amor. E sem amor, eu morreria sem gosto, sem cor... por você.
Eu sem você aqui sou tipo esse refrão
Cantado só na voz sem som do violão
Estranho né, estranho né
E com você eu acho a melodia certa
O que tava faltando, cê completa
Melhor né
Bem melhor né
Eu sem você, estranho né
No devaneio de um poeta
nascem notas em acalanto,
versos traduzidos de sua alma,
palavras alegres, risos ou prantos
As vezes, lamentos e agonia
ressoam, como em triste madrigal,
timbrando fatos da vida em melodia
nublando o tempo emmomento outonal
Em outros, há somente alegria,
que desenha risos no branco papel,
a um poeta, não importa a hora, se noite ou dia,
tudo é inspiração, sob o manto do céu
No compasso da chuva, que afinado!
danço em passos leves contigo, louco sonho,
percebo tua presença, estás aqui a meu lado,
vivo sentindo aquilo que nunca digo,
sou pura imaginação e essência,
mas como a chuva e a melodia
tudo passa em poucos segundos,
de repente arrefeceu essa alegria,
pesa agora o fardo real da (in)existência
Quero presentear
Com flores Iemanjá
Pedir um paraíso
Pra gente se encostar
Uma viola a tocar
Melodias pra gente dançar
A bênção das estrelas
A nos iluminar
se bastar um olhar
que a outro se abrace
um sorriso
que largo, o beijo peça…
se for pressa, esse feitiço
de um certo jeito de beijar
uma certa urgência de amar
um cego vício, fragrância
desejo pele, possuir
então, paciência
eu vou ter que ir…
como um rio, que novo nasce
num jeito louco de amar
num jeito simples de ser.
e talvez porque sim
o paraíso no inferno
amar, seja assim
o amor para se viver
a dor para se chorar
e tudo o resto seja
aquilo que deus quiser.
no olhar onde fundo me perco
há um laço que abraço me lança.
indomável onda, de brasas me cerco
dessa alma, que inquieta me canta
É no verso, desse mar que avanço
que ardo, no mesmo passo que danço.
alardo chama, incêndio me faço
abraço, velejo, entre vagas balanço
é dia, é noite, nesse vira e mexe
nessa dança que o vira não cansa
nesse mexe, que sem aviso cresce
e é lá, onde mãos nem chão preciso
nesse tecido, que em mim se tece
que valso, paixão navego perdido.
há um horizonte de linhas verticais, manto
onde, no querer de quem quer tanto
mora uma pressa a que não resisto
uma pressa líquida de poder tocar-te
gasoso ser-te, ébrio vicio
num intenso verde, suave colar-te
à esperança, de num imenso abraço ter-te
sem medo, desta urgência
que me faz pressa
nesta ânsia impressa
na sede dos dias de ausência
espero beber-te, pele, desassossego
este sem medo todo e sem pressa
quem sabe num dia, que o tempo não meça
o poder olhar-te, assim para sempre
Se saudades muitas
De mim tiveres
Muitas, de insuportáveis mesmo
Que pelo tamanho, de tão grandes
De teu peito irrompam
Tantas
Que de brasas pareçam ser
As mãos que me toquem
Os lábios que me percorram
Os olhos que me fitem
Fogo desmesurado em mim
Se for tudo assim
Tudo tão grande
Fogo que se expande
Serei eu, enfim...
Amar é como uma música que por muito tempo foi a nossa preferida. O tempo passa e é provável que nos esqueçamos da letra, do seu nome, mas jamais nos esquecemos do refrão e da forma como ela nos tocou.
A crença ou fé não deixa de ser uma abstração da realidade. A falta delas, talvez seja um realismo absoluto, mas torna a vida sem sentido. É uma música sem melodia, sem poesia.
Se fosse tão fácil
Eu juro que eu mudaria minha cara
Todo dia pra ficar diferente
Inventaria uma nova melodia
Pra te ver sempre contente
Passando como nuvem
sem destino,
em devaneios vagando
pelo ar
Apenas em leveza,
a vida levando,
também deixando a vida
me levar
No coração,
sentimentos, palavras, melodia,
ecos que soam
gritos alegres ou nostalgia,
mas com certeza,
compondo o que percebe
em poesia
Sem direção, subidas e descidas nas lacunas da rotina,
se expressão uma pura emoção,
caminhos se deparam sobre tintas,
pensamentos abstraem a ideia do mistério,
jogadas na vida com formas e grafias,
surgidas de sua melodia.
Eu é que tenho a sorte
De ser o motivo do sorriso seu!
Com ele me sinto adocicado e,
Comemoro o azar de quem perdeu.
Quero ter a posse dele sem me exitar
Para preencher a falta do riso que ninguém me deu.
O sorriso traz a melodia da alma,
Obrigado por trazer o meu!
Sonho bom de amor!
Eu me peguei pensando em você
me arrumei, sai, decidi correr
pra longe de tudo, escondido pra ninguém ver
a intenção dos meus passos descrever
Se a saudade perguntar por mim
diga a ela que terminei não estou afim
me esquivei nesse dia a entardecer
meus olhos buscam o colírio que é te ver
Toda linda beleza natural,
cabelos soltos nada mal,
seu sorriso é gota de cristal
me delicio com amor surreal
Vou caminhando embriagado de amor
de olhos fechados meu coração me guiou
cai da cama acordei desse calor
mas decidido vou buscar o meu amor!
"Yuri Rodrigues"
VÁCUO
Vivem uns por letra
Outros porém, de som e tonalidades
Há sempre aqueles que padecem na melodia
Que ora, entortessen a realidade.
Desconhecem a rima perfeita que não se apaga, pois é visto que outroras alguém que amou
O que já sonhado acalentou,
Não mais em euvorado murmurou
Desvenda, prevalece, espera
A gosto sempre estár.
Por tempos....
Minam nesses sons bem agradados
Por hipocrisia da sã realidade
Por onde passos são plantados e mal plantados
Adveras menos alento
Afogam o gosto puro e refinado
Que aos jovens não foram contemplados.
Para fins não há de entender
O que em letra tento escrever
Apenas um vazio deste vácuo
Deixado pelo autor.
willas 21.11 15
COMPANHIA (o canto da Cotovia)
"Canta ao longe a Cotovia
Seu canto é minha companhia,
nesta tarde de solidão.
A solidão calada, fincada,
nos olhos saudosos do seu objeto
de indagação.
Canta, canta Cotovia, gracejando
pelo ar, aqui perto, vem pousar
E me responde a questão.
Por onde anda, o bem meu,
Por onde vai o seu rumar,
Dizem que segue, para outro amar.
Como é triste esse vagar na esperança
de encontrar, o amor que a Cotovia
faz lembrar neste, fim tarde quando chega,
a Lua Cheia, sobre o mar,
Onde se ouve um canto uníssono,
Cotovia e solidão.
Já, logo ali daquela árvore,
vem a bela melodia, de saudade
e aceitação".
