Meio

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O mundo lá fora tá girando no volume máximo. E é engraçado como a gente pode estar no meio de um turbilhão de pessoas e, mesmo assim, se sentir num deserto absoluto.

Não tô pronto pra dividir o mesmo aleatório com um fantasma no meio da semana.

Aquele silêncio esquisito, tipo quando param de tocar uma música no meio e o ouvido continua esperando a nota que não vem.

“O meio em que vivemos molda atitudes e caráter. Até mesmo aqueles de alma pura e intenções elevadas — como as crianças — podem se desviar quando expostos a más influências, pensamentos tóxicos ou ambientes desarmoniosos. A pureza e a bondade exigem vigilância constante.”

“Há uma grande influência do meio em que estamos inseridos. As crianças, que nascem puras, podem ser contaminadas e afetadas negativamente quando entram em contato com pessoas tóxicas, ambientes negativos, impuros ou moralmente corrompidos. É fundamental preservar a pureza interior das crianças diante das influências externas.”

“Mesmo em meio às instabilidades do mundo exterior, o verdadeiro estudante mantém a serenidade interior e a constância. É essa tranquilidade do coração que permite não se desviar do processo contínuo de crescimento, estudo e aperfeiçoamento interior, seguindo firme no desenvolvimento pessoal e espiritual, independentemente das circunstâncias externas.”

veneno.

Sei como ele desce pela garganta e como parece ficar preso no meio do peito antes de chegar no estômago. No começo é quase nada, só um gosto amargo na boca. Depois vem o calor. A barriga começa a apertar, como se tivesse alguma coisa se espalhando por dentro, queimando devagar.

Eu sei que ele está ali porque começo a pensar diferente.

Qualquer coisa ganha outro peso. Uma coisa pequena fica grande. Um silêncio parece esconder alguma coisa. Uma ausência começa a incomodar. Uma conversa que eu nem ouvi parece ter mil possibilidades dentro dela. E eu fico tentando descobrir o que aconteceu sem ter como saber.

Quanto mais eu penso, mais ele queima. Quanto mais tento entender, mais parece que preciso entender outra coisa antes. Eu volto para os mesmos pensamentos, lembro de coisas que já aconteceram, misturo com coisas que poderiam acontecer e, quando percebo, já estou sentindo no corpo alguma coisa que ainda nem aconteceu de verdade.

Minha boca fica seca. A respiração muda. O estômago fecha. Fica aquela sensação quente e ruim, como se eu tivesse engolido alguma coisa que meu corpo sabe que não deveria estar ali.

E eu não sei exatamente do que tenho medo.


Eu tenho medo do que não conheço, do que não consigo ver, do que acontece quando não estou perto. Tenho medo das coisas que não consigo controlar e das coisas que não consigo perguntar sem parecer que estou procurando um problema onde talvez não exista nenhum.

Mas o corpo não entende muito de talvez.

Ele sente primeiro.

Sinto, eu.

Sinto mesmo quando uma parte de mim sabe que pode não significar nada. Sinto mesmo quando não tenho uma resposta concreta. Sinto porque existem coisas que já vivi, coisas que ficaram em mim de algum jeito, e quando alguma coisa toca nesse lugar o gosto do veneno volta.

Eu não escolho sentir isso.

Queria conseguir simplesmente olhar para alguma coisa e deixar passar. Não ficar imaginando, não procurar significado, não sentir aquela pressão no estômago. Só que eu não consigo mandar a sensação embora só porque sei que ela pode estar errada.

Eu sei o quanto esse veneno pode me fazer mal, mas não sei se vou conseguir impedir que ele entre.

Porque não é só uma coisa que eu penso.

Eu sinto no corpo.

Sinto a garganta fechar um pouco, o peito pesar, a barriga queimar. Sinto vontade de me afastar, de ficar quieto, de não falar enquanto tento entender o que está acontecendo dentro de mim.


Guerra interna e é só dentro que acontece tudo.

Eu não quero viver assim. Não quero transformar tudo que não conheço em alguma coisa que preciso temer. Não quero que o medo faça com que eu enxergue perigo onde talvez exista apenas uma coisa que eu ainda não entendo.

Mas também não consigo fingir que não sinto.

Então acho aue é isso que eu ainda não sei fazer, sentir o gosto do veneno sem deixar que ele me convença de que tudo ao redor está contaminado.

Porque algumas vezes ele vai voltar.

E eu ainda não sei quanto tempo vou levar para aprender a sentir a queimação sem precisar descobrir de onde ela veio.

Tudo na vida tem um ciclo, princípio, meio e fim. A vida está em constante movimento, a mudança é a lei da vida.

Incertezas

Não há compreensão,
nunca houve meio termo.
As dúvidas crescem
como ervas daninhas
no solo árido da mente,
raízes que se entrelaçam
em pensamentos turvos,
sufocando a razão
até que tudo se torne sombra.

Lacunas permanecem abertas,
como feridas que rejeitam o tempo,
casos interrompidos,
histórias sem ponto final,
rastros apagados
por tempestades de incerteza.

Não há culpados,
não há suspeitos,
apenas eu,
rodeado por um tribunal vazio,
onde o silêncio se ergue
como juiz implacável,
condenando-me
por crimes que desconheço.

Não há em quem confiar,
pois até meus próprios olhos
me traem,
distorcendo reflexos
num espelho que fragmenta
quem penso ser
no caos que persiste,
como se eu mesmo fosse
o enigma que busco resolver.

O fogo "amigo" no meio evangélico infiltrou maior mau presente em todos os tempos que perdurará até o fim, união política, religião e força das armas, quem tem olhos veja quem ouvidos ouça.
CJR

⁠Quando encontrares motivos para sorrir meio a tantas turbulências interiores, terás descoberto o antídoto para a felicidade.

Em meio ao silêncio que envolve o crepúsculo, caminho em direção ao local onde repousa a essência daquela que tanto amei. Cada passo é carregado de memórias, um tributo aos momentos compartilhados que agora vivem apenas em meu coração. Eu irei até ela, mas ela não voltará para mim, e essa realidade pesa como um eco de saudade infinita.

Sinto o vento acariciar meu rosto, como se fossem as mãos dela tentando consolar minha dor, mas o frio vazio que me cerca é um lembrete implacável da ausência que jamais será preenchida. Mesmo assim, nos recantos da minha alma, mantenho viva a esperança de que, em algum lugar além das estrelas, nossos corações ainda dançam juntos, entrelaçados em um abraço eterno que desafia as fronteiras do tempo e do espaço.

É uma dor doce, uma lembrança agridoce do amor que transcendeu a vida, e enquanto as lágrimas silenciosas caem, sussurro ao vento: "Eu irei até você, meu amor, e um dia, além deste mundo, estaremos juntos novamente."

⁠Mesmo em meio a multidão, não ficarei confuso(a), pois a tua palavra me mostrará o caminho.

⁠Ele é Rocha, é Fortaleza,
É refúgio em meio à dor.
Sua palavra é verdadeira,
Sua fidelidade é amor.

Deus que entra na fornalha, acalma o mar e fala no meio do vento.
Deus que muda decretos, quebra cadeias e faz o inimigo recuar.
Deus de recomeços, promessas cumpridas e vitórias completas, que glorificam o Seu nome.
Deus que escreve certo mesmo quando a vida parece torta, porque Ele é fiel até o fim.

Não existe meio termo com Deus: ou é arrependimento ou é condenação.

Não existe ‘meio convertido’; quem não é de Cristo, ainda é do mundo.

Deus não divide o trono da Sua glória. Ele é o princípio, o meio e o fim de todas as coisas.

Em meu mundo

Eu gosto de ser louca... ver esperança no meio do caos, me alegrar com as gotas acariciando meu corpo no banho, com o vento erguendo minha saia, com o sol erubescendo minha face, com o perfume das flores de laranjeira mexendo com minha imaginação.
Como amo ser louca no meio de pessoas normais, como me diverte imaginar que nenhum problema externo pode atingir o meu mundo louco, meu mundo onde tudo é possível.

No meio do barulho que me cerca, minha alma inquieta chora baixinho, soluçando ao ver meu coração dividido em quatro pedaços.