Meio
Vamos repensar?
Albert Camus:
“No meio do inverno, descobri que havia dentro de mim um verão invencível.”
Carlos Eduardo Balcarse:
“O homem que encontra sua força interior deixa de depender das estações externas da vida. Existem pessoas cercadas de abundância vivendo em uma eterna tempestade, enquanto outras atravessam desertos carregando dentro de si uma fonte. O verdadeiro clima da existência não está fora; está na consciência.”
“De meio em meio termo, nunca seremos inteiros! O inteiro não nasce da soma das metades, mas da coragem de deixar de viver pela metade.”
DE MEIO EM MEIO TERMO, NUNCA SEREMOS INTEIROS.
A mente mente.
O tempo, não.
O tempo nunca mente porque nunca promete. Apenas passa. E, enquanto passa, leva consigo a única matéria-prima da existência: a vida.
Tempo é vida.
Não porque a vida seja feita de tempo.
Mas porque tudo aquilo que o tempo leva jamais será devolvido pela própria vida.
O homem acredita que perde dinheiro.
Perde oportunidades.
Perde pessoas.
Que ilusão.
O homem nunca perdeu nada disso.
Perdeu tempo.
E perder tempo é perder aquilo de que todas as outras perdas são feitas.
Vivemos de meio em meio termo.
De quase em quase.
De depois em depois.
Adiamos decisões como se o amanhã fosse uma propriedade adquirida.
Mas o amanhã nunca pertenceu a ninguém.
Ele sempre foi apenas uma hipótese.
A única certeza do futuro é que ele se tornará passado.
E o passado jamais devolve aquilo que o presente desperdiçou.
Existe uma tragédia silenciosa.
Não é a morte.
É morrer antes dela.
Há mais vivos que andam mortos do que mortos que permanecem vivos nas lembranças.
Porque morrer é um acontecimento.
Mas deixar de viver é uma escolha repetida todos os dias.
Respirar não é prova de vida.
É apenas evidência de funcionamento.
Até máquinas funcionam.
A vida começa quando deixamos de existir por inércia.
O mais assustador não é o fim.
É descobrir que nunca houve um começo.
Há pessoas que chegam aos oitenta anos com apenas um ano de vida repetido oitenta vezes.
Confundiram rotina com destino.
Segurança com paz.
Sobrevivência com existência.
Chamaram medo de prudência.
Chamaram acomodação de maturidade.
Chamaram conformismo de sabedoria.
A mente mente.
E mente tão bem que convence o homem de que ainda há tempo.
Mas o tempo nunca esteve à frente.
Sempre esteve atrás.
É ele quem acumula tudo aquilo que deixamos de ser.
A vida não termina quando o coração para.
Termina quando deixamos de nos tornar.
Existe uma diferença brutal entre envelhecer e amadurecer.
O tempo envelhece qualquer corpo.
Mas apenas a consciência amadurece uma existência.
Quem apenas envelhece acumula anos.
Quem amadurece transforma anos em eternidade.
O paradoxo é inevitável.
Quanto mais tentamos economizar tempo, menos vida temos.
E quanto mais entregamos vida ao que realmente importa, menos percebemos o tempo passar.
Talvez por isso a eternidade nunca tenha sido uma quantidade.
Sempre foi uma intensidade.
O universo inteiro conspira contra qualquer ilusão de permanência.
Montanhas cedem.
Oceanos recuam.
Estrelas morrem.
Civilizações desaparecem.
E, ainda assim, o homem continua acreditando que pode adiar a própria vida para segunda-feira.
A maior prisão não possui grades.
Possui hábitos.
Possui desculpas.
Possui “um dia”.
O cárcere mais perfeito é aquele em que o prisioneiro acredita estar livre.
Talvez o maior fracasso da humanidade nunca tenha sido morrer.
Tenha sido viver sem jamais despertar.
Porque aquele que nunca desperta não perde a vida.
Nunca chega a encontrá-la.
No fim, restará apenas uma pergunta.
Não quantos anos você viveu.
Mas quantos dos seus anos realmente estiveram vivos.
Porque tempo é vida.
E desperdiçar tempo nunca foi desperdiçar minutos.
Foi desperdiçar a única matéria da qual a existência é feita.
Por isso, de meio em meio termo, nunca seremos inteiros.
Quem negocia a própria consciência fragmenta a própria existência.
E quem passa a vida aceitando metades descobre, tarde demais, que o inteiro nunca esteve no destino.
Sempre esteve na coragem de viver antes que o tempo termine de nos viver.
Pense nisso também:
“Tempo não é dinheiro, tempo é vida, pois nem todo dinheiro do mundo pode comprar mais tempo”
Carlos Eduardo Balcarse
23/07/26
O ABENÇOADO
Será uma bênção nascer honesto no meio de corruptos?
Será uma bênção nascer silencioso no meio de línguas ferinas?
Será uma bênção nascer valente no meio de covardes?
O Direito transforma conflitos sociais em problemas comunicáveis por meio de procedimentos institucionalizados.
Em meio a tudo o que eu passo,
à Deus eu peço um sinal...
Não sei se o que eu passo já é o tal sinal
ou se é o tempo fazendo o seu papel.
E no ultimo adeus, lembranças meio apagadas de quando ainda eramos meninos e crianças, um pouco de nostalgia daquele ultimo olhar de ontem...e sobre a lápide irretocável negra estava nesta hora toda molhada, pouco se sabia onde foi que começou a aguar pelos pingos da chuva e o que era aguado pelas lágrimas da saudade que já começava à crescer....sai da letargia e incompreensão me acordou no momento que todos os presentes em coro gritaram, Amém.
Em meio a tristeza, deixo sorrisos por onde eu passei, pois sei que as lembranças são as coisas mais importantes que temos, e delas foram momentos que nunca mais voltaram, então seja feliz .
O conhecimento acadêmico é valioso, mas o conhecimento que vem por meio do céu, das árvores, dos pássaros, do vento, do sol são igualmente valiosos. Que você tenha a sensibilidade necessária para perceber tudo isso.
As pessoas mudam e se adaptam ao meio quando encontram aquilo que realmente vale a pena.Caso contrário os dias continuam sendo os mesmo.
Lembre-se :
Viver é diferente de existir 🍃
O fluxo entre a cidade e o meio rural está cada vez mais efervescente a ponto de que o rural também pode ser considerado um espaço apenas de moradia.
(Redin, 2019, p. 67)
Noite de domingo
Era noite de domingo,
no meio do jardim,
vi seus lábios sorrindo
e seus olhos olhando pra mim...
Tentei sair,
lutei pra fugir,
confesso que evitei,
mas me apaixonei...
Agora te observo em nossa cama,
feito um anjo dormindo,
me vem na lembrança,
aquela noite de domingo!
Nesses novos tempos, o meio rural requer estratégias que conectem consumidores e agricultores, privilegiando cadeias curtas de produção e consumo.
(Zuin; Redin, 2026, p. 117)
Também é inegável que a extensão rural está reaprendendo a se comunicar por meio da escrita, do áudio, do vídeo, das figuras e fotos no ambiente interacional digital.
(Zuin; Redin, 2026, p. 71)
Não existe meio-termo: ou você assume a sua semelhança com Deus, ou você se deixa degradar pela semelhança com o maligno.
Manter o coração íntegro em meio ao barulho da maldade é a marca definitiva de uma alma que escolheu a elevação e a honra.
