Medo da Solidão
Como posso ter tanto medo
Da solidão
E do desprezo ?
Creio que na verdade
Eu tenha medo de sair deles
Voltar a sonhar, ser feliz
Acreditar no amor novamente
Ter esperança
E no fim
Ser jogada de novo nesse abismo
Vivendo de migalhas
Que infelicidade
Descobrir que frieza
Desprezo
Tratamento de silêncio
Pudesse ceifar uma vida
Uma alma que era tão iluminada
Um coração que era puro
Uma mente
E enlouquecer tanto assim?
O ABRAÇO:
· Faz a gente se sentir bem.
· Acaba com a solidão.
· Faz a gente superar o medo.
· Abre passagem para os sentimentos.
· Constrói a auto-estima (Uau! Ela quer mesmo me abraçar!)
· Estimula o altruísmo (Não posso acreditar, mas realmente estou querendo dar um abraço naquele velho filho da mãe!)
· Retarda o envelhecimento.
· Pessoas que gostam de abraço permanecem mais jovens por mais tempo.
· Ajuda a controlar o apetite. Comemos menos quando estamos bem alimentados com abraços — e quando nossos braços estão ocupados, enlaçados em volta de outros.
Nunca tive medo da tristeza
Muito menos da solidão
Mas depois que te perdi
Minha vida eu expeli
Você, meu Tuca e aí.
Ainda estás em mim
DIVINA TRAGÉDIA:
Eu tenho medo, medo da solidão dessas capitais.
Eu tenho medo, esse medo me faz ser capaz.
Medo, medo, medo.
Eu tenho medo da loucura das maquinas dos homens a malograr
Eu tenho medo sim, medo do progresso, esse ‘Deus” mendaz, capataz
Medo, medo, medo
Eu tenho medo da Brasília pomposa e tudo que há
Eu tenho medo de tudo isso, do porvir, regressar
Medo, medo, medo
Eu tenho medo dos sonhos não sonhados, ou que há de sonhar
Eu tenho medo da distopia que não sabe sonhar
Medo, medo, medo
Eu tenho medo do discurso formal que se faz capital
Tenho medo de tudo que é certo, de certo, se há
Medo, medo, medo
Eu tenho medo dos livros que não se ler
Dos tidos e lidos que se pode ver
Medo, medo, medo
Eu tenho medo dos verdes das “matas”
Do ouro amarelo do seu céu estrelar
Medo, medo, medo
Eu tenho do jardin de infância, seu vestibular
Eu tenho medo porque medo é constância em seu habitar
Medo, medo, medo
Eu tenho medo pela cor do nagô pelas “moças” que há
Tenho medo dos rios que fenece sufocando o mar
Medo, medo, medo
Eu tenho medo das chuvas acetas à primavera que virá
Eu tenho medo da morte que mata o pulsar
Medo de seu tenaz preconceito e tudo que está
Medo, medo, medo
Que o medo me faça de resistir incapaz.
Medo, medo, medo.
AS COISAS QUE VOCÊ FAZ POR MEDO DA SOLIDÃO
aprende a gostar de cerveja
e se espreme em boates
e dança músicas que não te tocam
e toca pessoas que não te importam
e inventa um personagem de si mesmo
e se apega a qualquer pessoa que
te mantenha afastado da tua própria mente
e aceita menos do que oferece porque
o mínimo parece melhor do que nada.
A solidão já não dói mais
O medo já não me domina mais
Consigo olhar para o infinito
Com passos firmes e com a total paz
Me sinto plena,
Me sinto leve, linda e corajosa
Meus olhos brilham
Meu corpo sente
Minha mente deseja
Me encontro no meu
Melhor momento
De querer, poder e ter
Uma sintonia dentro e fora de mim
Faz me amar cada dia mais
Assim me entregou ao meu caminhar.
Querida escola
medo
desconforto
solidão
agonia
insegurança
pânico
tristeza
desanimo
raiva
indiferença
pavor,
por que me faz sentir assim?
por que só é difícil pra mim?
por que não consigo dizer que sim?
coloco a culpa em você
mas no fundo eu sei que o porquê,
o problema sou eu.
A solidão é o amor,
A morte é o segredo,
Na morte sentir dor, na hora sentir medo
Espie só que imoral
O tamanho da besteira
Nas coisas que escrevo
Os toques são de MANUEL BANDEIRA.
041009
" Pode ser que a vida me reserve apenas a solidão, mas esse não é o maior medo, o grande receio é conviver com pessoas que fingem que gostam de mim, por isso admiro as que são verdadeiras...
A solidão não me incomoda.
Incomoda-me o medo
que as pessoas têm dela.
Até para orar
comprimem-se
em multidões amorfas
e berram sua infelicidade
rumo ao nada.
Prefiro seguir só...
Minha coragem vive com a solidão não tenho medo das frustrações nem de grandes sofrimentos, pois eu sou a escuridão da noite e o brilho do dia que se faz reluzente aos olhos.
Às vezes sinto que a minha solidão faz parte de mim e já não é a ausência que me causa medo, pois o abandono se tornou a minha companhia;
Muita das vezes sou um louco sem direção que caminha beirando a calçada tropeçando em minhas próprias ansiedades;
Minha saudade não é de um tempo perdido, mas de mim que faz falta em meu interior desarrumando o meu presente;
O meu medo não é pela multidão
Mas entrar pela solidão;
Não entendo o amor próprio meu
Amo minha esquisitice e espanto-me
Quando nem sei quem sou;
Não tenho medo da solidão
Tenho receio da falta de compaixão
Da inveja disfarçada e dos venenos escondidos no coração;
