Maré
Maré(tempo de mudança)
O tempo vai mudar.
Vai chover meu desespero,
nublar os pesadelos,
e a tempestade vai passar.
A maré baixou as águas, que meus olhos derramaram,
Agora não me afogo mais...
Sei que as ondas vêm e vão,
e nunca são as mesmas,
Porque a água se renova: Eu sou nova.
Fica o dito pelo não dito
Pétalas de amor tatuadas
Palavras de amor pela maré apagadas
Marcas do amor mais bonito.
Mar de poesia.
Existir ou não existir
No mar de poesia a maré a traz de volta,
Tão bela ela acordará no teu barco navegante,
Questionando entre existir ou não existir
E no balançar das ondas,
O teu coração tornou-se uma confusão constante.
O vento irá lhe guiar ao horizonte,
De radiantes amores, de amores radiantes.
Tua existência é tão suave,
Ela sabe existir intensamente
E não como algo passageiro,
Escrever sobre o amor e acreditar nele
Não provará que o mesmo existe.
Todavia, a existência se torna tolerável
Se houver poesia, um caderno e uma caneta em mãos.
Para assim poder escrever nossos delírios poéticos
Desse mar de poesia chamado vida.
Existir ou não existir,
Pense um pouco antes de tomar esta decisão.
Escrito por
Luan C.
Sob ares da felicidade te amo...
nesta mare que o amor é,
tudo que é bom está em você...
refletido dia a dia no seu amor
nas obras do bem querer,
vivo para te amar,
nos caminhos da vida...
te encontro,
te invento e reinvento,
tais amores de toda vida,
sempre amores de verdade...
amor de pássaro ferido
que atravessa as eras
por um dia de amor...
depois braços da morte
encontra o destino dessa vida,
o sentimento torna se translucido
no ador que se tem o amor...
neste desfrute do acaso mero poema...
desta vida a paixão se torna derradeira,
num dia que a vida terminou...
Segui na cadência do teu caminhar
Na incerteza da maré
Que não vai nem vem
Não sei pra que lado as águas vão rolar
E o que o tempo irá dizer de nós
Não precisa responder
Força de vontade é inútil sem senso de direção. E a dela estava numa maré tão baixa que não lhe dava mais instruções para sobreviver.
INIMIGO!
O vírus é uma criatura
que anda sem ter pé
se apossa sem escritura
vai e vem feito a maré
balança nossa estrutura
mas não abala a nossa fé.
Maré mareia, o sapo sapeia, o vento venta, e venta forte,
meus amigos, hoje sinto-me a sorte.
Exijo minha liberdade, abuso da audácia,
Questionando toda e qualquer autoridade.
Vai na reta, porque eu sei que as ondas do mar
Vai chegar, tu só não pode navegar contra à maré
Ou quer ser como caranguejo, que só anda pra trás
De lado, dando marcha ré.
de maré a maré
você sabe que eu vou
deixo o meu amor
sigo em frente meu voo
pra nunca mais voltar
mas de maré a maré
talvez eu volte pra lá
talvez eu sinta saudade
e na minha meia-idade
eu volte a amar
MARÉ DE LÁGRIMAS
No amanhecer do dia novo,
E, no crepúsculo do sol...
Mergulhei, no mar em perspicácia dor!
Nadei em meio ao desespero.
Naveguei, naveguei e naveguei...
Até às trevas mais profundas,
Encontrei_me no alto mar das lágrimas,
E nos espinhos do COVID_19 me assentei...
Como vento, espalhou_se o Corona Vírus,
Invadindo o país como a invasão do exército babilónico em Israel...
E como praga sobre flores verdejantes,
A sua epidemia no tecido humano se estendeu como na cama o lençol.
Num piscar de olhos,
Deixou registrado dezenas de testemunhos oculares!
Nos hospitais locais...
As bancadas ficaram insuficientes!
A nossa praia é ser feliz
então deixe a maré levar
tudo aquilo que atraza
nossa vida..atrazar.
Ana.M
Sou loucamente delicado e agressivo
Sou rio e sou vulcão
Sou selva de pedra e maré aberta
Sou estável e mutável
Sou contrários e contraditórios
Sou amor manso e desejo enfurecido.
Lua
Nadando até a Lua contra o impulso da maré
Minha mente só flutua
Imaginando como é
Ser grande, ser brilhante e deslumbrante ao olhar
E uma paisagem perfeita para dois querendo amar
Um dia eu descubro a sensação de ter o apreço
De ter o mundo na mão cada vez que apareço
Por isso continuo nadando até a Lua
Procurando alguma fórmula, ou talvez uma escritura
De algo que me mostre, algo que seduz
Que sou um fracassado, pois não tenho a sua Luz
De repente memórias de quando Deus me abençoava
Me lembram de histórias que minha mãe sempre contava
"Aquele que, a ganância, com bons olhos viu
Se encontra por dentro podre, completamente vazio"
Mãe que amo tanto
Será que é o fim?
Onde fui parar?
Por que é que estou assim?
Vendado pelo ego e vivendo em ilusão
Agora já não nego que é a fúria da ambição
Encerro o meu trajeto
Juntamente com minha revolta
Dou adeus à Lua e completo meia-volta
Nadando contra a Lua, testemunho um clarão
Ela se aproximou ou iluminou meu coração?
Maré calma nunca fez o homem forte
A vida é dura pra quem é mole
Quando o barco balança, sei que vários corre
Corre, corre…
As memórias boas
Também causam sofrimento
Traçam um futuro incerto
No ar quieto
Sobre a maré na noite escura
Onde pássaros não cantam
E quase não há pessoas
Nas ruas cor cinza
Nos carros barulhentos
Aqueles que tiram a calmaria
A pureza e beleza
Do ar
O que me lembra o ser
Que não é capaz de amar
Capaz de entregar em mãos
E tirar tudo
Sem nada deixar
Limite
Levo até onde posso.
Tentando manter-me
No limite.
Inconstante é maré
Instante impetuosa
Instante fraca...
Refrear as ideias
Impedir as ações
Limitando o sorrir
E o chorar
Fugindo dessas ocasiões
Kaike Machado part @umavidadepoesias
