Maré
A maré atemporal, sempre encontra a melhor dança de suas ondas; e não afoga mais, faz flutuar (...).
ESTRADA DAS FLORES
As flores da nossa estradas
já foram sorriso alegre,
felicidade cheia, maré cheia...
prata sobre telha, lua cheia
Toda cheia de integre.
... Visão de passos seguros
sem ter cercas, sem ter muros
Foram passadas com abraços
de braços, e as mãos dadas
carinho com pulsar de coração,
amanhã... Nunca! Não, não.
As flores da nossa estradas...
já inspiraram confiança
hoje são pétalas marcadas
pelos tempos das lembranças.
... Sorrisos atirados ao chão
como se fossem folhas caídas
um sonho do coração
hoje vagando sem vida.
São hastes murchas sem água
ressequirão do deserto
são como contos de fada
que um dia teve tão perto.
As flores da nossa estrada
sem nosso brilho se acabou
hoje não resta mais nada
d'aquele colorido amor.
Antonio Montes
"Ela é tipo quebra cabeça sem manual d instruções
Ela foi maré d amor em meio a um tsunami d decepções"
Eu vou agradecer (um dia) por essa maré ruim ser momentânea. Mas mesmo sendo dolorosa, me fará crescer. É apenas uma onda. Uma onda que assusta, mas que eu consigo ultrapassar – basta fechar os olhos e acreditar. E eu sei que quando ela vem, leva algo ruim e deixa algo melhor. Ensina na marra, doendo como for, levando quem for, deixando o que for. Eu só preciso me conformar que ela sabe o que faz. Eu só preciso aguentar firme e aguardar, com paciência, até que ela vá embora. É só uma maré ruim, com o tempo, ela melhora.
Desenho a minha vida ao sabor do vento
jamais remando contra a maré
traga-me vento, o que é meu...
alcançando assim, a minha fé!
Um jovem escritor.
Minha vida é como uma imensa praia de muito areal e pouca maré. Preciso de água: as dislexias em semântica, passarinhos a miar nas sentinelas dos caranguejos, sóis a formar plebe em nome da lua. Dispo-me. Não tenho vergonha de me expor. Salve Drummond que compreendeu toda precisão do mundo: pessoas, cafés, livrarias. As notas estrugem como vulcões: música, versos, pelicanos e outras delicadezas tímidas do dia. Há em mim enxaquecas dos byronianos, a vontade de encontrar o que perdi (despretensiosamente), fichas de carrossel. E essa manhã que ainda não raiou... Volta?
cala-te ó lamuria dos tempos...
quem te disse que a maré alta não se acalma.
que o cheiro do sal não é como a verdade...
que o riso escondido não é tristeza...
que as mágoas não são despesa...
que teu olhar é incomum...
e teu mundo não tem beleza...
Tudo acontece da maneira que se deve, é como correnteza dos rios, os ventos dos horizontes, a maré dos oceanos, tudo exato, basta sentir. Esta dentro do ser essa conexão.
Pode nadar contra a maré
Entrar ou sair pela chaminé
Arremessar palavras forçadas pelo ar
Mas, a força do mar não dá pra domar!
Pode entrar no começo da onda
Sair no meio da cena
Pode mostrar para si mesmo
Ou jogar tudo, tudo mesmo a esmo...
Pode comprar, vender, vendar
Pode perder tentando ou não provar
Pode correr risco correndo do perigo
Pode ser queimado pelo vulgo fogo amigo!
Pode criar sua própria perspectiva
Pois, na verdade, a verdade não passa de ponto de vista.
Antes eu sonhava agora já não durmo
Às vezes descobrindo novos universos na extensão de um mesmo mundo.
Maré
Elas foram feitas di silêncio
Para Alumia todas as coisas sem nomi
O anonimato tem mistérios
Tem Alma di passarinhu
É pumodiqui assim
O Mundo roda direitinhu.
se lance ao mar e deixe-se levar pela maré,vá para um lugar onde as aves gorjeiam e onde a floresta faça a mais linda melodia . Fuja para um lugar tranquilo , onde o vento sopre com carinho e leve de você toda esta tristeza . Vá longe , voe alto explore a imensidão que é você , não deixe que a vida cinza e isenta de beleza , cores sons e sabores tire de ti o gosto pela vida pois só você sabe o quão lindo e belo é o seu interior e o quão valioso você é
DANURAS DO MAR
A ilha era de areia...
E o mar... De ondas,
e com sua maré cheia...
Ele vinha se debatendo
com sua bravura...
Parava no cais, fazendo
espumas e danuras
todas... Duras...
Urrando como se fosse lobo
tremendo como se fosse medo
em um taco de sombra
na calçada de noite escura.
Ali havia o mar...
Fazendo paetês e brumas...
Se dissipando sob lua cheia,
bradando o choramingar do lobo
banhando os corpos
das mais belas sereias.
Antonio Montes
A um oceano de ti,
meu pensamento é um barco
de velas içadas.
Nada contra a maré,
corre contra o tempo,
esconde-se entre as vagas.
Entre encontros e despedidas,
navega,
naufraga.
Quem nada inventa
não sustenta a alma
memória pouca
mesmice à tona
maré confusa
beirando... tormenta!
!!!JÚNIOR???
