Maldita
A maldita busca pelo ouro tem sido a verdadeira fonte da desgraça humana, onde a riqueza da matéria afasta a riqueza do espírito, senão a morte decretada pela disputa da possessão
cicatrizes da noite.
Maldita lua, que em mim faz despertar,
A solidão profunda que insiste em ficar.
Na bruma densa da mente a vagar,
Nos olhos vastos, um mar a chorar.
Mas, apesar disso, admiro teu brilho,
Teu claro aviso em meio ao meu trilho.
Sussurras que essa dor nunca vai ceder,
Um ciclo eterno difícil de vencer.
Carrego as cicatrizes de um tempo que não volta,
Memórias que sussurram nas sombras do meu ser.
A dor do ontem se entrelaça à vida que me assolta,
E no presente, ainda busco forças para renascer.
Oh lua, testemunha de meus segredos,
Guarda em ti a dor que não se desfaz.
E quando a madrugada me traz seus enredos,
Teu brilho é a luz que não me traz paz
A boca maldita fala em preto e branco por uma voz rouca, com erros graves de linguagem e sem dentes, de uma realidade crua e desnuda, sem os retoques cenográficos de uma maquiagem colorida e primaveril.
Todo desejo
Assim será
Objeto de força maior
Alguém suplicará
A pedra maldita
Onde está a estação
Toda sorte da escrita
E as flores do verão
Toda matéria ruirá
Todo reino falirá
Toda dor sumirá
Sem explicação
“” Seja lá o que for, vá
Não suponha perder
Antes da hora
Vá e liberte a alma
Correntes malditas
Aprisionam idéias e mentes
Mas não, gente capaz de sonhar...””
"" Fiasco tempo da vida
Um flash no infinito
Maldita morte soberana
Irmana o continuar depois
Assim que se for
Tudo passado, levado pelo tempo
E as pedras do mar?
Quando irão navegar?
Ouro de tolo nas mãos de magnatas
que compram um (belo) caixão
Adornado com fitas de cetim
Marfim,
E dai podridão?
Teu cheiro não é legal
Teu suor ahhh
Inaceitável revolta de querer continuar
Como se o mundo pudesse
Dar marcha ré... ""
Maldita solidão, faz lembrar de saudades, paixões
e se esperar todo mundo sabe um pouco
amar todos os dias se aprende
voluntariamente ou não
o fato é que a vida exige
e não suporta regressão
maldita solidão, abençoada saudade
ela lembra tempos bons
da casa viva, da chaminé fumaçando nas manhãs frias
do desejo de que a felicidade morasse perto
talvez em um abraço
ou na certeza de que a saudade fosse só uma questão de tempo
mas não
maldita solidão...
A nossa herança,
Maldita,
Não alcança,
A dita, solidariedade.
Baleias morrem,
Em todas as idades,
Animais em todas as partes,
Para alimentar a vida ,
Da morte,
Vida que segue,
Que persegue,
Os inocentes,
Lamentável,
Sustento do EGO,
faminto.
AQUELA MALDITA CURVA...
Então está ali o buraco, a sintese de tudo, ali está...
você está numa caixa com flores e uma coroa...
falam, oram, se lamuriam...
falam como se você estivesse muito longe...
o teu cérebro ainda funciona,
mas está tudo escuro e você não consegue gritar;
o féretro desce sistematicamente sob a histeria de alguns,
a terra cai, é um mundo escuro
onde se vira saudade por algum tempo
na lembrança de alguns,
e fantasma na visão de outros...
A raiz das contendas está na língua maldita. É o poder do discurso que envolve, convence e é usado para o mal.
Uma voz que cala nem sempre é uma voz que consente, mas uma palavra maldita será sempre como uma bala a ferir o peito e como um espinho a perfurar a alma
No efeito cão correndo
Atrás do rabo já
Se passaram 100 dias,
E até nada que console
A maldita agonia
De quem espera obter
A liberdade por justiça.
E como dialogar ainda
Se encontra inacessível,
A última notícia é que
Cedo, tarde ou nunca
Virá a anistia,
Mas faço votos que
Ela venha o quanto antes
Em nome do diálogo
Que dizem que existe
Do que onde há coroa,
A honra não deve ser
Equilibrada numa canoa.
Na vida quem assume
A condução do destino
De um povo não deve
Se permitir ficar alienado,
E se incomodar à toa
Só porque há quem seja
E pense diferente,
Ele deve se abrir e escrever
No livro da vida da melhor
Forma que pode para ser
Honrado para sempre.
DORME MINH'ALMA
Que felicidade, que maldita sorte!
Conseguir que a minha durma!
Mesmo sem ser já na morte
Nem nas vésperas da soturna!
Dorme, minha alma, dorme
Em teus lençóis, tão tranquila
Enquanto descansa a fome,
Da minha miséria sibila.
Ó, forças da natureza,
Deixai minh'alma dormir
Em silêncio e singeleza,
Na incerteza do que há de vir...
Lá, pelas encostas da vida,
Naquelas montanhas de calma,
Eu peço, eu rogo à gente dormida,
Que deixem dormir a minh'alma!
(Carlos De Castro, in Poesia Num País Sem Censura, em 02-08-2022)
"A gente se ver" expressão maldita, é um vagão prestes a descarrilar, impedindo encontros e reencontros.
A VAIDADE DO VERBO
Vaidade, vaidade, maldita vaidade
que não deixa a verdade aparecer,
quando digo que não quero estou querendo
quando nego, sou refém a te perder
Quem me dera poeta eu não fosse
para expor de modo simples o meu querer
só assim, talvez entenderias o que sinto
se as palavras fossem síntese do que sou
.
Mas o verbo me embriaga e não atinjo
o que falo ao teu ouvido não chegou
vou calar, doravante fico mudo
vou esquecer por um tempo a vaidade!
Vou ser simples, concordar com o ser comum.
quem me dera entendas o que desejo
com um olhar descuidado vejas tudo
o que meu ego em desespero não enxergou!
Evan do Carmo 27/07/2018
É nega, tava mexendo na gaveta, achei seu brinco de argola e aquela presilha preta. Maldita presilha preta que me fez lembrar. Tava arrumando a minha vida mais to doido pra ce bagunça.
É, nega
Tava mexendo na gaveta
Achei seu brinco de argola
E aquela presilha preta
Maldita presilha preta que me fez
lembrar Tava arrumando a minha vida
Mas tô doido pro cê bagunçar
