Literatura Brasileira
A população brasileira de autistas e super dotados hoje é muito grande, alguns infelizmente passando por serias dificuldades de adaptações especiais em seus meios, tanto familiares, educativos e sociais. Com isto, o governo federal em convenio com as melhores universidades publicas do Brasil, precisam desenvolver politicas publicas de saúde e de ciência, e plataformas fáceis gratuitas para não desperdiçarem está oportunidade única, que só costuma ocorrer naturalmente em mais de algumas centenas de anos. Cabe também, a sociedade civil, cientifica e cultural, cobrarem do poder publico politicas e plataformas diferenciadas e inclusivas urgentes.
Convocação brasileira: Neymar manca, Neymar na maca, Neymar febril, a Globo diz que joga, o povo diz que não... e os outros jogadores, alguém mais foi convocado, ou é a seleção de um só?
Benê Morais
OLEGÁRIO RAMOS E A DIGNIDADE DO ESPÍRITO NA HISTÓRIA BRASILEIRA.
A trajetória de Olegário Ramos inscreve-se, com singular elevação moral e vigor histórico, no contexto das transformações sociais do Brasil pós abolição, constituindo um testemunho eloquente da força do espírito humano diante das adversidades impostas pela herança escravocrata. Filho de escravos e beneficiado pela Lei do Ventre Livre, medida promulgada em 1871 que visava mitigar gradativamente o regime servil, Olegário emerge como figura paradigmática na consolidação do Espiritismo no interior paulista, notadamente na cidade de Garça.
Sua formação inicial, marcada por circunstâncias atípicas, revela um itinerário de rara complexidade. Criado sob a tutela de um sacerdote em Rio Claro, interior de São Paulo, teve acesso a elementos de instrução e espiritualidade que lhe permitiram, desde a juventude, entrar em contato com os princípios da doutrina espírita. Tal aproximação precoce não apenas moldou sua cosmovisão, mas também delineou sua vocação para o trabalho espiritual, que mais tarde se manifestaria de forma concreta e perseverante.
Olegário Ramos iniciou suas atividades doutrinárias em sua própria residência, transformando o espaço doméstico em núcleo de irradiação espiritual. Esse gesto, simples em aparência, denota profunda coragem moral e compromisso com a difusão de uma filosofia que, à época, ainda enfrentava resistências significativas. Em 1943, esse esforço culminou na fundação do Centro Espírita Paz, Amor e Caridade, instituição que se tornaria referência na região de Garça, tanto pelo trabalho assistencial quanto pela prática doutrinária.
Entretanto, sua caminhada não se fez sem provações. Em um cenário social ainda impregnado de preconceitos raciais e incompreensões religiosas, Olegário enfrentou discriminação tanto por sua origem quanto por sua atuação no campo espiritual. O centro por ele fundado foi alvo de atos de depredação, expressão material de uma intolerância que buscava silenciar iniciativas de elevação moral e fraternidade. Ainda assim, sua perseverança não se deixou abater, evidenciando uma fortaleza íntima que transcende as contingências históricas.
Sua atuação contínua na região de Garça consolidou não apenas um espaço físico de estudo e prática espírita, mas sobretudo um legado ético. Olegário Ramos representa, nesse sentido, a confluência entre resistência social e missão espiritual, demonstrando que a verdadeira grandeza não reside nas condições de origem, mas na capacidade de edificar, servir e persistir.
Assim, sua figura projeta-se como um dos expoentes da contribuição negra para o desenvolvimento do Espiritismo no interior paulista, rompendo barreiras sociais e raciais com a autoridade silenciosa de quem compreendeu, em profundidade, a dignidade essencial do espírito humano.
Que sua memória permaneça como um marco de elevação moral e como um chamado permanente à coragem de servir, mesmo quando o mundo insiste em negar reconhecimento àqueles que mais dignificam a vida.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
Comparam com o Pelé na Seleção Brasileira de Futebol (CBF), mas, a verdade é que Neymar Jr. nunca chegará aos pés do Garrincha.
A Lei Rouanet é o oxigênio da cultura brasileira, gerando empregos e descentralizando a arte, mas virou alvo de uma narrativa distorcida. É irônico ver bolsonaristas repetirem o discurso cego de que ela serve apenas para "sustentar artistas ricos", ignorando que o próprio governo anterior continuou usando o mecanismo e que grandes festivais, museus e peças pelo país dependem desse incentivo. Criticar a lei apenas porque Jair Bolsonaro disse que ela era ruim demonstra uma preocupação com o controle ideológico, e não com a eficácia técnica da política pública. A verdadeira arte incomoda o autoritarismo; por isso, atacar a Rouanet tornou-se uma cortina de fumaça para tentar silenciar a identidade e o pensamento crítico do Brasil.
Seleção Brasileira
Quatro anos carregando
o mesmo silêncio,
a taça distante, o sonho adiado.
Cada derrota virou cicatriz,
cada espera, um nó no peito do país.
O tempo passou devagar demais,
como quem olha o relógio
antes do apito final.
Mas a camisa segue
pesada de história,
e o verde-amarelo nunca desaprendeu a acreditar.
Agora é ano de Copa.
O coração volta a bater mais forte,
a rua se pinta de esperança,
e o passado vira combustível,
não medo.
Porque mesmo depois da ausência,
o Brasil entra em campo
com fé renovada.
Talvez seja este o ano.
Talvez seja agora.
A taça ainda não veio —
mas a esperança…
essa nunca saiu. 🇧🇷
Desinformação dentro da gaiola brasileira faz ganhar eleição...
Palavras bonitas não o feijão na mesa...
Quem disse que vivemos na democracia da gaiola.
Pois não gaiola se tem vista para janela,
Logo são expostos os quatro anos passados a gaiola boa tem estar limpa...
O ser político que bater asas e voar para fora da gaiola brasileira com milhões nos bolsos.
Mas...
Os pesares e lamentos da sociedade alimentam a sua vida de luxo e luxuria.
Para tais alienação intelectual o transforma em gado de manobra.
Ilusão...
Tanto faz,
O tempo passou foram realocados para novo ambiente digital.
O cubismo social mero labirinto.
Aonde podemos contemplar as estrelas
E podemos sonhar com dias melhores.
O mundo do amanhã...
Essa expressão é simplicidade da vida mesmo na gaiola a felicidade pois é assim alienação.
O trabalho, legado da tradição judaico-cristã na cultura brasileira, floresce como vocação que honra a Deus, sustenta a dignidade humana e merece todo respeito. ✡️✝️🇧🇷
Não bastasse a justiça brasileira fazer tanta cerimônia para se amostrar, só para o povo acreditar que ela ainda existe, ainda incita o justiçamento.
Há algo de profundamente contraditório quando a instituição que deveria ser o último refúgio da razão se transforma, aos olhos do povo, em um palco de encenações.
A liturgia excessiva, os ritos intermináveis e os discursos rebuscados parecem, muitas vezes, menos comprometidos com a justiça em si e mais com a manutenção de sua aparência.
E quando a forma passa a valer mais que o conteúdo, abre-se um vazio extremamente perigoso — aquele onde a confiança deixa de habitar.
Nesse vazio, cresce a sensação de abandono.
O cidadão comum, cansado de esperar por decisões que nunca chegam ou que chegam tarde demais, começa a flertar com soluções imediatas, ainda que brutais.
Não por vocação à violência, mas por desespero diante da ausência de respostas justas.
E é nesse ponto que o risco se torna ainda maior: quando a justiça institucional, ao falhar em ser justa, acaba, ainda que indiretamente, legitimando a injustiça praticada pelas próprias mãos.
O justiçamento não nasce do nada.
Ele é fruto de um terreno onde a impunidade é percebida como regra e a lei como um privilégio seletivo.
Quando o povo deixa de acreditar na justiça, não é apenas a credibilidade de um sistema que se perde — é o próprio pacto social que começa a ruir.
Afinal, se cada um passa a ser juiz, júri e executor, o que resta da convivência civilizada?
Talvez o maior desafio não seja apenas fazer justiça, mas fazê-la de forma visível, compreensível e, sobretudo, confiável.
Porque a justiça que precisa se provar o tempo todo, talvez já tenha, em algum momento, deixado de ser reconhecida como tal.
E quando a justiça precisa gritar para ser notada, é possível que o silêncio da sua ausência já esteja ecoando há muito mais tempo.
O Inhame que nos sustenta
faz parte da mesa brasileira
que nasceu também graças
ao esforço de mãos africanas
que deixou muitas heranças.
Não há um só dia que não
que me dispônho aprender
sempre alguém aparecer
no distinu para me ensinar,
sabedoria que é água de poço
para alguns, prá mim é mar.
O Inhame não tem como
negar que veio trazido
por quem de Cabo Verde
e de São Tomé e Príncipe,
sofreu o pior que existiu,
e diante dos olhos persiste
ainda com outras roupagens.
Muito ainda precisa mudar,
mesmo que hoje exista gente
pronta prá esta chaga cessar.
Cultivar a Pátria Brasileira
onde leio e me enlevo
"Sobre a linha das montanhas do Brasil"
de Villa-Lobos,
Assumo ser parte do que levo
da "Aquarela do Brasil"de Ary Barroso,
e a fusão de Samba com batidão do morro.
Ter a honra altaneira das regiões,
dos sinais do tempo que corre nas veias,
E do pertencimento por tudo
aquilo que une e reconhecemos
no trote e no galope que enleia
levando a herança viva campeira.
Não basta querer, e nem sempre ser,
com toda a gente é preciso conviver,
Como quem ainda se senta na praia
para cantar canções de outra e é rendeira,
Que assume que o seu rebolo poético
é a minha magnífica Cultura Brasileira.
Ouça e sinta a brisa
acariciando a paragem
brasileira e latina --
porque é nela que
minh'alma se aninha
neste berço austral.
Do berço luso-americano
embala a minha poesia,
em floração tímida --
não menos envolvente,
e não menos florida
tal qual a Caroba branca.
Dos relógios do tempo,
e do Sol no firmamento,
aprendi que o tempo que conta
mesmo é o tempo de dentro,
e que cada um tem o seu,
e inclusive o seu movimento.
Infância bem brasileira
debaixo do pé de Urucum,
abrindo as cascas,
estalando as sementes,
sorriso genuíno sem
ser entre os nossos dentes.
A alegria de criança arteira
cantando e separando
o que era para brincadeira,
e o que ía para tempero
das mães, das avós, das tias
e para as nossas vizinhas.
O fogãozinho era revezado,
e era o celebrado brinquedo,
os perigos eram conhecidos,
vivíamos quase sem medo,
não tínhamos nem mesmo
vontade de guardar segredos.
A mesa brasileira é tão perfeita
por mais que alguns tentem,
não tem como alterar a ordem.
É tão magnífica a mesa brasileira
que dá para escrever coletâneas,
ela é indígena, africana, europeia,
e recebeu muitas outras influências.
Da mesa brasileira todos têm a sua
parcela pela contribuição da origem
que cada antepassado levou para esta terra.
Na infância plena do interior,
faceira jogando bola de gude
no chão de terra batida brasileira.
Com flor enfeitando cada orelha
e brincando com as panelinhas
com a alegria de toda a menina,
até quando estava só, me divertia.
Na minha mão eu tinha o lápis,
o caderninho de menina em flor,
a inspiração, o tempo e o candor.
Não foi ninguém que me ensinou,
foi a poesia pura e simples
que me encontrou, encantou
e comigo para sempre ficou.
O mito de pais liberal em relação ao Brasil é só mito mesmo. As bases da sociedade brasileira são conservadoras. O povo é alegre e com conceitos conservadores imutáveis. A caricatura que fizeram do Brasil é falsa.
Como brasileira, sou nacionalista romântica, considero a minha segunda cidadania a sul-americana, sou latino-americanista radical com pendência ao panamericanismo, político-filosoficamente sou transcendentalista porque é a ideologia mais genuína das Américas.
Enquanto setores da Justiça brasileira, especialmente o STF, são acusados por parte da sociedade de interpretar e aplicar a lei de maneira excessivamente autoritária, surge uma questão fundamental: quais são os limites do Poder Judiciário diante da autonomia dos Estados, dos municípios, do Poder Legislativo e, sobretudo, da participação das famílias na educação?
Quando decisões judiciais parecem se sobrepor às deliberações de deputados, vereadores, prefeitos e governadores legitimamente eleitos, muitos cidadãos passam a questionar se a vontade popular está realmente sendo respeitada.
O problema não está em defender este ou aquele lado político, mas em preservar o princípio democrático: nenhum poder deveria se considerar acima dos demais. Em uma democracia, Executivo, Legislativo e Judiciário possuem funções distintas e limites que precisam ser respeitados.
Quando uma parcela da sociedade entende que determinadas pautas educacionais estão sendo impostas sem amplo debate público e sem considerar suficientemente a participação das famílias, o mínimo que se espera é diálogo, transparência e respeito ao pluralismo de ideias.
A democracia não deveria ser o governo de poucos sobre muitos, mas o equilíbrio entre poderes, instituições e sociedade.
Afinal, quando o poder deixa de ouvir a sociedade, a pergunta deixa de ser apenas jurídica e passa a ser filosófica: quem realmente governa em uma democracia — as instituições ou o povo que lhes conferiu legitimidade?
