Literatura Brasileira
Cultivar a Pátria Brasileira
onde leio e me enlevo
"Sobre a linha das montanhas do Brasil"
de Villa-Lobos,
Assumo ser parte do que levo
da "Aquarela do Brasil"de Ary Barroso,
e a fusão de Samba com batidão do morro.
Ter a honra altaneira das regiões,
dos sinais do tempo que corre nas veias,
E do pertencimento por tudo
aquilo que une e reconhecemos
no trote e no galope que enleia
levando a herança viva campeira.
Não basta querer, e nem sempre ser,
com toda a gente é preciso conviver,
Como quem ainda se senta na praia
para cantar canções de outra e é rendeira,
Que assume que o seu rebolo poético
é a minha magnífica Cultura Brasileira.
Ouça e sinta a brisa
acariciando a paragem
brasileira e latina --
porque é nela que
minh'alma se aninha
neste berço austral.
Do berço luso-americano
embala a minha poesia,
em floração tímida --
não menos envolvente,
e não menos florida
tal qual a Caroba branca.
Dos relógios do tempo,
e do Sol no firmamento,
aprendi que o tempo que conta
mesmo é o tempo de dentro,
e que cada um tem o seu,
e inclusive o seu movimento.
Infância bem brasileira
debaixo do pé de Urucum,
abrindo as cascas,
estalando as sementes,
sorriso genuíno sem
ser entre os nossos dentes.
A alegria de criança arteira
cantando e separando
o que era para brincadeira,
e o que ía para tempero
das mães, das avós, das tias
e para as nossas vizinhas.
O fogãozinho era revezado,
e era o celebrado brinquedo,
os perigos eram conhecidos,
vivíamos quase sem medo,
não tínhamos nem mesmo
vontade de guardar segredos.
O Inhame que nos sustenta
faz parte da mesa brasileira
que nasceu também graças
ao esforço de mãos africanas
que deixou muitas heranças.
Não há um só dia que não
que me dispônho aprender
sempre alguém aparecer
no distinu para me ensinar,
sabedoria que é água de poço
para alguns, prá mim é mar.
O Inhame não tem como
negar que veio trazido
por quem de Cabo Verde
e de São Tomé e Príncipe,
sofreu o pior que existiu,
e diante dos olhos persiste
ainda com outras roupagens.
Muito ainda precisa mudar,
mesmo que hoje exista gente
pronta prá esta chaga cessar.
OLEGÁRIO RAMOS E A DIGNIDADE DO ESPÍRITO NA HISTÓRIA BRASILEIRA.
A trajetória de Olegário Ramos inscreve-se, com singular elevação moral e vigor histórico, no contexto das transformações sociais do Brasil pós abolição, constituindo um testemunho eloquente da força do espírito humano diante das adversidades impostas pela herança escravocrata. Filho de escravos e beneficiado pela Lei do Ventre Livre, medida promulgada em 1871 que visava mitigar gradativamente o regime servil, Olegário emerge como figura paradigmática na consolidação do Espiritismo no interior paulista, notadamente na cidade de Garça.
Sua formação inicial, marcada por circunstâncias atípicas, revela um itinerário de rara complexidade. Criado sob a tutela de um sacerdote em Rio Claro, interior de São Paulo, teve acesso a elementos de instrução e espiritualidade que lhe permitiram, desde a juventude, entrar em contato com os princípios da doutrina espírita. Tal aproximação precoce não apenas moldou sua cosmovisão, mas também delineou sua vocação para o trabalho espiritual, que mais tarde se manifestaria de forma concreta e perseverante.
Olegário Ramos iniciou suas atividades doutrinárias em sua própria residência, transformando o espaço doméstico em núcleo de irradiação espiritual. Esse gesto, simples em aparência, denota profunda coragem moral e compromisso com a difusão de uma filosofia que, à época, ainda enfrentava resistências significativas. Em 1943, esse esforço culminou na fundação do Centro Espírita Paz, Amor e Caridade, instituição que se tornaria referência na região de Garça, tanto pelo trabalho assistencial quanto pela prática doutrinária.
Entretanto, sua caminhada não se fez sem provações. Em um cenário social ainda impregnado de preconceitos raciais e incompreensões religiosas, Olegário enfrentou discriminação tanto por sua origem quanto por sua atuação no campo espiritual. O centro por ele fundado foi alvo de atos de depredação, expressão material de uma intolerância que buscava silenciar iniciativas de elevação moral e fraternidade. Ainda assim, sua perseverança não se deixou abater, evidenciando uma fortaleza íntima que transcende as contingências históricas.
Sua atuação contínua na região de Garça consolidou não apenas um espaço físico de estudo e prática espírita, mas sobretudo um legado ético. Olegário Ramos representa, nesse sentido, a confluência entre resistência social e missão espiritual, demonstrando que a verdadeira grandeza não reside nas condições de origem, mas na capacidade de edificar, servir e persistir.
Assim, sua figura projeta-se como um dos expoentes da contribuição negra para o desenvolvimento do Espiritismo no interior paulista, rompendo barreiras sociais e raciais com a autoridade silenciosa de quem compreendeu, em profundidade, a dignidade essencial do espírito humano.
Que sua memória permaneça como um marco de elevação moral e como um chamado permanente à coragem de servir, mesmo quando o mundo insiste em negar reconhecimento àqueles que mais dignificam a vida.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
Indo de direita pra esquerda, de esquerda pra direita, a política brasileira não poderia estar diferente: Tontos e sem saber em que lado estão.
Raramente há espaço para verdade na política brasileira e sem alianças com os que já estão no poder não há que se falar em projetos aprovados, por exemplo. Não se iluda e não iluda seus iguais. Candidatar-se visando status e dinheiro fere não só a moral do candidato, mas, especialmente, o povo. (PLDD)
Diante do poder supremo da justiça brasileira, a Igreja é como pedra, muda e entregue ao relento. E num olhar mais atento, pedra não seria o objeto adequado, uma vez que diante da justiça, nem objeto a Igreja é. Diante da justiça a Igreja é como vácuo que não delimita distância, sendo nada.
E se eu quiser entrar pra Academia Brasileira de Letras?
Eu teria que ralar muito, lutar… Teria que cultivar a Loucura, Cultivando a Paixão sem amor. Ou um amor impossível, não correspondido.
Mas se eu quisesse ser dona de casa, ter filhos e um cachorro?
Talvez eu quisesse morar no campo, ou no litoral.
Você, onde estaria?
Você viria comigo cultivar a loucura abrasadora?
Ou me aceitaria como sua serva, protetora de seus herdeiros?
Não.
Penso que não.
Você não escolheu como companheira um ser submisso, um troféu, uma escrava de suas vontades.
Nem escolheu um ser fugaz, apaixonado e extremamente errante.
Pergunto me então: Por que me escolheu? O que te fez pensar que “era eu”?
Se você não escolheu a plena paz, nem a espiral de fogo e tormento, Porque escolheu tudo isso junto, lutando dentro de mim?
Porque escolheu a mim?
Porque roubou-me e com meu sangue assinou o contrato da fidelidade?
Sabes que não sou uma,
Sou muitas em um corpo só;
Corpo sofrido, amado, quente, vibrante.
Corpo que é seu, com qualquer uma das “EU” que assumir o controle do momento.
Poque todas elas você tem.
A todas você doma.
Não é que haja muito corrupto na política brasileira; é que aqui há pouca política para atender a todos.
Como é que ta a sociedade Brasileira hoje estar cheia de Violência espalhada ai a fora a cada dia que passa as pessoas perdem a fé em Deus, querendo fazer justiça com as próprias mãos, mais só quem tem esse poder é Deus e ele ta vendo tudo que acontece mundo a Fora, desgraças, abalos sísmicos, guerras e no Brasil a sociedade apedrejando e lichando o povo no meu da rua esposa mantando o marido a facadas, isso não é coisa de Deus é do Demônio. Orai por todos Nós Meu Santo Deus.
A solene concessão do título de imortais pela Academia Brasileira de Letras não garante a seus membros sequer uma boa saúde.
A alegria da mulher brasileira é o sorriso , os olhos brilhantes os passinhos pela casa dos seus filhos. Nossos filhos são anjos que estão na terra para nossa a felicidade.Deus obrigado por esse presente tão maravilhoso que nos mostra a beleza de uma vida dura.
