Literatura Brasileira
Nada de grandioso se consegue da noite para o dia, esqueçam o imediatismo. Por isso, eduquem as crianças a se esforçarem desde cedo nos estudos; os adolescentes a não perderem tempo com amizades infrutíferas; os jovens a não se iludirem com amores passageiros e o adulto a pensarem antes de agir.
E foi assim que a impudente, brasileiramente linda, com seus montes à mostra, grátis, pôs-me na berlinda, naquela água de rio, virgem, me provocou vertigem!
Quantos poemas foram desperdiçados, Trechos perdidos nas gavetas.
Vitrolas antigas não tocam, não; sentido oposto dos CD’s.
Tudo que eu sei ficou para trás, meu riso, minhas anedotas, minha história.
O que atraia a surdina.
O que atraia a surdina.
“Cantora do milênio” pela BBC, Elza Soares: Que missão linda a sua de encorajar todas as mulheres negras do mundo. Exemplo de superação das mais severas privações e sofrimentos desde de criança. Mulher negra brasileira lutadora vencedora Elza Soares você é luz eterna.
Caso Raro: A Felicidade Batendo na Porta 3 Vezes
Sim, a felicidade bateu na minha porta três vezes, eu não esperava, minha irmã (Lucielle) veio com uma encomenda entregue pelo Correio. Nessa encomenda eu li o nome do mestre da Academia Brasileira de Letras, Antonio Carlos Secchin, logo veio a felicidade, porque eu sabia que ganhei mais um livro, a curiosidade foi imensa em abrir a encomenda e saber qual livro se encontrava por dentro.
Respirei fundo, e feito uma criança fui abrindo e pensou que não mais uma felicidade, ganhei um grande presente, quase caí no chão, só faltou as lágrimas caírem da minha face de felicidade, eu vi primeiro uma imagem, de uma das maiores atrizes brasileira, a Fernanda Montenegro. Gritei, de felicidade duas vezes, ao receber a encomenda e ao abrir a encomenda, ganhei o livro "Prólogo, ato, epílogo" (memorias), autografado pela Fernanda Montenegro (eita, a felicidade não bateu na minha porta três vezes, bateu 4 vezes, mas foi o que veio em minha mente, agora pela noite, nesse dia 13 de novembro de 2019).
A felicidade bateu na minha porta outra vez, porque também contagiou a minha mãe (Lúcia) e ela falou, que gosta de me vê assim, feliz feito uma criança, falando coisas boas, falando em gratidão.
A felicidade bateu na minha porta 3 vezes e um pouco mais.
Contemplo um lindo céu,no fim da tarde,
Formoso céu vermelho como o fogo,que arde.
Em meu coração bate saudade,de tempos que passei antes da tempestade,
Estive no deserto da minha realidade,mas tu vieste como meu oasis.
E assim tornaste minha verdade, por isso sempre contemplarei o céu vermelho no fim da tarde.
Houve tempo em que se dava prazer em ler, ouvir e ver algum noticiário. Hoje sofremos de fastio e mesmo nojo do noticiário brasileiro. Com raras exceções, a imprensa brasileira hoje provoca náuseas nos leitores, ouvintes e telespectadores.
Autorresgate
queimei velhas certezas
explodi antigos cárceres
abri por fim meus braços
mantenho comigo o vento
que é quem sustenta
o voo dos pássaros
Sem perdão
aqueles que lavam as mãos
de costas pro mal que se expande
não as lavam com água e sabão
mas sim numa tina de sangue
Intragável
Como os poemas de Bukowski
Me deito com pensamentos viscerais
Os densos e poluídos aromas paulistas me despertam
A todo momento avisto veneno entre os dedos de alguém
E contam com os dedos quantos placebos restam no maço
Segregados da natureza, o que há de bom em não vivermos iguais animais?
Ideais que amam capitais não sei se ainda me confortam
Embora sempre haja um axé ou amém
Ando cansado de caminhar à tantos labirintos emocionais, e tudo isso se reduz a todo barulho que faço.
É como um útero cinza que habito:
ar, água, vias de sangue
circulam entre mim e sonhos.
Ruas se entrecruzam
com alguma surpresa:
trompas.
Na esquina, pode estar
qualquer forma de claustro, desespero,
antes mesmo do fim:
ovário.
A indiferença se disfarça de beleza, proximidade:
religiões, bares, barracas
de comida urbana disputam convivas.
O tempo não nos absolve
dessa correria encardida.
Dias nos fazem deixar um pouco do que somos
para trás:
placenta em lixo hospitalar.
RECIFE DA JANELA
O Recife lá de cima
Cabe na palma da mão
Lágrima vai escorrendo
Ofuscando minha visão
Ao partir a gente chora
Acho até que vai embora
Um pouco do coração
Nem minhas mais doces melodias conseguem curar teus grandes retalhos
Minhas notas entram em seus ouvidos mas não tocam seu coração
Sei que não tenho a graça de um paladino mas estou ao seu lado para tentar curar suas tão grandes feridas
Meus acordes hoje são silenciados no vazio de sua ignorância
O mundo esta mudado
Hoje preferem ouvir o bárbaro do que o mestre sábio
Complicado tentar ajudar e só se machucar em cada combate
Combate esse para salvar sua vida
A cada dia que passa sinto que poderá ser minha última canção
E então ser silenciado no vazio da morte onde nem eu e nem meus instrumentos ajudarão nem a mim mesmo.
Com meu navio em ruinas e meus companheiros ao mar me vi mais fraco do que nunca
eu já obtive muitos tesouros em minha vida e me aliei a quem hoje não me orgulho
me apaixonei por centenas de meretrizes que só geraram mais copos de rum ingeridos para esquece-las
eu era temido e respeitado e hoje ao mar fui deixado
quem poderia dizer o contrário?
Hoje sou só mais um corpo jogado aos peixes esperando que o kraken termine com meu sofrimento
o inferno que causei em minha vida e nas dos demais nunca será descrita
então eu digo que sou eu o maior parasita
perdão a quem eu fadei a esse destino cruel
a morte caminha em minha direção para exercer seu papel
Muito díficil conseguir separar o "joio do trigo"
Nesse mar de lamas que se transformou a política brasileira.
