Literatura
Não insira histórias falsas em minha vida
Sempre fui um livro aberto, se você não leu foi porque não quis
Sabemos que são poucos os que apreciam uma boa literatura
O tumblr me ensinou sobre respeitar a diversidade do mundo.
A comunicação me ensinou que o silêncio e a observação são armas irrevogáveis no excercício do verbo.
E de fato, escrever é perigoso.
"Alcançar-te-ei, oh, alma.
Ver-te-ei com minh'alma.
Todos os meus sentidos,
contemplar-te-ão.
Sentir-te-ei em minh'alma.
Revestir-te-ei de todo encanto.
Então, poetizar-te-á meus versos.
Assim contentar-me-ei."
Não se deve ler por obrigação, tão pouco por capricho ou aparência. Devemos ler somente algo que nos certifique de que o tempo se tornará mais rico com aquela leitura. Algo que supere, em beleza, harmonia, contraste, pavor, loucura, em suma, o lugar que o momento nos presenteia. E que, acima de tudo, possamos ter os nossos próprios pensamentos depois de entregar nossas cabeças às palavras alheias. O que o beija-flor faz com as flores, devemos fazer com o livro: sugar o seu líquido doce e necessário e com sutileza e elegância não deixar jamais de mover as asas.
É impressionante que um homem que já esteja morto possa falar com as pessoas através destas páginas. Enquanto este livro sobreviver, as ideias dele viverão.
Você possui tudo o que aconteceu com você. Conte suas histórias. Se as pessoas quisessem que você escrevesse com mais carinho sobre elas, elas deveriam ter se comportado melhor.
“O hábito da leitura leva o indivíduo a ser capaz de perceber os sentimentos e as intenções; de identificar a realidade e, finalmente, de mudar para melhor o meio em que vive.”
Não gosto da palavra ficção, porque é demasiado redutora. Prefiro dizer: isto é um texto inteiramente livre, onde posso usar os elementos que me apetecer. Neste caso é um conto, podia ser um romance. A fronteira é sempre a liberdade. E o pacto que eu estabeleço com o leitor é esse.
Poetas, romancistas e dramaturgos se dedicam, contra terríveis resistências, a entregar o que o resto de nós mantém trancado em segurança em nossos corações.
Eu meio que criei um personagem odioso. Nesse conflito dele com a natureza, eu torceria pela natureza. Tive um certo receio de que essa antipatia pelo personagem prejudicasse a leitura, que os leitores abandonassem o livro por isso. Mas fico feliz que os leitores têm apreciado o livro, mesmo detestando o personagem, e que alguns até conseguem ter simpatia ou atração por ele.
Meus temas e meu universo não são convencionais no meio literário. Minha aparência também não. Por um lado, essa desconfiança vem diminuindo, porque já tenho mais de dez anos de carreira, oito livros, não sou mais um garotinho. Mas também me sinto mais confortável para ousar, tanto no discurso, na aparência, quanto no texto.
