Lisboa

Cerca de 797 frases e pensamentos: Lisboa

De onde menos se espera é de lá mesmo que não vem nada.

Toda vez que lembro da frase atribuída ao Barão de Itararé, penso no colega na faculdade de Direito do Mackenzie o Ugo Miano.
Foi dele que a ouvi pela primeira vez.
Também não esqueço o barril de vinho transformado em bar que ele me deu, que ficou na minha sala na Rua José Maria Lisboa 586 em São Paulo.
O Ugo não frequentou muito a minha casa, casou logo nos primeiros anos da faculdade e passou para o rol dos homens sérios.
Mas a casa da Rua José Maria Lisboa ainda permaneceu por mais de uma década, reduto dos solteiros e descasados jovens, uma mistura de gente com muita vontade de tirar da vida tudo o que de bom ela poderia oferecer.
Originalmente casa dos meus avós paternos, o imóvel sofreu dezenas de reformas e ampliações, inclusive incorporando o terreno vizinho. Tinha uns oitocentos metros quadrados de terreno e uns mil e duzentos de construção. Fora os puxadinhos.
O endereço era famoso. Tinha O Paparazzi, restaurante bar cujo lema era “Gente bonita se encontra no Paparazzi”. Criação dos amigos Vitinho Arouca, Costa, Chiquinho Ceni,Tico, Mendel, o primo dele e claro eu mesmo, o movimento de carros na porta parava o trânsito nas noites de sexta-feira e sábado.
A presença gente bonita e badalada era incrementada pelos sócios todos muito populares, das garotas bonitas que os acompanhavam e de um "extra-plus" que eram as moradoras do pensionato para modelos iniciantes que eu mantinha nuns cinco ou seis quartos do casarão. Às vezes chegavam a ser vinte!
Uma coisa puxava outra e o Paparazzi beneficiado pela presença das modeletes atraia outras garotas que tinham no mesmo endereço o Estúdio Marinho Guzman, sem falsa modéstia especializadíssimo na descoberta de garotas bonitas com sonhos de estrelato, isso muito antes dos models of the year que fizeram tanto sucesso anos depois.
Eu diria que para mim o casarão da Rua José Maria Lisboa foi o mais próximo do paraíso que eu com trinta anos poderia imaginar.
Tudo passa e tudo passou, apesar de trágicas e prematuras baixas, como o Alemão e do Paulinho Baixaria, dois entre tantos amigos que marcaram época.
Hoje dá para ver no Facebook dezenas de amigos da época e como cada um deles seguiu a sua vida, tendo constituído ou não família, muitos, bem-sucedidos ou pelo menos fazendo o que sempre gostaram.
Essa mistura de “atividades” não se enquadra no título, mas foi uma bela lembrança.
Na José Maria Lisboa por menos que qualquer um esperasse, quase tudo acontecia.

Inserida por marinhoguzman

A vida é um eterno pôr-do-sol
É como as águas vertidas do Tejo
Quando tudo finda é onde tudo principia

Inserida por rodrigoolourenco

A impossibilidade é uma incapacidade produzida.

Inserida por utola1

Caminho


Na estrada do tempo
Irrealizável, do trajeto
Do indivíduo individualista.
Procuro em mim...
Não encontro no mundo.

Deixo esta estrada,
De linhas desalinhadas.
Deixo esta origem,
De amores e desiludidos.

Que Lancem quimeras
No caminho, quiçá feras
De tantas outras esferas.
De novo encontro
Na amplidão do horizonte,
Minha sina defronte.

Inserida por Twentysomething

Felicidade

É estado de espírito provisório,
É manobra circense constante
Todos os dias!
Vem e vai,
Volta e vai,
Nunca fica...

Vai embora com o circo,
Alegrar gente feliz.

Inserida por Twentysomething

Carta ao passado

Nesta carta que nunca irás ler, coloco palavras que nunca disse, hei-de correr o risco de perder-me entre tantos pensamentos e sentimentos absolutamente distintos. Irás nela perceber minhas inúmeras mudanças de humor, assim como uma mudança não menos que radical da minha percepção dos fatos.
Após longa e frustrada espera, sem receber nenhuma linha tua, penso eu que seja a hora de escrever-te.
Quero que percebas que não ponho nessa carta amargura, nem quero que te sintas culpado muito menos que tenhas arrependimento. Não estou intencionado a pôr angústia em teu coração, mas sim tirar do meu.
Minha vaidade é grande e impede-me de admitir que o tempo de nada serviu-me, se não para aumentar ainda mais as dúvidas que em mim profundam desde o dia em que me deixaste. Por ser orgulhoso eu nego; se ainda penso nas coisas que fazíamos e na forma que tratavas-me. Eu minto quando questionado se procuro em outros amantes tuas qualidades e se faço avaliações dos futuros pretendentes de acordo com os teus juízos.
Sou orgulhoso demais para assumir que sentia tua falta mas por necessidade aceitar-te ia caso quisesses voltar.
Durante esses anos eu esperei, naturalmente, para ouvir tuas desculpas, e para ver de que forma ias apresentá-las, mesmo sabendo que invariavelmente, fazendo tu o que fizesses, perdoar-te ia.Nada aconteceu, se não minha infrutífera espera…
E, então a dor tomou-me por completo, dor de pensar que talvez quem tenha se afastado tenha sido eu, por uma escolha errada, em defesa de uma certeza equivocada, que talvez eu tenha fugido e que tu apenas respeitaste minha fuga, a me deixares fugir.

Acreditava que a vaidade era uma flor graciosa que podia adornar-me, sendo assim não te procurei, não sofri, não chorei, nem ao menos pedi a intervenção dos teus amigos para que tu voltasses, pois acreditava que nada disso seria necessário, pois no tempo certo tu perceberias que nada daquilo fazia sentido e voltarias.
Não voltou e sinceramente não desejo que um dia voltes. As vezes imagino como seria se voltasses hoje, crio incontáveis histórias na minha cabeça e chego a conclusão que seria um estrago tamanho, só serviria para fazer-me acreditar que tudo havia sido um engano e que essas duas pessoas, jamais se conheceram.
Hoje contento-me apenas em ser nostálgico e, percebo que tu foste e continuas sendo minha referência afetiva mais sincera e profunda, mas não quero e nem vou viver esse amor sozinho, de platônicos já me bastam os sonhos.
Neste momento coloco o ponto final em minha fracassada espera, já não quero saber de reticências, elas me fazem acreditar num futuro que está preso ao passado e me fazem deixar de viver o hoje.

Saudades é o que deixaste.
Espero que essa saudade um dia se canse de mim, da mesma forma que eu me cansei dela.
Com amor,
Lucas.

Inserida por Twentysomething

Palpitações

Esse coração há de renunciar, a pulsar instável com tamanho desengano,
Com esse compasso ordinário, fazes da convivência, relutância.

Tua inquietação atordoa-me então mudo-me de posição,
Tomas conta do meu corpo e nele fazes um carnaval
—Peso na minha existência!

Onde vais com esse compasso agitado?
Enganaste-me com dois dias de trégua,
Mas retornaste ao entardecer.

Um dia hás de render-te às minhas súplicas,
Irás pulsar delicado, sossegado como a natureza do infinito.
Imperturbado.

Inserida por Twentysomething

Entimema

Castelo que reflecte o azul,
Cidade vazia que daqui te vejo,
Do chá que tomo fervido no bule.
Sou eu homem que daqui praguejo,
Palavras que das pedras do castelo escorrem,
Que de tão bela que és exercito delas solfejo.

Escore-me da vista da janela o mirar,
Cidade vazia do teu pro meu praguejar,
De onde não mais sou capaz de tragar,
A camomila do meu chá em desgosto só posto.
Sou só porte aqui sentado a tentar solfejar.
Canto pra paralelos rijos que orvalho faz brilhar.

Oh cidade na minha prima esta que foste bera.
Oh cidade que deambular-te tanto eu quisera.
Oh cidade despida de tudo menos da quimera.
Que outorgas tu agora passeios de ninguém,
Por ti na calçada não mais cruzo rostos,
Rostos não cruzam mais por mim também.
Silencio profiláctico na noite em desgostos,
É bera forma de palavra austera que a pedra tem.

No vago e no vão e até no vagão parado,
O carril de ferro é frio pois não mais lá travo,
Não mais lá vejo a engrenagem que faz a viajem,
Que transporta o frenesim que eu outrora ouvia sem fim.
Pregões a vender maresia do outro lado de lá da margem,
Janela onde eu estou só, minha vista alegre arria em mim.

Agora desta janela eu não mais abro mão.
Daqui não me vou, tranco a chave a razão.
Outrora vivi meses à esquadria das paredes,
Vida de janela fechada na mais bela fachada
Da cidade vazia, despida de gente,
Ausente do ruído, que agora se fez silente.
Não mais me escondo, não mais me tranco,
Não mais penso ser doente, nem da vida decadente.
Ouço o vazio do som, augúrio calado,
Vivo uma mescla entre o triste e o desarmado.
Tempos em que debaixo de cobertor vida doía,
Me escondia da alegoria do dia e da orgia dos olhares.

Hoje sou eu na noite que é mais húmida e fria,
Daqui sinto quem da vida se despede e padece,
Sinto aconchego na praça vazia, onde o espírito tece,
Sinto as almas que aqui passam de quem falece.
Cidade parada, sobre o olhar desencanto e me encanto,
Com a telha das casas e alma dos telhados de Almada.
Praça mais pequenina do que nunca, desprovida de vida,
Praça do ardina, do quiosque e da fofoca amada.
Da folia, da disputa, do cheiro a sardinha assada,
Da menina que de tanto rir parece princesa encantada.
Praça do dizer só por dizer nada, do subir por ela a cima,
És agora só minha parte vita da rima.

Lisboa parada, é cidade que dorme.
Sonha à noite o que era enquanto ser dia,
Suspensa dos amores, agora dominam gaivotas.
Dos beijos na boca, da cerveja que tarda,
Dos finais de tarde reunida de actores,
Que encantam quem lhes presta atenção.
Lisboa da criançada, da correria pro nada,
Dos que não se agarram... cidade de vida,
Dos que so andam pela calçada de mão dada,
Dos que pedem pela vida uma esmola
Pra taça de vinho, pró carapau e pra arrufada
Lisboa despida do sonido da vida,
Escorre por tudo que é canto letras... palavra!

E eu daqui da minha janela vejo, pois dela não me arredo.
É tão bela esta cidade, por ela não mais medro.
Tão minha, tão nobre vista que vejo desta janela,
Tão imponente fachada que a suspende, bela parede caiada,
Que daqui dou trovas à inspiração e assas à imaginação,
Daquilo que outrora não prestei verdadeiramente atenção.
Ao negro do Tejo que à noite lava na corrente o pesar,
À esperança de poder voltar a abraçar a vizinhança.
Os ferros da ponte que a atravessam, que lhes dão sustentação,
Erguidos outrora por homens à força de braços mil,
Construída pra travessia e para que um dia se volte a formar
Um cordão tão forte como o que um dia formou Abril.
Cordão na consciência humana, libertou-nos da má sorte tirana
E agora nos libertar da morte que por vezes a natureza emana!

Inserida por ruialexoli

Tanto tempo se passou
Mas de novo aqui estou
E sinto a mesma brisa
Que um dia me marcou.

Do terceiro andar
em meu telhado
Eu conseguia enxergar
Como é bela a ilusão.

Mas a ilusão me abandonou
Me aprensentou a solidão
Foi ela quem me fez partir..
E hoje eu retorno a Lisboa
Para contar tudo que aqui aprendi.

Achei em meu armario um retrato
De um passado mal guardado
Que partiu meu coração.
Amigos que jamais serão deixados
mesmo estando do outro lado
Esperando a solidão.

Eu sinto que preciso
encontrar você aqui.
Talvez não seja hoje
Mas um dia eu vou viver feliz.

Inserida por KleutonBarros

Achei em meu armário um retrato, de um passado mal guardo, que partiu meu coração. Amigos que jamais serão deixados, mesmo estando do outro lado, esperando a solidão.

Inserida por KleutonBarros

Os incompetentes bajulam seus superiores para compensar a sua falta de profissionalismo.

Inserida por lisboa_oxeweb

⁠Você terá que aprender que a vida só dá asas a quem não tem medo de cair. A vida é muito curta para esperar. Faça acontecer. O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas amar tudo que você tem!

Inserida por Jhemili_Lisboa

⁠Aproveite a vida o máximo que puder, pois nunca saberemos como será o dia de amanhã. Aproveitar a vida é viver todos os momentos sabendo que eles são únicos e que podem não se repetir. Vamos viver tudo o que há para viver, vamos nos permitir! Porque a vida é breve, desfrute ao máximo o tempo que resta!

Inserida por Jhemili_Lisboa

⁠As montanhas da vida não existem apenas para que você chegue no topo, mas para que você aprenda o valor da escalada. A vida pode até te derrubar, mas é você quem escolhe a hora de se levantar. É melhor ser verdadeiro e solitário do que viver em falsidade e estar sempre acompanhado.

Inserida por Jhemili_Lisboa

⁠**São pedras que batem, frias e dormentes.**
são ocas, as memorias.
Aqueles que fogem e fingem ser dementes.
Na maré vazia, oiço Lisboa, a minha.
olho para longe para não ver nada.
As pedras ainda lá estão.
As gaivotas falam, como os meus sonhos voam.
Estou dormente no olhar, mas vivo nas memórias,
mas continuo sentado,
na espera que o vento do mar me traga a boa nova,
que os raios de sol se fundam com o laranja do Cacilheiro,
E que as pedras fiquem, mas que se tornem quentes.
Lisboa.
Lisboa dos amores, de timidez bela e única,
cúmplice da saudade,
neste som de um tejo vivo e de gaivotas falantes.
Lisboa, Lisboa
De segredos tamanhos, de apitos, manjericos, homens e mulheres.
Lisboa.
Lisboa do Fado.
Das ruelas, dos becos, das colinas.
Lisboa quente, sedutora e faladora.
frenética.
Lisboa dos Dead Combo e dos putos a roubar maças.
Lisboa.
Também minha.

Inserida por joao_reguengos

⁠Para hoje: desejo que minha vontade esteja alinhada com a de Deus, que eu aproveite as oportunidades com sabedoria e paz, e use meu tempo produtivamente com bondade. Amém! 🫀

Depois de um terremoto
A casa cai
O tempo para
As buscas cessam
A procura deixa de existir
E o objeto
Que jamais existiu
Virou pó:
Inocência de peregrinos...
Por isso, esse peregrino morreu!...
A ilusão acabou
O véu se rasgou
O renascimento surgiu
Imergiu junto com o sismo
Que faz tremer a mente
De um corpo impermanente
Que contém uma alma eterna
Que na terra
Nao se dissovirá
Porque é infinita
E para a essência da consciência
Que é a nossa verdadeira casa
Essência:
Retornará...
Esse é o nosso ninho,
Sem nós
Onde todos se encontrarão
E voltaremos a ser um só
Sem egos
Com um só coração!
Abraços
Felicidades


Lisboa, Portugal
26 de agosto 2024. 05:11 hs
Acordado, mandava mensagem para um amigo
E na tela surgiu;
Alerta de terremoto
Nem deu tempo de piscar,,,
Paz no coração!

Inserida por PeregrinoCorrea

⁠Boa noite.
Esse vídeo é anterior ao vídeo de Algés e do comboio.

Estou Em Algés
Ligar lindo, elegante
Em uma praça maravilhosa
A praça está vazia
As crianças e jovens
Todos nas escolas
Entram logo após as 8 da manhã
E ficam até as 17 ou 18 hs
Passam o dia na escola
E digo mais
Fazem Muito A passeios
Museus, praias, centros culturais, espaços públicos...
Bom de mais
Aqui,
Vocês conhecem um velha linda?
Trocadilho
Linda velha é o nome desse lugar
Logo aqui ao lado
Olha que nome lindo
Miraflores
Outro lugarzinho show
Tudo isso perto de Belém
E praticamente colado
No centro de Lisboa...

Falei na praça, que ia pegar um auto carro, busão no Brasil, para ir até a estação de Algés, para pegar o comboio para Cascais
Kkkk... Tô eu aqui na rua caminhando e escrevendo esse texto.
Mais 2,2 km caminhada
Celular na mão e tranquilo.
Saúde e paz para todos vocês
Beijos no coração
Paz no coração

Chegando na estação de Algés
Faço outra filmagem..

Na realidade, já foi publicada antes dessa.

Sandra Costa
Olha eu aí de novo.
Felicidades

Inserida por PeregrinoCorrea

⁠Andei mais 2 ,2 Km.
Cheguei em Algés
Ao lado da estação terminal
De auto carros, busão
E dos comboios, trem
Olhem que coisa charmosa
Gostosa de apreciar
Ver
Muito bom
Vou comprar algumas coisas
Aqui no Mini Preço

E vou para o comboio.
Vou para casa
Abraços
Felicidades
Paz no coração

Nota: meu celular descarregou
Kkkk já estou em casa

Inserida por PeregrinoCorrea

⁠Seu futuro
Seus sonhos
Tudo se encontra
Em sua essência
Na sua vontade de vencer
De se superar

De se desprender da multidão

E no vazio da alma
Se conectar a consciência universal
Na sabedoria do todo
De tudo

Onde está tudo concentrado
Fervilhando
Esperando o seu lindo despertar.
E tudo isso
Nunca esteve distante de ti...
Esteva sempre
Em teu ser
Batendo forte em seu coração!...
No seu bem querer
Nos frutos que voce carrega
Em sua linda
Adorável
E meiga
Consciência....
Jamais desista de viver
De buscar
De transformar a sua vida
Sei que a vida
É repleta de labirintos
Mas com fé e confiança
Amor no coração
Portas são abertas
E você poderá voar
E sair da estagnação...
Encontrando a luz que iluminará a sua estrada
Que te fará ter um futuro brilhante.

Voce nasceu para viver, ser feliz e amar!...
Kkk E ser muito... Mas muito, Amado!...

Paz no coração.

Peregrino Corrêa. Agora em Portugal

Inserida por PeregrinoCorrea