Lisboa
Esperando o dia feliz
Pois Deus revelou a sua graça para dar a salvação a todos. Essa graça nos ensina a abandonarmos a descrença e as paixões mundanas e a vivermos neste mundo uma vida prudente, correta e dedicada a Deus, enquanto ficamos esperando o dia feliz um que aparecerá a glória do nosso grande Deus e salvador Jesus Cristo. Foi ele quem deu a si mesmo por nós, a fim de nos livrar de toda maldade e de nos purificar, fazendo e nós um povo que pertence somente a ele e que se dedicava a fazer o bem.
O que é o destino de Capoeira?
Uma vontade,
Uma desejo,
Uma maneira de viver,
Uma vida,
Um sonho… O destino de um capoeira e algo sem escolha?
Não sabemos o que é, mais sentimos sua presença.
O destino na capoeira e uma história que precisamos ler e vived até o última roda de capoeira , para entendê-la e mesmo assim não entendemos.
Um destino de um capoeira é uma imaginação de uma roda prefeita no futuro, uma criação da vida.
Nos escolhemos nosso destino na capoeira …
Se permitirmos viver um uma vida de capoeira sem querer, estaremos nos rendendo as armadilhas das rodas de capoeira fazendo parte de uma história que que só nós traz armadilhas.
A capoeira e quem nós da coragem de lutar por um ideal. coragem de ser feliz.
Nós escolhemos se queremos viver a energia de uma maravilhosa roda de capoeira, ou a negatividade de uma toda repleta de gente falsa em qualquer lugar do mundo…
O nosso destino na capoeira e simplesmente é a nossa busca pela verdadeira Felicidade a verdadeira roda perfeita de capoeira.
Professor Buscapé
Teresina-PI
O homem só deve satisfações à consciência, mesmo que para isso seja forçado a desdizer-se mil vezes, até estar certo de si.
O que é ser sonhador?
Steve Jobs, sonhou e não apenas sonhou, persistiu, errou, batalhou é olha no que ele se tornou, Bill Gates também e assim poderia citar muitos outros.
Indo para nossa realidade, uma referência na capoeira, Mestre Camisa era é ainda é um sonhador é olhem onde ele chegou.
Sonhar faz parte do processo de evolução do ser humano, mais sonhar só se torna esse processo quando você sonha e põem em prática, sonhador é aquele que senta fica olhando para o céu pedindo a Deus que o sonho dele se torne realdade sentado em uma cadeira, este espera que tudo caia do céu, este é o sonhador que não consegue realizar os seus sonhos por ter medo de errar, medo do que os outros falem, medo de fracassar.
O verdadeiro sonhador, não tem medo de errar, pois ele sabe que se isso acontecer ele vai tentar de novo é o erro faz parte do processo do sonhador, ele persiste, ele luta, esculta palavras que tentam tirar ele do caminho do seu sonho, mais nada disso tira seu foco, porque acertando ou errando ele vai continuar tentando em busca dos seus sonhos.
Já o simples sonhador, esse vai continuar sentado na sua cadeira, pedindo a Deus que ajude ele, que faça as coisas acontecer sem ele levantar um dedo.
Orgulho de ser um sonhador, por ser um sonhador sou a pessoa que sou hoje, porque tudo o que eu sonho eu corro atrás de concretiza-los, me tornei a pessoa que sou hoje por conta de um sonho que tive na minha vida, me tornar o Josenilton o Buscapé que sou hoje, me torna o Professor de Capoeira que sou hoje, trabalhando por ela, vindo desde as bases construindo uma historia e quando eu morrer serei um eterno SONHADOR REALIZADOR.
Texto: Professor Josenilton Lisboa Buscapé Capoeira.
Teresina-PI
Firmamento adiante
Se pedires, coloco menos maquilhagem e mostro-te o meu rosto. Levo-te bem longe, onde a chuva cairá igualmente entre nós; se desejares, carrego-te ao colo pelo caminho e penduro estrelas para que possas caminhar na escuridão e, se precisares, há fendas nas rochas onde poderás chorar em privacidade.
Quando chegar a primavera e as flores estiverem em toda sua opulência, preparo-te um banho onde irás lavar-te de toda a dor e vergonha. No outono, varro o teu jardim para que possas deitar-te e ver todos os astros. No inverno, prometo-te a minha pele.
Prometo-te amor sem paixões e deslumbramentos, só amor e liberdade, sem desejo de pureza.
Se quiseres, livro-me de todos os ataques de silêncio rabugento e dos acessos de fúria epilética, concedo-te tudo e não desisto. Quando precisares, crio falsas desculpas para te confortar e apago em mim as reminiscências sentimentais do teu passado.
Se pedires, mostro-te as qualidades da dor, que te fazem ter consciência do que és.
Se quiseres, alimento-te de toda minha poesia.
Se desejares, mostro-te o meu planeta…
Caminho
Na estrada do tempo
Irrealizável, do trajeto
Do indivíduo individualista.
Procuro em mim...
Não encontro no mundo.
Deixo esta estrada,
De linhas desalinhadas.
Deixo esta origem,
De amores e desiludidos.
Que Lancem quimeras
No caminho, quiçá feras
De tantas outras esferas.
De novo encontro
Na amplidão do horizonte,
Minha sina defronte.
Felicidade
É estado de espírito provisório,
É manobra circense constante
Todos os dias!
Vem e vai,
Volta e vai,
Nunca fica...
Vai embora com o circo,
Alegrar gente feliz.
Carta ao passado
Nesta carta que nunca irás ler, coloco palavras que nunca disse, hei-de correr o risco de perder-me entre tantos pensamentos e sentimentos absolutamente distintos. Irás nela perceber minhas inúmeras mudanças de humor, assim como uma mudança não menos que radical da minha percepção dos fatos.
Após longa e frustrada espera, sem receber nenhuma linha tua, penso eu que seja a hora de escrever-te.
Quero que percebas que não ponho nessa carta amargura, nem quero que te sintas culpado muito menos que tenhas arrependimento. Não estou intencionado a pôr angústia em teu coração, mas sim tirar do meu.
Minha vaidade é grande e impede-me de admitir que o tempo de nada serviu-me, se não para aumentar ainda mais as dúvidas que em mim profundam desde o dia em que me deixaste. Por ser orgulhoso eu nego; se ainda penso nas coisas que fazíamos e na forma que tratavas-me. Eu minto quando questionado se procuro em outros amantes tuas qualidades e se faço avaliações dos futuros pretendentes de acordo com os teus juízos.
Sou orgulhoso demais para assumir que sentia tua falta mas por necessidade aceitar-te ia caso quisesses voltar.
Durante esses anos eu esperei, naturalmente, para ouvir tuas desculpas, e para ver de que forma ias apresentá-las, mesmo sabendo que invariavelmente, fazendo tu o que fizesses, perdoar-te ia.Nada aconteceu, se não minha infrutífera espera…
E, então a dor tomou-me por completo, dor de pensar que talvez quem tenha se afastado tenha sido eu, por uma escolha errada, em defesa de uma certeza equivocada, que talvez eu tenha fugido e que tu apenas respeitaste minha fuga, a me deixares fugir.
Acreditava que a vaidade era uma flor graciosa que podia adornar-me, sendo assim não te procurei, não sofri, não chorei, nem ao menos pedi a intervenção dos teus amigos para que tu voltasses, pois acreditava que nada disso seria necessário, pois no tempo certo tu perceberias que nada daquilo fazia sentido e voltarias.
Não voltou e sinceramente não desejo que um dia voltes. As vezes imagino como seria se voltasses hoje, crio incontáveis histórias na minha cabeça e chego a conclusão que seria um estrago tamanho, só serviria para fazer-me acreditar que tudo havia sido um engano e que essas duas pessoas, jamais se conheceram.
Hoje contento-me apenas em ser nostálgico e, percebo que tu foste e continuas sendo minha referência afetiva mais sincera e profunda, mas não quero e nem vou viver esse amor sozinho, de platônicos já me bastam os sonhos.
Neste momento coloco o ponto final em minha fracassada espera, já não quero saber de reticências, elas me fazem acreditar num futuro que está preso ao passado e me fazem deixar de viver o hoje.
Saudades é o que deixaste.
Espero que essa saudade um dia se canse de mim, da mesma forma que eu me cansei dela.
Com amor,
Lucas.
Palpitações
Esse coração há de renunciar, a pulsar instável com tamanho desengano,
Com esse compasso ordinário, fazes da convivência, relutância.
Tua inquietação atordoa-me então mudo-me de posição,
Tomas conta do meu corpo e nele fazes um carnaval
—Peso na minha existência!
Onde vais com esse compasso agitado?
Enganaste-me com dois dias de trégua,
Mas retornaste ao entardecer.
Um dia hás de render-te às minhas súplicas,
Irás pulsar delicado, sossegado como a natureza do infinito.
Imperturbado.
Não veja o quanto é difícil uma coisa, nem tente mensurá-la, pois ai é que mora o perigo, vendo que é difícil, você começa a se sabotar e não coloca ação, que traria o desenvolvimento e aprendizado necessários para se chegar onde quer, esqueça a dificuldade... foque na ação!
As formas, as sombras, a luz que descobre a noite
e um pequeno pássaro
e depois longo tempo eu te perdi de vista
meus braços são dois espaços enormes
os meus olhos são duas garrafas de vento
e depois eu te conheço de novo numa rua isolada
minhas pernas são duas árvores floridas
os meus dedos uma plantação de sargaços
a tua figura era ao que me lembro da cor do jardim.
Contar a vida pelos dedos e perdê-los
contar um a um os teus cabelos e seguir a estrada
contar as ondas do mar e descobrir-lhes o brilho
e depois contar um a um os teus dedos de fada
Abrir-se a janela para entrarem estrelas
abrir-se a luz para entrarem olhos
abrir-se o tecto para cair um garfo no centro da sala
e depois ruidosa uma dentadura velha
E no CIMO disto tudo uma montanha de ouro
E no FIM disto tudo um Azul-de-Prata.
Vírgula
Eu menino às onze horas e trinta minutos
a procurar o dia em que não te fale
feito de resistências e ameaças — Este mundo
compreende tanto no meio em que vive
tanto no que devemos pensar.
A experiência o contrário da raiz originária aliás
demasiado formal para que se possa acreditar
no mais rigoroso sentido da palavra.
Tanta metafísica eu e tu
que já não acreditamos como antes
diferentes daquilo que entendem os filósofos
— constitui uma realidade
que não consegue dominar (nem ele próprio)
as forças primitivas
quando já se tem pretendido ordens à vida humana
em conflito com outras surge agora
a necessidade dos Oásis Perdidos.
E vistas assim as coisas fragmentariamente é certo
e a custo na imensidão da desordem
a que terão de ser constantemente arrancadas
— são da máxima importância as Velhas Concepções pois
a cada momento corremos grandes riscos
desconcertantes e de sinistra estranheza.
Resulta isto dum olhar rápido sobre a cidade desconhecida.
E abstraindo dos versos que neste poema se referem ao mundo humano
vemos que ninguém até hoje se apossou do homem
como o frágil véu que nos separa vedados e proibidos.
Continuar aos saltos até ultrapassar a Lua
continuar deitado até se destruir a cama
permanecer de pé até a polícia vir
permanecer sentado até que o pai morra
Arrancar os cabelos e não morrer numa rua solitária
amar continuamente a posição vertical
Uma vida esquecida
Eu conheço o vidro franja por franja
meticulosamente
à porta parado um homem oco
franja por franja no espaço
meticulosamente oco uma porta parada.
Um relógio dá dez badaladas ininterruptamente
dez badaladas por brincadeira dança
um homem com pernas de mulher
e um olhar devasso no Marte
passo por passo uma criança chora
uma águia e um vampiro recuados no tempo.
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