Linguagem
O técnico Tite, com sua saída do campo após a derrota e consequentemente a eliminação, teve a exata atitude de quem quis se eximir da responsabilidade. O lamentável abandono foi uma clara transferência de culpa! Não precisa ser do esporte para entender essa linguagem corporal.
Ficou claro que o descontentamento dele não foi com ele próprio, mas sim com seus liderados. No entanto, um verdadeiro líder jamais agiria de tal modo! Sua decepção pessoal não poderia ter sobreposto - tão evidentemente - a chateação de toda equipe e dos torcedores, pois ele não foi o único que perdeu. Porém, nitidamente, foi o que mais fracassou!
Tal postura só demonstrou toda a vaidade, egoísmo e soberba de alguém que não tem preparo, nem tampouco a personalidade ideal, para ocupar um cargo de comando.
Copa do mundo não é só futebol, assim como não é só sobre vitória.
Em sua existência o ser humano é falho e o amanhã sempre chega rápido, então por isso devemos ser melhor do que fomos hoje, pois errar de mais é espera que o futuro te cobre algo.
A Dança das Palavras
Numa tarde amena, entre sombras e raios dourados de um sol prestes a se despedir, permita-me conduzi-lo por um passeio pelas vielas da linguagem. Não é uma viagem apenas de palavras, mas sim uma dança, uma coreografia intricada que molda nossas mentes e corações.
Comecemos pelos alicerces, pelos tijolos invisíveis que erguem o edifício da nossa compreensão do mundo. As palavras, como artesãs habilidosas, entrelaçam-se umas nas outras, formando uma tapeçaria que nos envolve desde o momento em que pronunciamos nosso primeiro "mamãe" ou "papai". Essas sílabas iniciais são como pedras lançadas em um lago calmo, criando ondulações que ecoam ao longo de toda a nossa existência.
À medida que crescemos, as palavras nos acolhem em seus braços, tornando-se uma extensão de quem somos. A linguagem não é apenas uma ferramenta de comunicação; é um espelho que reflete nossa essência. Como dançarinos em um palco, expressamos nossas emoções, pensamentos e anseios através de um balé de verbos e substantivos, cada frase uma pirueta que revela nossa narrativa única.
Contudo, a dança da linguagem é complexa, pois cada cultura contribui com seus próprios passos e ritmos. Somos moldados por idiomas que carregam consigo a bagagem de séculos de tradições, mitos e filosofias. O português, por exemplo, tece sua teia de sonhos de forma diferente do inglês ou do espanhol. Cada língua é uma pintura única, uma paleta de cores que pinta o mundo de maneiras distintas.
Mas cuidado, pois as palavras também têm o poder de aprisionar. Elas podem criar grades invisíveis que nos mantêm dentro de limites estreitos, definindo quem somos e quem podemos ser. As etiquetas que nos são atribuídas, os adjetivos que nos acompanham, tornam-se muralhas que nos separam do vasto horizonte de possibilidades que a vida oferece.
E assim, nessa dança constante entre a liberdade e a prisão, construímos nossas identidades. Somos marionetes e coreógrafos ao mesmo tempo, manipulando as palavras para contar a história que queremos que o mundo ouça. E, no entanto, não podemos esquecer que somos mais do que as letras que formam nossos nomes ou os adjetivos que nos seguem.
Então, à medida que o sol se despede e as sombras se alongam, permita-se mergulhar na poesia da linguagem. Celebre as palavras que dançam em seu coração, reconheça o poder que elas têm de criar e transformar. Pois, ao final dessa jornada lírica, é a dança das palavras que nos faz humanos, conectando-nos uns aos outros, entrelaçando nossas histórias num tecido único e eternamente fascinante.
Ser cosmopolita não significa abrir mão de sua identidade. Cidades prósperas são cosmopolitas e não abandonam as suas tradições e a sua cultura. A tradição parte dos valores e dos costumes que são passados de geração em geração. A cultura fundamenta-se a partir do entendimento sobre os valores, crenças, línguas e linguagens desenvolvidas.
Na realidade nós somos os nossos valores e virtudes. Percebemos os valores e virtudes através do posicionamento. O ambiente que é o contexto influência a pessoa elevando seu nível de percepção no primeiro momento.
Saber enfrentar os fracassos, as perdas, os danos ou os prejuízos é uma das mais nobres gentilezas que o ser humano pode prestar a si mesmo.
Mas nem todos pensam ou agem desta maneira, até porque, para muitos é inadmissível aceitar esta realidade, principalmente quando testemunha a vitória ou o sucesso dos outros.
É neste momento que se inicia a relação comparativa, utilizando expressões do tipo: Todo mundo consegue menos eu! Olha aí, para ele deu certo, só pra mim que nada saí do lugar!
É hora de se aplicar o pensamento onde se afirma que a grama do vizinho é mais verde que a deles - um visível complexo de inferioridade.
Assim notamos que são poucas as pessoas que conseguem responder de forma madura a perda do emprego, a reprovação numa prova, o término de um relacionamento, a morte de um ente querido, etc.
Quando se trata das emoções, podemos afirmar que é um universo a parte que necessita de minuciosa compreensão e aceitação.
Por conta desta realidade, observamos que: Quem não sabe perder, perdeu.
É necessário revisar os nossos feitos, ou realizações no curso das nossas vidas - em outras palavras, onde errou para viver tais consequências?
Quais foram as motivações para tomar esta ou aquela decisão que rendeu tal efeito?
Observe! Praticamente todas as respostas que nos são necessárias não costumam ter barulho de vozes, mas sim de ações.
Um profissional que demonstra empatia consegue, de forma hábil, ler a lin-
guagem corporal de seus colegas, o que inclui observar seu tom de voz, as expres-
sões faciais e o olhar, analisando, sobretudo, os sentimentos por trás das palavras.
Se estuda oratória para melhorar nossas expressões faladas, para que nossa comunicação tenha uma qualidade básica e possa ser captada e entendida em todos os ambientes, para que a linguagem seja clara, objetiva, organizada e que chegue atodas as pessoas, canalizando assim as energias para um propósito bom para todos.
Somos um avião ou meros passageiros? os pensamentos prisioneiros decolam na pulsão…
Nos sonhos há versos sem trilha, sem rima, nem nexo, mas é o ouro, o próprio tesouro da constelação… Os rabiscos da linguagem dão forma, daquilo que a gente não conhece.
