Joias
PORTA ABERTA
Demétrio Sena, Magé – RJ.
Pouco importa
se a porta
porta-joias;
porta-malas;
porta-luvas;
porta-retrato;
porta-bandeira...
Só importa
se a porta
se comporta
como porta-voz
do meu direito
de ir e vir.
É de jóias que os ricos se enfeitam, porém de, conhecimento, entendimento e virtudes que o sábio se orna.
O dinheiro só compra os bens materiais: casa, comida, carro, ouro, jóias, etc. O dinheiro não compra os bens intangíveis: saúde, amizade, felicidade, caráter, etc.
As jóias de crioula, adornos confeccionados em ouro e prata, presentes na comunidade afro descendente escrava e liberta brasileira dos séculos XVIII e XIX, se subdividem em três ramos. O primeiro das jóias, confeccionadas pelos senhores escravocratas que adornavam as escravas que serviam como empregadas domesticas a residência colonial, como símbolo de opulência e poder. O segundo, das jóias de axé, confeccionadas por razoes devocionais as matriarcas das casas de santo, da cultura das religiosidades afro brasileiras. O terceiro, as jóias confeccionadas pelos escravos de ganho, auxiliares dos oficiais de ourives, para adorno das ex - escravas alforriadas como símbolo de afirmação de liberdade na sociedade, por prestigio e poder. Usadas abundantemente durante as festas dentro da comunidade da época.
Entre os círculos de confecção das famosas jóias de crioulas, muito romantizados existem alguns hiatos pouco abordados pelos historiadores. O primeiro é quanto ao material, pois a prata por não ter extração no Brasil Colonial era mais nobre que o ouro. Outro seria sobre a confecção delas pelos escravos de ganho pois não eram feitas pelos oficiais ourives portugueses, pois os mesmo produziam os utensílios religiosos católicos e estavam impedidos a confeccionar adornos para animais. Por mais dramático que pareça, era está a posição oficial religiosa católica da época, seres sem alma, inventariados e comercializados como tal. A humanização aparece por alguns autores com o estudo posterior deste período nefasto escravocrata brasileiro.
As jóias de crioula produzidas no período escravocrata brasileiro dos séculos XVIII e XIX, tem por confecção e acabamento quase formas de artesanato e de forjaria de ferreiros, já que eram produzidas pelos escravos de ganho. Isto explica a simplicidade das formas e a repetição dos elementos, que não resultavam das técnicas da joalheria européia da época, aprimoradas dos prateiros e oficiais ourives portugueses. Em sua grande parte são de pratas, algumas com vermeil combinadas a elementos naturais de adorno, como o coral baiano, a casca do coco, o jacarandá, o marfim de diversos tipos de animais e o casco de tartaruga. O ouro quando aparece costuma ser de baixo teor e sobretudo em pequena quantidade, como detalhe.
Ainda sobre o capitulo das " jóias de crioula" é importante ressaltar e esclarecer que a Igreja Católica no Brasil dos séculos XVIII e XIX, não era uma religião somente, ela se chamava de Clero e fazia parte do estado. A exemplo disto temos o artigo primeiro do Código Comercial Brasileiro, que proíbe a mercancia, o ato de praticar comercio entre outros os clérigos que fazem parte do estado e as mulheres casadas sem a permissão do marido. Isto bem recente, nos primeiros anos da republica no inicio do século XX. Sendo assim, mesmo que veladamente coube ao clero, imputar a idéia que o povo negro escravizado, não tinha alma e fortalecendo o poder produtivo das Fazendas Coloniais, a um custo baixo para que os Barões do Café, da Borracha e da Cana de Açúcar, pudessem ter muito lucro, afinal eram eles que bancavam literalmente o Império. Mesmo que o Estado Brasileiro, tenha assumido pelo fim da escravidão e o nefasto comercio de pessoas, após a independência em 1822, perante varias nações européias, foi a partir deste período até 1850, que foram feitos os maiores e perversos contrabandos de escravos no Brasil, a sua maior parte no Estado do Rio de Janeiro, inclusive realizados por negros libertos, também, que traiam e vendiam os melhores e mais fortes trabalhadores de seu próprio povo. A exemplo disto, temos a figura folclórica de Dom Obá, um negro que possuía diversos escravos e estava ligado ao comercio imoral de escravos junto aos coronéis.
As jóias perfeitas para uma elegante mulher, não podem ser comparadas como os múltiplos penduricalhos de uma rica arvore de natal. Elas devem ser simples e sutis, realçando a parte mais bonita de seu corpo. Não se usa jóia alguma, pelo seu alto valor mas na verdade se veste independente do valor mas que exalta por criatividade da criação, sua singular personalidade.
Socorro, socorro. Invadiram minha casa, roubaram as jóias do meu cofre, amarraram minhas mãos e pés, cobriram minha visão e amordaçaram-me, puseram-me em um saco de batatas e me sequestraram. Ao retirarem a venda dos meus olhos, mas ainda amarrado e amordaçado, vi lá embaixo, minhas jóias e amigas, a cultura e a educação, machucadas, agonizando. Alguém pelo amor de Deus me ajude a resgatá-las, liguem para a restruturação da educação, para a valorização do professor, liguem para a valorização da família, do amor, liguem para o voto limpo e consciente, para ver se conseguiremos resgatar nossos valores e costumes. Alguém me ajude, alguém ajude o Brasil.
Não queremos mais ostentação e joias
Queremos as coisas que valem a pena
A vida de quem é fiel, é ferido na terra, mas com joias no céu, ligado a videira terá e vera paz, e enquanto te ferem você cresce mais .
Eu teci este tecido, me esforcei
Eu coloquei neste filamentos de ouro, prata e joias
Mas nada disto é suficiente não é?
Porque ele e não eu?
Ele não derramou lagrimas para fazer este tecido
Eu derramei sangue, lágrimas, dei meu corpo e minha alma
E é isso que eu recebo? Um simples "obrigada amiga"?
Não eu não sou sua amiga, amigas não se olham assim
Não se beijam, não se abraçam assim
Eu me tornei insuficiente?
“Amigos são Joias raras”
Não posso dar-te soluções...
Para todos os problemas da sua vida...
Mais posso oferecer-te a minha amizade.
Consolar seu coração.
Não tenho resposta, para suas perguntas e duvidas...
Mais posso ouvir-te e compartilhar contigo...
Todos os momentos vividos.
Não posso evitar que suas lagrimas caiam...
Mais posso oferecer meu ombro para chorar.
Não posso mudar...
O teu passado nem o teu futuro...
Mas quando necessitares de mim...
Estarei junto a ti.
Não posso evitar que tropeces...
Somente posso oferecer-te a minha mão...
Para que te sustentes e não caias.
As tuas alegrias...
Os teus triunfos e os teus êxitos...
Não são os meus...
Mas desfruto sinceramente...
Quando te vejo feliz.
Não julgo as decisões...
Que tomas na vida...
Limito-me a apoiar-te, com amor.
A estimular-te com carinho e paciência, a ajudar-te sem antes me pedir.
Não posso traçar-te limites, nem dizer o que deves fazer...
Dentro dos quais deves atuar...
Mas sim, oferecer-te o espaço necessário para cresceres e caminhares por caminhos certeiros...
Sem ter mede de cair.
Não posso evitar o teu sofrimento...
Quando alguma mágoa parte-te o coração.
Mas posso chorar contigo a todo instante e recolher os pedaços que restaram...
Para armá-los novamente...
Não posso decidir quem foste nem quem deverá ser.
Somente posso amar-te como és.
E ser tua amiga hoje, amanhã e sempre.
Todos os dias pensos nos meus amigos.
Não estás acima...
Nem abaixo nem no meio...
Mais em meu coração...
Não concluí a lista, não sou o número um...
Nem o número final e tão pouco tenho a pretensão de ser o primeiro.
O segundo ou o terceiro da tua lista.
Basta que me queiras como amiga
Não tenho nada a oferecer a não ser minha simples amizade...
Quero dormir feliz, acordar desejando felicidades a todos.
Quero manar vibrações de amor e alegria e dividir com vocês...
Saber que estamos aqui de passagem.
Que o amor é lindo...
A vida e bela e os amigos são joia rara.
Melhorar as relações...
Acreditar no futuro...
Aproveitar as oportunidades...
Escutar o coração...
Acreditar na vida...
É viver o amor
Mães, mãezinhas, mamães
Merecem mais do que pães
Ou joias cheias de brilho
Precisam apenas ser amadas
E no colo suavemente embaladas
Como se mães fossem seus filhos.
O amor lindo
tão sólido quanto
o crizo que enfeita
as joias merece
ser comemorado
hoje e sempre
por ainda sermos
enamorados da união
que nos pertence.
