Invisível
“Quando você aceitar o invisível e permitir-se segurar suas mãos, perceberá que a lealdade existe. Isso não é loucura, é a mais pura realidade presente.”
A vida é uma busca diária, silenciosa e, muitas vezes, invisível aos olhos de quem apenas observa de fora. É no interior que travamos as batalhas mais importantes: manter a esperança acesa, acreditar em dias melhores mesmo quando as sombras parecem mais densas. A verdadeira força não está na ausência de quedas, mas na constância com que escolhemos levantar e seguir. Acreditar é um ato de coragem, persistir é um exercício de fé. Cada amanhecer é uma nova oportunidade de fazer um pouco mais, de ser um pouco melhor, de confiar que, mesmo sem garantias, o caminho se ilumina à medida que caminhamos. Não é sobre perfeição, mas sobre constância; não é sobre pressa, mas sobre presença. Que nunca nos falte a coragem de acreditar e a serenidade para entender que o tempo da vida é sábio e justo para quem segue, com o coração firme, na direção do que sonha.
Boa Noite
Que a chuvinha pareça de outono
em sereno como chuva invisível
e desejo que todos tenham bom sono
numa noite que se faça aprazível
Que toda chuva seja calma
não produza mais nenhum dano
que deixe sossegada a noss`alma
e não cause a ninguém, desengano!
Pela manhã tens poesia
és habitação de pequenos
o vento é presença invisível
tempo de lábios fieis
o sopro de Deus!
É tumulo aberto
aos impios.
Me diga o que aconteceu com meus direitos. Eu sou invisível porque você me ignora?
Se as pessoas especiais estão conectadas por um fio invisível, porque no momento do corte, é tão tenso, barulhento, doloroso e difícil de dar adeus?
Viva a roda que gira e, que por fortuna, nos traz aquilo que no invisível, sempre esteve ligado ao nosso destino.
O silencioso invisível.
As poucas pessoas que me conhecem (ou acho que me conhecem), deveriam saber que a única coisa que me basta, me supre e que me acalma é o ínfimo prazer do silêncio.
Quando as nuvens negras se aproximam de mim e tentam me devorar, os barulhos dos trovões me alimentam de raiva e fúria.
A energia do barulho é corrosiva...
Nosso mundo está inverso, o talento de ouvir está escasso e as palavras vagas ganharam espaço.
Fala-se, fala-se e não se fala nada. E os que estão distantes, por hora se torna tão próximos, aqueles que habitam ao seu lado parecem estranhos.
O principezinho já dizia: "Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos".
Você já reparou no poder do invisível? Tudo o que é invisível me supre...
Tim Maia dizia: "Não quero dinheiro, eu só quero amar."
Meu estágio é outro, não me importo com o amor, não preciso ser amada e nem amar alguém. Eu não preciso de tribos...
Algumas pessoas evoluem para si, outras evoluem para os outros, alguns evoluem para Deus e outros evoluem para suas crenças internas.
E aqueles que já sentem que não precisam de mais nada? Que sentem que sua saciedade já chegou ao fim...?
Esses morreram ou evoluiram?
As perguntas são barulhentas, hoje acho que não gosto mais de tantas perguntas assim...
Quero apenas me sentir como uma folha, uma folha pequenina, leve e que o vento leva.
Sem precisar fazer escolhas, sem precisar escolher o destino.
Apenas deixar o vento silencioso e invisível me guiar.
O coração que crê se manifesta em louvor, pois aquele que caminha pela fé celebra o invisível como realidade, possuindo antecipadamente as promessas divinas.
A fé, dom divino, vê o invisível, acalma o medo e proclama as promessas de Deus, resistindo à incredulidade que tenta enfraquecê-la.
O Peso Invisível
✍ Por Diane Leite
Dizem que o home office foi a grande revolução do trabalho. Dizem que agora podemos conciliar tudo – carreira, filhos, casa, sonhos, ambições. Dizem que podemos trabalhar no conforto do lar, produzir enquanto assistimos ao crescimento dos nossos filhos. Dizem tantas coisas…
Mas ninguém diz a verdade.
Ninguém fala sobre as palavras interrompidas, sobre o cursor piscando na tela enquanto uma voz infantil chama sem parar: “Mamãe, mamãe, mamãe…” Ninguém menciona o caos mental de tentar responder um e-mail enquanto alguém puxa sua blusa pedindo atenção. Ninguém fala sobre a raiva silenciosa de tentar construir um futuro enquanto mãos pequenas tentam te puxar para o passado – para aquele tempo em que você era apenas mãe, apenas colo, apenas entrega.
O mundo aplaude pais que trabalham de casa, admirando sua dedicação e equilíbrio. Mas quando é a mãe que tenta, o que ela encontra? Um labirinto sem saída.
Ela tenta negociar, tenta explicar.
"Filho, me dá só mais meia hora e depois a gente brinca."
"Mamãe está ocupada agora, mas depois vamos ver seu desenho favorito juntos."
"Por favor, me deixa terminar isso, é importante."
Mas as crianças não entendem tempo. Elas entendem presença. E quando percebem que a mãe está ali, mas não está, insistem, persistem, exigem. Querem tudo. Querem agora.
E a mãe?
A mãe não está frustrada porque não ama o filho. Não está frustrada porque não quer estar ali. Ela está frustrada porque precisa pagar as contas. Porque precisa trabalhar para sustentar o filho que, ironicamente, é quem a impede de trabalhar.
E o pior: a criança não entende.
Ela não sabe que aquela mãe exausta que pede “só mais um minutinho” está tentando garantir um futuro para ela. Não sabe que, enquanto brinca distraída, aquela mãe está planejando, negociando, buscando um jeito de fazer tudo funcionar.
A mãe engole a raiva. Engole o cansaço. Engole o grito que quer sair.
Porque o mundo já a ensinou que mães não devem sentir raiva dos próprios filhos.
Porque o mundo já a convenceu de que esse é o seu papel e que reclamar é ingratidão.
Mas lá dentro, um vulcão silencioso se forma.
Não é culpa.
Não é medo.
É frustração.
Porque enquanto o pai seguiu sua vida, ela parou. Enquanto ele construiu, ela segurou tudo sozinha. Enquanto ele dormiu tranquilo, ela ficou noites em claro, estudando terapias, pesquisando tratamentos, garantindo que aquele ser pequeno e frágil tivesse um futuro.
Agora que o filho cresceu e que ela finalmente tenta respirar, tudo parece puxá-la de volta para aquele tempo de doação total. O tempo que parecia ter ficado para trás, mas ainda vive dentro dela.
Ela sente raiva porque percebe que ninguém vai dar esse espaço a ela. Ela terá que tomar esse espaço.
Mas ninguém ensina como.
E então ela segue, tentando negociar, tentando encontrar um pedaço de tempo entre as exigências do dia.
O cursor ainda pisca na tela.
Os e-mails ainda esperam.
Os sonhos ainda querem nascer.
Mas há um peso invisível sobre seus ombros.
O peso de ser mãe e ser mulher ao mesmo tempo.
O peso de carregar tudo enquanto o mundo finge que não vê.
Mas ela vê.
Ela sente.
E um dia, de algum jeito, ela vai conseguir respirar de verdade.
E não pedirá mais desculpas por isso.
Diane Leite
Sei que, às vezes, o que você faz parece invisível.
As sementes que você planta, as dores que você acolhe, os bastidores que só Eu e você conhecemos.
Mas filha, escuta: nada, absolutamente nada do que você faz com amor passa despercebido por Mim.
Conforme Deus quer é tudo planejado, siga a linha invisível demarcada por Ele aos olhos humanos, para então acertares o caminho dos olhos espirituais...
"Compor, criar, é se apropriar de algo invisível, materializar e tornar imutável. Eu estou falando da composição, da criação artística. É como dar luz à uma estrela que se torna eterna com brilho infinito."
